The Burning Crusade bate recorde
24.01.07 0:54
Era só uma questão de tempo, mas não imaginava que fosse tão rápido. A expansão de World of Warcraft, The Burning Crusade (US$ 40), vendeu 2,4 milhões de cópias nas primeiras 24 horas no mercado, batendo o recorde. Dessas, 1,2 milhão foi comercializado nos EUA e 1,1 milhão na Europa. No primeiro dia, 1,7 milhão de jogadores já havia começado a jogar.
Os números são impressionantes. WoW, como é carinhosamente conhecido, já tem mais de 8 milhões de jogadores em todo o mundo. Algumas centenas, ou até milhares, estão no Brasil. Não há como saber direito, já que o game não existe aqui oficialmente.
Uma das novidades de Burning Crusade é o aumento do level cap dos avatares. Na versão original, cada personagem só podia chegar até o nível 60 na sua evolução. Com a expansão, esse limite aumentou para 70, com novas missões e itens para conquistar.
No dia 17 de janeiro, 28 horas depois do lançamento oficial, o francês Gullerbone, 24 anos, tornou-se o primeiro a chegar ao nível 70. Teve ajuda de 40 amigos dentro do jogo, que o ajudaram a planejar a estratégia para fazer em horas o que normalmente levaria meses. Um dos participantes foi Cau, o primeiro europeu a chegar ao nível 60. O francês garante que jogou durante todo o tempo, dormindo por oito horas antes do lançamento como “preparação”.
Além do aumento do level cap, Burning Crusade tem outras novidades. A nova profissão de joalheiro também introduz a incrustação de pedras em armas e armaduras, como no histórico Diablo. Duas novas raças chegaram: Draenei, para a Aliança, e o Blood Elf, para a Horda. E um novo continente, Outland, traz inimigos e locais inéditos, alguns acessados apenas com as montarias aladas. Para quem gosta de disputas contra outros jogadores, há as arenas para combates em dupla, 3 a 3 ou 5 a 5, com rankings e prêmios.
Meu contato com World of Warcraft durou oito longos e intensos meses. Comprei o jogo em dezembro de 2004, no auge da popularidade, quando imprensa e jogadores o colocavam como o melhor RPG persistente do mercado. Caminhei com meu ogro shaman em direção ao nível 60, primeiro sozinho e depois com um grupo de personagens, uma guilda, que oferece companheirismo, proteção e principalmente ajuda para encarar os maiores desafios.
WoW é amigável para quem nunca encarou um game desse tipo e oferece ótimo conteúdo para os veteranos. Até o nível 60 - agora 70 - há muito o que ver e fazer, com recompensas inclusive para quem joga pouco. Mas ao chegar ao level cap, tudo mudou. Os objetivos passaram a ser as instances, os mundos fechados dentro do game acessados apenas por grupos. Seus desafios podiam levar cinco ou mais horas, dependendo da presença de todos online e outras combinações burocráticas. O prazer da descoberta se transformou na busca pelo item que a morte do boss oferece como prêmio, e que quase sempre é randômico, podendo ou não surgir. A brincadeira ficou mecânica, repetida várias vezes por semana quase com um cronômetro ao lado do computador para, como Gullerbone, cumprir o objetivo no menor tempo possível.
Somando-se a isso havia a vida real, com trabalho, amigos, família. Tomei a decisão de largar o jogo. Ainda retornei mais uma vez, mas comprovei que nada havia mudado. Havia me apegado ao personagem nível 60 e criar um novo seria um investimento que não valia mais. Cheguei a tentar uma, duas vezes, inclusive do lado da Aliança, que significaria conhecer novos lugares, missões, itens e jogadores.
Para mim, um RPG persistente é mais do que um jogo. É a oportunidade de conhecer pessoas de uma forma única e até ampliar o relacionamento para além do avatar. Quem nunca jogou WoW ou qualquer outro - também me empenhei em Ultima Online e Star Wars Galaxies - desconhece o poder da interatividade em um suporte desses. Mas, como qualquer produto comercial, com o principal objetivo de lucro para a empresa que o produz/mantém, WoW tem um componente viciante forte e que deve ser bem administrado.
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joguei Wow, e jogo Lineage2 e não consigo parar o fato social q existe nos estilo RPG online eh magnifico, legal fazer amigos em outras partes do brasil e ser reconhecido ate por jogadores gringos…
mas em jogabilidade principalmente PVP, lineage2 é melhor. 8 milhões pode dizer que não, mas pra min Lineage é mais completo e mais maduro.
Só joguei Wow numca conta “trial” gratuita que durou 10 dias. Realmente muito divertido e viciante, é o melhor dos MMORPGs que já conheci na minha opinião até agora. Mas enquanto ele for nesse esquema de assinatura fica muito difícil pra mim.
Tendo que pagar mensalidades eu me sentiria obrigado a jogar o tempo todo pra fazer valer o investimento e como já não tenho tempo pra nada, assim acaba perdendo a graça.
“Gabriel Araújo”, Vc poderia dizer q Lineage II eh melhor no gráfico, no som, ou algo desse tipo, mas até Tibia tem jogabilidade 10 vezes melhor q Lineage II.. Vc ja viu algum RPG q seu personagem pode pular? Isso é apenas um dos muitos detalhes q tornam WoW o melhor RPG de todos..
Cara, eu atualmente hj jogo wow, tenho o dobro de pvp points q tinha no lineage2, mas pular nunca me fez falta o jogo, e nunca tive uma experiencia de mass pvp q tinha no L2 dentro do wow, ja fiz invasões e battleground pra min ainda não me deu a emoção de uma siege. wow é otimo por que preciso me dedicar por menos tempo. Estou muito da espectativa do aion (o wow da ncsoft, é o q dizem), boa sorte ae cara..