Músicas sem DRM na iTunes
02.04.07 12:24
Ontem foi 1º de abril e um rumor tomou conta da internet: a EMI se associaria à Apple para vender músicas sem proteção ao direito autoral na loja iTunes. Como o anúncio viria hoje e tenho acompanhado muitas brincadeiras no mercado de tecnologia no Dia da Mentira, resolvi esperar.
E hoje se confirmou. Num encontro em Londres, executivos da Apple e da gravadora apresentaram a novidade que promete sacudir a indústria da música. Todo o catálogo da EMI será vendido na iTunes de forma livre, US$ 1,29 por música. As canções com DRM continuam à venda por US$ 0,99. Quem quiser fazer o upgrade das músicas anteriores poderá pagar a diferença e baixar o arquivo.
Para convencer o consumidor a comprar a nova oferta, a EMI codificou as músicas num bit rate mais alto, o que garante qualidade 10 vezes maior. A mudança estará pronta até o fim de 2007. A gravadora levará a escolha para outras lojas e o consumidor terá ofertas de arquivos em MP3, AAC ou WMA. Vídeos estão fora da alteração, por enquanto.
Uma breve explicação: DRM é a sigla em inglês para gerenciamento de direitos autorais em meios digitais. É uma cápsula de dados que envolve músicas, filmes e softwares e que determina como, quando, onde e por quem eles podem ser tocados. Os arquivos da iTunes, por exemplo, até agora só podiam ser exibidos no software que leva o mesmo nome e no [ml]iPod[/ml].
A decisão da EMI acompanha o apelo de Steve Jobs para um mercado de música sem DRM. Enquanto a gravadora foi uma das que mais investiu em formas alternativas de distribuição, é a que mais ativamente processou, junto com a RIAA, internautas que trocam canções pela internet.
Na semana passada, a Apple apresentou uma nova opção na iTunes para que quem comprou algumas músicas de um disco possa completá-lo pagando menos. Não acho que as duas novidades devam ser separadas. Com o Complete my Album, a Apple reforça o formato do disco que há décadas enche o bolso das gravadoras - e menos o dos artistas. É quase uma condição: Jobs promete que estimlará a venda do disco, baqueado pela oferta de músicas avulsas, e ao mesmo tempo convence a indústria de que um mundo sem DRM é bom. Principalmente para a Apple, que trará todos os usuários de tocadores MP3 [ml[Creative[/ml], [ml]San Disk[/ml], [ml]Sony[/ml] e outros, que funcionam com arquivos MP3 ou WMA. Os clientes da iTunes aumentarão. E as músicas não chegarão em massa aos serviços “piratas” de troca de música, porque lá já estão.
A melhor diferença da venda de músicas sem DRM é que você poderá comprá-la sem receio de tocá-la apenas no micro ou em um MP3 player. Quem já adquiriu um CD da BMG aqui no Brasil, por exemplo, sabe do que estou falando. Tenta reproduzi-lo num CD player mais antigo ou no do carro e não consegue. A cápsula de DRM é restritiva, como sua natureza indica, mas lesa o direito de quem compra a música.
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Isto é um evento para se entrar na história!
só fico imaginando…. daqui a alguns anos, ver um documentário falando sobre a história da música / ou da apple / ou do Steve Jobs / any thing… falando deste acontecimento!
vamos levantar as mãos aos céus e dar glória ao senhor!
Prezado colega,
Eu tenho um iPod de 80G e o iTune Store n~ao vende musica ou filmes para brasileiros. Vc sabe me dizer aonde eu posso conseguir comprar musicas e filmes para o meu iPod? Obrigado.
Guilherme,
você pode comprar músicas em qualquer loja virtual no Brasil, como a Sonora ou UOL Megastore. O problema é que terá que gravar as músicas num CD, ripá-las de novo para o computador em MP3 e aí carregá-las no iPod… tudo por causa do DRM.