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31.05.07 12:52 | APPLE, GEEK, HARDWARE, SOFTWARE | Comentar »
Finalmente a organização do D: All things digital colocou a íntegra do encontro de ontem entre Steve Jobs e Bill Gates em vídeo. Nesse link você encontra as sete partes da conversa histórica, que vou analisar e comentar mais tarde, em outro post.
Por enquanto aproveite os vídeos. O clima foi ótimo, ironias refinadas provocaram gargalhadas nos espectadores e deixaram uma certeza: vimos o encontro de duas das pessoas mais importantes para a história recente do mundo.
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2:20 | APPLE, CELULAR, HARDWARE, IPHONE, SOFTWARE | Comentar »
“Estamos trabalhando nos melhores iPods que já vi. E eles são fantásticos!”
Essa foi a primeira frase de peso da conversa de Steve Jobs com Walt Mossberg na D: All Things Digital. O encontro foi curioso para quem está acostumado a ver Jobs sozinho no palco, dominando a audiência. Foi sabatinado e fez belas revelações, como a primeira sobre se a Apple está preparando novos iPods para depois do lançamento do iPhone.
Mas não parou por aí. O manda-chuva da Apple aproveitou para afirmar que não houve discussões sobre a falta de um teclado real no iPhone. “Temos um teclado melhor que os que estão por aí. Leva uma semana para se acostumar, mas depois você voa”.
Jobs disse que não espera que outras empresas consigam copiar o iPhone, e deu como exemplo o iPod. Há muitos parecidos por aí, mas a experiência de uso é única. Confirmou que o OS X está no celular, modificado, e que ele não roda aplicativos nativos do sistema de notebooks e laptops “porque a interface do iPhone é muito diferente”. É uma bela desculpa, mas há mais…
Steve Jobs repetiu o que já disse: quer que o iPhone tenha aplicativos de terceiros, mas que eles não travem o celular uma vez por dia. “Já usei, sei que isso acontece. Se você for um pouco mais paciente, atenderemos a todos”. Essa é a confirmação de que o iPhone poderá, um dia, ter programas de outras empresas que não a Apple. É o passo mais importante para tornar o celular um smartphone.
A Apple TV teve lugar de destaque na apresentação. Jobs disse que o aparelho é um hobby para a empresa, e não um mercado. Considera que há muito o que fazer na área de set-top boxes e que a Apple TV é apenas o começo. “Queremos ser o DVD da era da internet”.
Mas, mesmo assim, já há mudanças. Um update gratuito criará um canal do YouTube no aparelho, como parte da parceria com o Google. O YouTube já começou a transição dos vídeos para o codec H.264, que facilita a interação com o aparelho da Apple. Além disso, uma nova versão da Apple TV chega com 160 GB de HD - a original tem 40 GB - por US$ 399.
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2:14 | CELULAR, HARDWARE | Comentar »
A Palm revelou seu “segredo” num dia de muitos acontecimentos. O Foleo é um notebook com tela de 10 polegadas, roda Linux e aplicativos básicos como navegador web, suite de escritório e cliente de e-mail.
Até aí, tudo bem. Mas o laptop depende de um smartphone para a conexão com o mundo exterior: Wi-Fi para internet e Bluetooth para sincronia de documentos e outros dados. Custará US$ 499 e chega às lojas a partir do meio do ano.
Num momento em que a convergência é a palavra de ordem, como a Palm vai justificar que o usuário compre mais um aparelho? Se ele já tem um notebook e um smartphone, para que o Foleo? Todos os laptops têm conexão com a internet com e sem fio, e alguns já contam até com uma antena interna para ligação à rede de dados das operadoras de telefonia móvel - sem contar com as plaquinhas PCMCIA que fazem o mesmo.
E a conversa freqüente de que o smartphone é perfeito para o trabalho em trânsito? Ler e editar pequenos documentos, e-mails, acessar à web… Quaisquer tarefas simples, até agora, eram feitas facilmente nos telefones inteligentes. Tudo muda com o Foleo?
O aparelho tem algumas boas sacadas. O teclado completo, a tela de qualidade, a memória flash que permite iniciá-lo imediatamente, o navegador Opera com flash. Mas o processador é lento para rodar vídeos, e não tem os aplicativos corporativos que poderiam cativar alguns executivos - que repito, já têm notebooks.
Algo me diz que a Palm acabou de criar um daqueles aparelhos que ficarão no limbo, como os ultraportáteis Origami da Microsoft. São bacanas, mas são limitados, caros ou interessantes apenas para um grupo limitado de usuários.
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0:11 | SITES, WEB | Comentar »
O Screencast-O-Magic é mais um excelente aplicativo web para uma atividade que, até agora, exigia programas instalados no seu computador. O site permite gravar vídeos da área de trabalho, ou desktop, do computador com ou sem a presença do cursor do mouse.
Os filmezinhos, de até 15 segundos, são interessantes para criar aulas ou tutoriais de softwares ou até o desempenho em games. O site usa um applet Java que filma em várias resoluções de tela, com ou sem o áudio do computador. Para iniciar, basta arrastar a moldura até a área a ser gravada e apertar o botão REC. O cursor do mouse pode aparecer ou não, como um ponto vermelho.
Depois de gravado, o vídeo pode ser publicado para o acesso por outros internautas, ou apenas baixado para o computador, no formato MOV. Se desejar, o usuário pode mantê-lo no site, fechado apenas para seu acesso.
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30.05.07 23:49 | SITES, SOFTWARE, WEB | 2 Comentários »
Amanhã, o Google reunirá milhares de desenvolvedores ao redor do mundo no Developers Day, mas o principal anúncio já é conhecido.
O Gears é uma plataforma para que aplicativos web funcionem offline. Embora não seja novidade, o Google é o primeiro peixe graúdo a entrar nesse meio. O Gears exige apenas um navegador compatível, sendo mais universal que, por exemplo, a Apollo da Adobe, que depende do sistema operacional e do Flash instalado.
O primeiro aplicativo a usar o Gears é o Google Reader, leitor de RSS da empresa. Depois de instalar a extensão, disponível para Firefox 1.5 e Internet Explorer 6 ou superiores, o internauta pode usar o Reader em modo offline. O serviço baixará até 2 mil itens do seu cardápio de RSS que serão lidos, apagados e tagueados sem conexão à web. Ao se conectar novamente, o aplicativo é sincronizado.
O Google trabalha com a Adobe, Opera e Mozilla para ampliar a compatibilidade do Gears. É o começo de algo grande, e mais um golpe no modus operandi da Microsoft, que mesmo investindo pesado na web continua dependente dos aplicativos instalados no computador - vide Windows e Office - como suas principais galinhas dos ovos de ouro. Alguém tem dúvida de que o Google fará do seu editor de textos, apresentações e planilhas, aplicaçõs offline?
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3:12 | HARDWARE | 3 Comentários »
Durante a última semana rumores apontavam para um lançamento bombástico da Microsoft a ser feito na D: All Thing’s Digital, conferência do Wall Street Journal que começa oficialmente hoje.
A empresa de Bill Gates se adiantou e apresentou a Microsoft Surface, primeiro computador-mesa, com interface inovadora sensível ao toque. Para Tim Gibbons, vice-presidente de Entretenimento e Dispositivos, é uma mudança tão grande como a transição da interface de comandos de texto para a gráfica, usada atualmente nos sistemas operacionais mais populares.
Imagine uma mesa na qual sua tampa transforma-se numa tela com interatividade. Ao posicionar o copo, você teria informações sobre a bebida que está nele. Com um toque dos dedos, jogaria dominó ou outros games com seus amigos e, com outro movimento, receberia a conta e poderia dividi-la entre os pagantes.
Abaixo do tampo de acrílico, a Surface tem tecnologia parecida com a dos computadores da atualidade. Um processador Intel Core2Duo, 2 GB de memória RAM, placa de vídeo de 256 MB e um sistema operacional baseado no Windows Vista. A mesa “enxerga” os objetos e comandos com os dedos com câmeras infravermelho que captam a reflexão da luz no toque. Um projetor DLP posicionado no fundo da mesa envia as imagens vistas pelos usuários.
A Surface também permite interação com aparelhos eletrônicos, por Bluetooth ou Wi-Fi. Com um celular compatível, por exemplo, seria possível transferir as fotos e vídeos para a mesa apenas colocando o aparelho sobre ela. Com as imagens carregadas, os usuários podem vê-las em grupo, copiá-las entre si ou até editá-las.
A interface sensível ao toque lembra muito a do iPhone, com o afastamento com os dedos para ampliar imagens e o arrastar das informações ao longo do espaço. A Microsoft destaca quatro características inovadoras da Surface: é possível “pegar” as informações com as mãos, usar vários dedos ou mãos em simultâneo, permite a interação de várias pessoas ao mesmo tempo, e com objetos compatíveis.
As primeiras Surface chegam ao público no fim do ano, em hotéis, cassinos, fliperamas e lojas da operadora móvel T-Mobile. Não há previsão de venda ao público em geral, já que seu preço deve ser abusivo, pelo menos por enquanto.
O futuro da tecnologia é próspero. Além do Wi-Fi e Bluetooth, chegará a vez do RFID, chips de radiofreqüência do tamanho da cabeça de um alfinete que, embutidos em copos, roupas e até folhas de papel, tornarão os objetos sensíveis á mesa eletrônica. Basta deitá-los sobre ela e informações surgirão, trocadas com o computador embutido conectado à internet.
Mas é bom lembrar que a idéia da superfície multitoque não é nova. Jeff Han, da Universidade de Nova York, fabrica grandes superfícies multitoque para uso empresarial, governamental e militar. A Vertigo Systems faz algo parecido, com um projetor no teto e a imagem no chão, gerada por um computador. Confira o vídeo no YouTube.
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3:01 | APPLE, SOFTWARE | Comentar »
A Apple lançou um update do iTunes e parece que, desta vez, ele ama o Windows Vista. Não é um amor incondicional - o software só roda bem com o uso da interface Aero Basic, mas funciona normalmente sob esta condição.
Até agora, o iTunes funcionava com dificuldade no Vista. No meu caso, me cansei de tentar, depois da corrupção completa do Windows que creditei ao programa da Apple.
Para quem tem a iTunes Store, a mudança vai além, já que o novo programa oferece acesso às músicas sem DRM da EMI, que começam a ser vendidas no site. As canções já compradas também podem ser atualizadas para as versões sem proteção a direitos autorais e, portanto, livres para serem copiadas para outros dispositivos ou micros e gravadas em CDs.
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