Sexta-feira viral: a despedida do avião invisível

23.11.07 16:43

Em operação desde 1983, durante a Guerra Fria, o F-117 Nighthawk foi considerado uma das armas principais dos Estados Unidos para a forma de combate que a nação observava no horizonte: cirúrgico, sem ataques por terra e invisível.

O Nighthawk é o caça da primeira geração dos Stealth, os aviões invisíveis ao radar por sua composição em triângulos e trapezóides que reflete as ondas enviadas pelas estações em terra a outras direções. Também contribuem para o feito a redução da emissão de calor das turbinas e o armamento embutido na aeronave.

Reza a lenda que o Nighthawk provou-se invisível ainda no solo, quando os morcegos não conseguiam evitar a colisão com o avião no hangar em Tonopah, nos EUA, já que não refletia as ondas dos sonares dos animais. Durante os testes, os cientistas ficaram frustrados com a identificação fácil de um dos aviões no radar - três parafusos mal apertados criaram o sinal indesejado.

O avião foi decisivo em combates nas guerras do golfo e no Kosovo, onde um F-117 foi derrubado pelos sérvios. A aglomeração de civis no local do acidente impediu que fosse bombardeado e os restos do Nighthawk acabaram sendo inspecionados pelos russos, que conheceram in loco a tecnologia Stealth norte-americana.

O F-117 é também a demonstração visual da capacidade dos computadores da época. Os ângulos bruscos da fuselagem denunciam como não havia poder de processamento suficiente para fazer melhor e continuar tornando o avião invisível. A comparação com o F-22 Raptor, também Stealth e que substituirá o Nighthawk, deixa claro como a tecnologia evoluiu.

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