Nokia celebra a terceira geração no Brasil
05.12.07 19:30
Como líder de mercado, a Nokia investe há anos no desenvolvimento da terceira geração em todo o mundo, primeiro no padrão UMTS e depois na sua evolução HSDPA. Com a chegada da 3G ao Brasil, a empresa celebra finalmente a viabilização da potência dos aparelhos que já vende há anos por aqui.
Em entrevista ao Futuro.vc, Fiore Mangone, diretor de Multimídia da Nokia Brasil, falou sobre as perspectivas da empresa para a tecnologia e comentou os preços cobrados pela Claro no lançamento do 3G em São Paulo.
“Só agora a terceira geração começa a se massificar na Europa. No Brasil, o mesmo deve acontecer e veremos o uso generalizado daqui a uns três anos”, comentou o executivo. “As operadoras vão focar a terceira geração no segmento alto, no qual muitos usuários já têm aparelhos compatíveis”.
A Nokia fabrica a Nseries, linha dos computadores multimídia, e muitos tem suporte à terceira geração em 2.100 MHz, frequência usada na Europa. “Esses usuários terão que esperar a implementação da 3G pelas outras operadoras em 2008. Se algum tiver um celular Nokia compatível com 850 MHz, que a Claro está usando, deve ir a uma loja da operadora e comprar um chip para a rede em questão. Talvez seja necessária alguma configuração para acesso a serviços, que também é feita pela empresa”, explica Mangone.
O diretor acredita que já no ano que vem será possível ver celulares com suporte à 3G na faixa média de preço - entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. “A popularização vem de um esforço de operadoras e fabricantes. Mas há um terceiro componente que será importante em algum tempo: a entrada do Wi-Fi e do WiMax em peso como opções de comunicação”.
“Tudo tem a ver com ganho de escala”, completa Mangone. “Veja o exemplo do Bluetooth. Era item de celular de ponta e agora está presente em muitos aparelhos”.
O executivo considera que a videochamada é “um serviço de apresentação do potencial da terceira geração. Por depender de dois aparelhos que tenham suporte a ela, não acho que será de uso geral. Mas com uma boa estratégia de marketing, impressiona”.
Na opinião da Nokia, o mais importante com a terceira geração é o uso real dos serviços que as operadoras já oferecem, como TV no celular, compra de músicas, ringtones e softwares, acesso à internet. “A experiência de uso é muito boa. Não há comparação com o que tínhamos até agora”.
Mangone também comentou sobre a chegada da TV digital no país. A Nokia brigou durante anos pela escolha do padrão europeu DVB que, segundo a empresa, garantiria economia de escala, com aparelhos e conversores mais baratos. “Nossa posição continua a mesma. Vamos estudar o potencial do mercado e buscar oportunidades de investimento para uma linha brasileira de aparelhos”.
Perguntado sobre a existência de algum celular da Nokia no mundo com suporte ao padrão japonês ISDB, escolhido pelo Brasil para a TV digital, Mangone respondeu: “Não, não temos celulares compatíveis”.
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Quanto à TV digital: convém lembrar que a Nokia é européia. Se fosse asiática (ou tivesse mente mais aberta), estaria celebrando.