Apple prepara iPhone para empresas e lança kit de desenvolvimento
07.03.08 3:55
O iPhone caminha para a maioridade. Para trás fica a surpresa com a interface sensível ao toque e a diversão por ser um iPod, um portátil para navegação avançada na web. Agora é hora de atingir as empresas.
A versão 2.0 do firmware do iPhone, que será lançada em junho, trará muitas novidades para o ambiente corporativo. De acordo com a Apple, atende os pedidos das empresas. Integração de push de e-mail e calendário, agenda global de contatos. Segurança em redes VPN da Cisco, identidades, certificações.Os responsáveis pelo TI agradecem, e ainda terão a possibilidade da configuração remota de um conjunto de iPhones, e de apagar remotamente os dados privados das empresas hospedados nos celulares. A mágica será feita com o suporte ao Microsoft Exchange e ao ActiveSync. Parece que Apple e Microsoft conversavam mesmo antes do lançamento do iPhone.
A Apple não poupou críticas à RIM e seu Blackberry, que de acordo com pesquisas já é a grande rival do celular da Apple no ambiente corporativo. O sistema de push da RIM exige que o tráfego passe por um servidor externo à rede corporativa, sujeito a brechas de segurança e problemas de conexão como os que têm acontecido nos últimos meses. Não é por acaso que a RIM prometeu no mês passado o lançamento de servidores “caseiros” para o gerenciamento das informações.
Para o kit de desenvolvimento do iPhone, a plataforma de aplicativos Cocoa foi transformada na Cocoa Touch, com suporte à superfície sensível ao toque do celular. Para programar é usado o Xcode, com debugger automático com o iPhone ligado. O Interface Builder cria interfaces com o mouse e o Instruments mostra em tempo real qual é o estresse que o aplicativo em desenvolvimento causa à CPU, memória, vídeo - com acesso direto ao código em questão.
Infelizmente, ainda não foi dessa vez que a Apple apresentou a gravação de vídeo para o iPhone.
Desenvolvedores que não têm acesso ao celular da Apple não precisam se preocupar. Junto com o kit foi lançado o iPhone Simulator, que mostra na tela do computador um aparelho funcional e que se comporta exatamente como um iPhone. Todos os softwares de desenvolvimento são para Macs com processador Intel e Leopard.
Para mostrar o potencial do iPhone, a Apple mostrou softwares próprios, como o TouchFX, que aplica efeitos de distorção em fotos do celular e as elimina chacoalhando o aparelho - igual ao Sketches. No Touch Fighter, o usuário controla uma espaçonave mexendo o celular e fazendo uso do seu acelerômetro.
Em seguida foi a vez de aplicativos de terceiros. As empresas tiveram duas semanas para criar seus programas, e o resultado surprendeu.
A Electronic Arts mostrou um jogo baseado em Spore, o próximo lançamento de Will Wright, criador de The Sims, No game, o usuário manipula um organismo simples enquanto come seres unicelulares para crescer. A interface sensível ao toque é usada para mudar a sua aparência e controlá-lo.
Depois, aplicativos empresariais da Salesforce. Controle de pedidos à distância com atualização remota prometem agradar aos clientes. Mais interessante foi o mensageiro instantâneo AIM funcionando nativo no iPhone. Os usuários podem alternar conversas arrastando a tela para a lateral e atualizar sua imagem do perfil em tempo real, com fotos tiradas com a câmera do celular.
Em mais um exemplo profissional, a Epocrates mostrou um software para médicos que compara drogas, mostra seus efeitos colaterais e permite buscar por remédios de acordo com a descrição do paciente.
Para finalizar, mais jogos. Pela Sega, Ethan Einhorn mostrou o que considera “um jogo que não é para celular. A adaptação de Super Monkey Ball parece feita para um console”. De acordo com o desenvolvedor, a empresa subestimou a qualidade gráfica do iPhone e teve que chamar programadores para explorar o potencial do aparelho.
Todos os softwares do iPhone estarão disponíveis na App Store, aberta a programas gratuitos ou pagos. Será lançada com o firmware 2.0, mas resta a questão: como os brasileiros conseguirão acessá-la?
Parece que a App Store funcionará como a iTunes Store no iPhone. O consumidor brasileiro consegue navegar nela, mas não pode comprar nada. Torça para que o login com a loja virtual de filmes e músicas não seja necessário, pois com isso nem os softwares gratuitos poderão ser baixados. Sou pessimista, porque acho que a Apple vai querer controlar quais são os downloads mais populares, até dos programas de graça.
Os desenvolvedores ganharão 70% do valor cobrado pelo aplicativo, pagos mensalmente. O resto vai para a Apple, para cobrir os custos com a manutenção da App Store, que também funcionará no iTunes, de acordo com Jobs.
O executivo garante que a App Store chegará a todo usuário de iPhone. Será que ele considera os milhares - talvez milhões - que têm um celular desbloqueado?
Como ficarão os programadores dos softwares já populares para o iPhone, mas ilegais aos olhos da Apple? Será o fim da exploração independente do celular? A empresa deixou claro que aprovará cada programa que for colocado para download na App Store…
O update de junho não será gratuito para o iPod Touch, que terá a mesma funcionalidade, por um custo para a atualização. Terrível notícia para os brasileiros, que mais uma vez ficarão de fora porque o novo firmware virá por uma conta no iTunes, impossível de ser aberta no Brasil, que não tem a loja virtual aberta.
Para criar aplicativos para o iPhone, os programadores têm que entrar num programa padrão que custa US$ 99. Se a intenção for desenvolver softwares empresariais, o custo salta para US$ 299. As modalidades estão limitadas a desenvolvedores norte-americanos por enquanto, de acordo com o site da Apple.
Para dar uma “ajudinha”, John Doerr, integrante do fundo de investimentos de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers (KPCB), apresentou o iFund, com US$ 100 milhões, para financiar empresas que desenvolverão programas para o iPhone. “É maior que o computador pessoal”, disse Doerr, ao tirar o iPhone do bolso. “Sabe quem você é e onde está”.
O site para se inscrever no fundo já está no ar. Sugere que os softwares sejam focados em serviços de localização, redes sociais, comércio no celular e entretenimento. Mãos à obra!
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O que vai acontecer com os softwares independentes é que eles vão continuar entrando pela porta dos fundos, como hoje. Triste.
(Olha, não sou grande conhecedor da Apple, mas essas atitudes muito controladoras são decepcionantes. Sempre foi assim?)
Eu gostei muito do SDK e das soluções, porém achei novamente que a Apple esta sacaneando os consumidores do iPod Touch. Já sobre o iFund, como escrevi no meu blog, acredito que seja uma jogada da empresa para acabar com os desenvolvedores do installer.app
eu tenho um iphone e meu aparelho trvou sera que foi por conta do desbloqueio??
ele mostra um cd e um cabo USB…sera que pode ser um problema de softwere??
me repondam ou me ajudem com esse divan …serei muito grato se me fizerem este mizero favor…
[...] a lançar o iPhone Dev Center, voltado ao desenvolvimento para iPhone e iPod Touch e que incluiu o lançamento de um kit de desenvolvimento (SDK - Software Development Kit), vídeos, tutoriais, bibliotecas e códigos de [...]
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