O desafio de ser o primeiro em um mercado é aguentar a pressão da competição. Minutos depois que a Apple mostrou o iPhone ao mundo, em janeiro de 2007, os rivais começaram a trabalhar em produtos que se baseassem na interface sensível ao toque.
Não que HTC, Nokia, Motorola, Sony Ericsson e outros tivessem que imitar o iPhone. Mas a sensação de que o multitouch definirá uma nova era na telefonia móvel - e talvez na computação em geral - é clara.
Até agora, a HTC tem a resposta mais sólida ao multitouch, com o ápice alcançado no Touch Diamond.
Mas é a Open Handset Alliance que promete igualar, ou superar, a experiência com o iPhone. Nesta semana, o Google mostrou novos avanços da plataforma Android, desenvolvida junto com fabricantes e operadoras.
O Android joga no campo do open source, inverso ao que a Apple tem feito com o iPhone. Nele, os desenvolvedores são estimulados, até com dinheiro, a criar aplicativos para o sistema. No lançamento dos primeiros aparelhos, ainda este ano, haverá dezenas de programas já disponíveis, para download e uso. Todo o celular será customizável por qualquer um, sem programação restrita a parceiros da indústria.
Por enquanto, os celulares demonstrados com Android não usam o multitouch, que permite “pinçar” a foto no iPhone para ampliá-la. O sistema tem mobilidade para ser usado em aparelhos com qualquer mecanismo de controle - teclado, trackpad, joystick, apontador ou os dedos.
Confira a apresentação da última versão do Android no Google I/O por Steve Horowitz, diretor de engenharia da empresa.
Não é de hoje que aposto no potencial do iPhone como plataforma de games, e o primeiro vídeo dessa sexta-feira viral é mais uma prova disso.
Programadores japoneses modificaram o Pong multiplayer disponível para download no Installer há meses para jogá-lo em comunidade e com extensão das telas. O resultado é espetacular e apenas arranha o potencial do celular.
Aguarde, que a sexta-feira viral continua mais tarde, na forma do Android.
A genial Valve, criadora da série Half-Life e de Counter-Strike, anunciou hoje o Steamcloud, parte da plataforma Steamworks que pode revolucionar a diversão eletrônica no computador.
O sistema funciona em parceria com o inovador Steam, para consumo e venda de games pela internet que derrubou os intermediários na aquisição dos games. Com o Steamcloud, o usuário grava seus saves e configurações dos jogos em servidores da Valve, para poder jogar da forma ideal em qualquer lugar. É perfeito para quem usa LAN houses para se divertir ou que eventualmente se diverte na casa de amigos.
O Steamcloud é aberto com uma API, permitindo que qualquer empresa interessada use o sistema para seus games e usuários. Garante acesso às funções já existentes no Steam, como controle contra pirataria e trapaças nas partidas multiplayer e a rede social que conecta jogadores no estilo da XBox Live.
A Valve também apresentou novas funções do Steam, como a atualização automática de drivers do hardware do seu micro e a detecção das características do computador, para informar como e se um jogo pode ser rodado - parecido com o Games For Windows do Vista.
Com as novidades, a Valve se coloca como A defensora da diversão eletrônica no PC, atacada com furor nos últimos anos com o desenvolvimento técnico dos consoles. Antes restritos à sala de estar, os videogames evoluíram com redes multiplayer completas, acesso à internet com navegadores web, clientes de correio-eletrônico e de chat, além de lojas virtuais. O PC continua com a vantagem de ser uma máquina com potencial infinito, além de permitir controles múltiplos com a dupla mouse/teclado - até isso liberado em parte no console.
O calcanhar-de-aquiles da indústria de jogos no PC, no entanto, é a pirataria, bem mais difundida que nos consoles. Todos esses componentes têm feito com que os distribuidores se afastem do computador e lancem títulos exclusivos para os videogames ou que chegam primeiro e com maior publicidade nas plataformas dedicadas de jogos. O Steam/Steamcloud, propõe um ambiente seguro, e agora bem mais completo, para agradar o mercado e os jogadores.
A Sony prepara-se para levar ao mercado o Sountina, alto-falante que produz som em 360º. O segredo é a vibração em um tubo de vidro que envia o áudio para todas as direções, ao contrário da emissão cônica tradicional.
O produto conhecido como protótipo nos laboratórios da Sony, chegará ao mercado pela bagatela de US$ 10 mil. Além do potencial acústico inusitado, o Sountina tem LED azul, âmbar e roxo, que acendem de acordo com a música.
A Palm quebrou o silêncio para falar sobre seu novo sistema operacional. A empresa que inventou o PDA e já foi líder do mercado de smartphones com a linha Treo passou por maus bocados no ano passado, com o fracasso do Foleo e a entrada de competidores de peso como Nokia e Apple.
O futuro Palm OS é também chamado de Palm 2.0 pelo presidente Ed Colligan. Nas mãos dele - que fundou a Handspring, criadora do Treo, em 1998, e voltou em 2003, ao ser comprado pela Palm - reside o futuro da empresa.
De acordo com Colligan, o Palm OS será “baseado na internet e em serviços web”. Parecido com o que o iPhone faz hoje com um browser avançado e aplicativos baseados na Rede para funcionar como softwares.
O Palm OS novo é aguardado há pelo menos quatro anos, quando a versão 6 (Cobalt) foi anunciada. Nunca chegou ao mercado, acabando por ser substituída pela iniciativa atual, baseada em Linux.
Colligan promete o sistema 2.0 para uso em celulares, smartphones e até numa versão futura do Foleo, que para a Palm tem mercado.
De acordo com o planejado, Steve Ballmer e Bill Gates fizeram uma demonstração do Windows 7, o sucessor do Vista, na conferência D6: All things Digital.
No vídeo, os primeiros detalhes da interface multitouch que virá com o 7, a ser lançado até 2010. Será que o futuro é dos monitores sensíveis ao toque?
Não espere uma revolução na sucessão do Vista. O Windows mais polêmico da história da Microsoft será substituído por uma evolução, e não um modelo completamente novo. A confirmação vem de Chris Flores, diretor no time de Windows Client Communications e de Steven Sinofsky, vice-presidente de Windows.
Embora o Windows 7, como a nova versão é conhecida hoje, seja um “grande lançamento”, não é o que se pensava. “Contrário à alguma especulação, a Microsoft não está criando um novo kernel para o Windows 7. Em vez disso, estamos refinando a arquitetura atual e modelo de componentização introduzidos no Windows Vista”.
Flores sugere que essa decisão acontece para garantir compatibilidade entre os sistemas e o mesmo nível de hardware recomendado.
O kernel do 7 será o mesmo do Windows Server 2008, que por sua vez é igual ao do Windows Vista SP1. Não por acaso o sistema para servidores só foi concluído em conjunto com o primeiro Service Pack do Vista.
A notícia é desanimadora? Talvez, mas a Microsoft sabe que o Vista não foi bem recebido pela indústria, em grande parte pela relação desfavorável entre a demora no lançamento e as características do software. Por isso, deve implementar mudanças na interface e novas funções para deixar o programa mais esperto.
A primeira apresentação pública do Windows 7 acontecerá por Bill Gates e Steve Ballmer hoje no D6, evento de tecnologia que acontece na Califórnia.