Indústria fonográfica desiste dos processos, mas aperta provedores
19.12.08 16:16
Depois de anos processando seus consumidores, a indústria fonográfica norte-americana decidiu mudar de tática. Agora, as empresas do setor concentrarão seus esforços nos provedores, que intermediarão os avisos aos internautas.
Em cinco anos foram 35 mil processados por compartilhar músicas na internet sem o pagamento de direitos autorais. Entre eles, um morto, uma criança e uma senhora de idade - exemplos extremos da confusão que cercou a tática.
Tudo começou na virada do século e com o Napster, que em menos de dois anos juntou milhões de usuários na, até então, inédita troca de MP3 de forma rápida e organizada. A indústria fonográfica viu seu modelo de negócio ameaçado, com o consumo unitário de canções, de graça e no formato digital. As ações legais foram a resposta desesperada, acompanhadas da divisão de opiniões dos artistas e da fúria dos consumidores.
Pesquisas mostraram que o download ‘ilegal’ de músicas servia também como publicidade para os CDs, algo que pode ter sido usado por bandas ao liberar os arquivos primeiro nas redes peer-to-peer.
A nova estratégia da indústria fonografia parte de uma aliança com grandes provedores de acesso nos Estados Unidos. Eles ficarão encarregados de alertar os usuários, reduzir suas velocidades de download ou até bloquear suas contas. Os processos serão raros, apenas compartilhadores “profissionais”.
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