Netbook com Android e NativeClient são as armas do Google
03.01.09 14:04
Em 2008, uma categoria nova de computadores tomou conta do cenário. O netbook, com tela entre 7 e 10 polegadas, teclado completo e boa conectividade, passou a ser visto como uma boa opção de compra pelo micreiro de primeira viagem e, principalmente, por quem procurava um segundo PC para carregar por aí.
O formato está provado, mas sua adoção é muito pessoal. Alguns se arrependem do desconforto com o tamanho reduzido para o uso diário. Outros se acostumam, ou contornam o problema com teclado e mouse USB, além de um bom monitor.
Em 2009, a tendência continuará. O Vaio P está chegando como um marco, um netbook da Sony, usando sua marca premium e provavelmente custando menos que US$ 1 mil. Será apresentado na CES, esse mês, com poder para rodar o Vista e preparado para o Windows 7. Cabe no bolso do paletó.
Mas o importante é observar as variações do tema. O rumor do Mac Touch, uma versão do iPod Touch com tela de 7 ou 9 polegadas sensível ao toque, ganha força. Ao contrário dos netbooks, versões menores de laptops com liberdade para instalação de sistemas operacionais, o produto da Apple seria vinculado à App Store, trazendo um OS X que receberia softwares apenas pela loja virtual - nos moldes do que acontece com o iPhone.
A investigação do Venture Beat segue a mesma linha, com fatos, mas no outro lado da trincheira. O site portou o Android para um Asus Eee em quatro horas, com suporte gráfico, sonoro e conexão sem fio. Adicione à receita um navegador web e a Android Market, e a solução do Mac Touch está replicada.
O paradigma de um computador fechado, com um hub único para a adição de funcionalidade, parece limitado, mas tem grandes vantagens. A organização do que pode ser baixado e instalado por listas, sugestões e com busca é o paraíso para quem não tem muita intimidade com a aridez da internet. A aprovação dos softwares antes da sua disponibilização garante segurança contra vírus e estabilidade. E para o Google, o ambiente controlado é perfeito para seu objetivo principal - fornecer publicidade customizada.
Não espere o Android em laptops e desktops. Para eles o Google prepara o NativeClient, projeto em estágio inicial que foi apresentado em dezembro. A idéia é permitir que o navegador (Chrome, obviamente), rode código de máquina com o mesmo desempenho que no modelo tradicional, por um software dedicado, e com segurança. Isso coloca a técnica à frente do que hoje é apresentado pelo ActiveX, do Internet Explorer, e pelo Flash. Como citado pelo Giga Om, “é uma forma de reduzir o espaço entre o que é possível numa aplicação de desktop e uma aplicação web”.
Ou apenas mais um golpe no sistema operacional. Talvez o definitivo.
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Acertado artigo, pois de fato a computação pessoal está se tornando um padrão, e nada mais pessoal que dispositivos pequenos e portáteis, o notebook promete-nos isto mas não cumpre de forma satisfatória, por isto acredito que os netbooks são o futuro da computação pessoal. O Google vai potencializar estes produtos com a integração da computação nas nuvens nestes dispositivos.