O que esperar do netbook da Apple?

19.03.09 16:36

Nas últimas semanas, fornecedores asiáticos têm demonstrado que um netbook da Apple tem lançamento em breve e inevitável. Telas sensíveis ao toque de 10 polegadas e agora em OLED, com baixo consumo de energia, teriam sido encomendadas para as novas máquinas. Mas não espere que o netbook de Steve Jobs seja igual aos outros.

Os micros portáteis, pequenos e baratos se tornaram uma febre no mercado. Muitos aceitam adotá-los como sua máquina principal, mesmo sem apelar para um monitor e teclado externos. Outros se cansaram do peso dos notebooks tradicionais nas viagens a trabalho. E há quem escolha um netbook para se inserir na tendência do momento, na moda da tecnologia. 

Para a indústria, o netbook é uma faca de dois gumes. Alavanca as vendas de computadores e acessórios em tempos de crise, mas tem sido equipado por processadores caros para o preço final do produto, o que ameaça a saúde das empresas. Com a família Intel Atom, que já encontra lugar nos netbooks mais novos, a questão é reduzida.

A Apple já disse ter “idéias” para netbooks e isso deve se traduzir numa abordagem diferente do resto do mercado. E se o firmware 3.0 do iPhone resolve as deficiências do celular, também é perfeito para o tal micro imaginário de Steve Jobs e cia. Imagine um aparelho com tela de 10 polegadas e que lembre o iPod Touch. Conexão com a internet por Wi-Fi e talvez redes 3G. Conversa com outros computadores por Bonjour, como a 3.0 permite. Memória interna em flash de 32 GB, tela sensível ao toque e teclado virtual. Um ou dois USBs para ligações com impressora, teclado externo, mouse e cópia de arquivos. Uma saída de vídeo seria perfeita para projetores e TVs, bem como o conector de áudio para headphones e microfones.

Mas controle reduzido do sistema operacional. Os softwares viriam da App Store, agora pronta para cobrar por funcionalidade. Compre o cerne do aplicativo e funções extras depois, uma a uma.

Está pronto o cenário. O tal Mac Touch seria grande o suficiente para a edição confortável de documentos e exibição de filmes e fotos, mas portátil, com ótima autonomia de bateria e fácil de ser carregado. Custando entre US$ 300 e US$ 400, seria o micro mais barato da Apple e também sua nova galinha dos ovos de ouro. No fundo, uma forma perfeita de conquistar mais consumidores para a App Store, a extensão da iTunes Store, mas para aplicativos.

Com essa configuração a Apple garante também que o Mac Touch não canibalize o MacBook branco, seu notebook mais barato, e inaugura uma nova categoria de PCs no mercado - que também deve receber os primeiros netbooks com Android.

Quando? Junho é a aposta da maioria. É o mês em que vence a assinatura dos usuários da AT&T e do primeiro iPhone e um momento perfeito para o novo celular e seu companheiro mais parrudo.

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comentários

3 comentários

  1. Evandro / 19.03.09 as 17:19

    São vários fatores mesmo!

  2. Camino / 19.03.09 as 17:30

    Acho sua análise interessante, porém 300/400 dólares é um sonho muito distante da realidade, principalmente se tratando de Apple. Se o iPhone surgiu custando 500 dólares já subsidiado pela operadora, imagina quanto custaria um desses. Eu chutaria 600/700 dólares.

  3. Gmourao / 19.03.09 as 19:06

    Uma clara vantagem da Apple, é a personalização do sistema operacional. Não fica dependente dos x86, ou seja, pode rodar com processadores ARM que são mais econômicos e mais rápidos que os intel para esse tipo de equipamento.
    Não creio que eles vão utilizar os intel atom, por que seu chipset ainda não está maduro, apesar de ser um ótimo processador.
    No mais, o sistema vai ser dimensionado para ele…vai ficar muito bom, com certeza vai ser uma ótima pedida

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