Em vez de procurar os fabricantes de TVs, a Adobe foi direto na origem - os criadores dos chips que controlam os aparelhos - para atacar o mercado da televisão.
Broadcom, Intel, NXP e STMicroelectronics lançarão seus primeiros chips com Flash embutido a partir do ano que vem. O acordo não inclui o uso em televisores da Sony ou Samsung, que já adotam a plataforma de widgets do Yahoo.
Com as soluções e uma conexão à internet, o usuário tem na tela da TV acesso à funções específicas como previsão do tempo, notícias, trailers de cinema e um navegador web completo.
Mas o pulo do gato está na oferta de IPTV a partir do Flash ou dos widgets. A mesma experiência que você tem ao assistir a vídeos no YouTube ou no Hulu pode existir na TV, a partir do controle-remoto do aparelho. Sem grandes configurações, o usuário assina canais de conteúdo para recebê-los com poucos cliques.
E se os vídeos em alta definição já são realidade na web, levá-los para a televisão com facilidade cria um desafio para a TV digital. O clima é descrito na última frase do demonstrador dos widgets do Yahoo, no vídeo da BBC. “A experiência é complementar à da televisão”. Hoje, sim, mas no futuro a relação pode ser outra.
Nos últimos meses, a Adobe tem investido na colocação dos seus produtos na nuvem do ciberespaço, mas até agora não havia focado no social. O Photoshop.com será o desbravador, com o lançamento de um aplicativo em AIR para o envio e sincronização de fotos entre o computador e a hospedagem na web.
O Uploader funcionará como os sistemas de outros álbuns digitais, e permitirá que o usuário adicione contatos a partir das agendas de webmails para envio rápido de fotos. Ainda há a chance de assinar o conteúdo de outros internautas para ter acesso as suas atualizações. O aplicativo será lançado em 11 de novembro.
A internet é social, mais do que nunca. Dar acesso ao conteúdo dos usuários de um serviço torna-se aos poucos um axioma em qualquer aplicação web, mas o grande desafio é integrar a comunicação entre os serviços, online ou não. Ao trabalhar no Word, por exemplo, quero ter à disposição as fotos do Flickr ou do Photoshop online para usá-las em meus textos - com respeito aos seus direitos autorais, claro. O mesmo comportamento serve para o álbum de imagens, com suporte à colagem de conteúdo, seja apresentações do Google Docs ou uma entrada da Wikipedia.
Essa facilidade de comunicação, com a queda dos muros que guardam o conteúdo são desafios para os próximos anos. Nem todos querem a abertura - os usuários de um serviço valem ouro - mas a pressão do Google como agregador de conteúdo tem forçado a mudança. Mas há quem busque um caminho híbrido, como o Facebook, que puxa informação de toda a internet, mas deixa sair pouca, lembrando o feudo da America Online na era do dial-up.
O Photoshop Express, versão online do editor de imagens da Adobe, foi aberto ontem para uso por qualquer internauta. No vídeo escolhido para essa Sexta-feira viral, conheça algumas das funções do serviço, que também está prometido para lançamento na plataforma Air, sem a necessidade do navegador.
O Express oferece a interface em tela cheia, 2 GB de espaço gratuito para armazenar fotos e a opção de criar galerias públicas para acesso por outros usuários. Permite o upload de imagens do HD e de álbuns do Picasa, Facebook e Photobucket.
Pense nos vídeos do YouTube que ficaram marcados na sua memória. Com certeza alguns deles são mashups, remixes de conteúdo que já estava postado no serviço. É baixado com plugins para browsers ou software, editados novamente no computador e enviados à web.
Mas, se depender da Adobe, a criatividade vai ser podada. A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização que monitora e defende a liberdade de expressão em meios digitais, publicou em seu site os planos de inclusão de um DRM no Flash 9 e no Flash Media Server 3. Até agora, os arquivos .FLV não são encriptados e, por isso, são facilimente executáveis e abertos em qualquer software.
A proteção poderia ser quebrada facilmente por hackers, mas isso os torna criminosos, de acordo com a DMCA. A Digital Millennium Copyright Act é a lei que gerencia direitos autorais em meios digitais nos Estados Unidos.
Há YouTube sem mashup? Se a postagem de vídeos é intensa, é a recombinação dos mesmos que torna os agregadores de vídeo na web únicos no contexto cultural. O que seria do Dramatic Chipmonk sem suas dezenas de remixes? Na web, o vídeo só ganha força com seu conjunto de modificações, que realimentam a fama do original e de seu autor.
Lembra do Gear Live. Ele foi os responsáveis pelo vazamento do firmware 1.1.3 do iPhone semanas antes do lançamento oficial na MacWorld 2008. Agora, o site diz ter fontes confiáveis que confirmam a inclusão do Flash ao celular a qualquer momento.
Fevereiro é importante para o iPhone. A Apple prometeu para o mês o lançamento do kit de desenvolvimento de softwares que, finalmente, permitirá a criação autorizada de programas para o aparelho. Ninguém sabe ao certo como o processo funcionará, mas é possível que use o iTunes como meio de distribuição para softwares gratuitos e pagos, com uma assinatura digital. A Apple controlaria o que pode rodar no iPhone.
O Flash chegaria junto com o kit? Ninguém sabe. Oficialmente, sua ausência deve-se ao alto consumo de energia e de recursos do celular, mas o Gear Live diz que a falta de um bom acordo com a Adobe adiou a chegada.
Esse ano será o do Flash nos celulares. Sites como o YouTube forçam o seu uso em dispositivos móveis, para aproveitar toda a experiência da web em trânsito. Se você tem um smartphone ou celular avançado tenha esperanças que o Flash chegará para você, por um update gratuito.
A Adobe anunciou que o Photoshop Express, sua versão do famoso editor de imagens para a web, chega em beta antes do fim do ano. As declarações iniciais indicam que o serviço estará disponível no início apenas em beta fechado, como todo bom aplicativo da web. Em 2008 será aberto para qualquer internauta.
É possível que o Express venha a ser usado apenas a partir de outro serviço, como o Shutterfly ou Photobucket. O aplicativo, que roda sobre Flash, tem três braços principais de ferramentas - quick fix, tuning e fun - com opções para mudar a cor de objetos, fazer correções de olhos vermelhos, cortar, girar, e acertar contraste, brilho e outras variáveis.
O Express dá continuidade à extensão do negócio da Adobe à web. A empresa já conta com o AIR, framework para aplicativos que rodem na internet, fez do Flash o principal plugin para consumo de conteúdo online, e recentemente anunciou a compra do Buzzword, editor online de textos.
*** Update ***
E parece que a chegada do Express e a investida na web estão operando mudanças grandes na Adobe. John Nack, diretor de produto do Photoshop, declarou no seu blog que é hora de simplificar a interface do produto.
“Em muitos casos tivemos que escolher entre a simplicidade e o poder, e nem todas as peças parecem parte de uma coesão. Às vezes brinco que ao olhar para partes do Photoshop é como contar os anéis do tronco de uma árvore. Você pode ver quando certas funções surgiram pelas dimensões e estilo dos diálogos da interface”, escreveu Nack.
O começo da mudança surgiu com a diferenciação da versão Extended do Photoshop CS3. Nack sugere que os usuários mais avançados ajustarão a interface para seu trabalho e que compartilharão essa organização pela internet, por um arquivo de configuração. No futuro, menus contextuais e áreas de trabalho se adaptarão ao tipo de funções necessárias. Me faz lembrar a Ribbon do Office 2007, adorada por quem tem pouca habilidade com a suite de aplicativos, mas odiada por quem já conhecia os menus antigos de cor.
As opiniões de Nack foram polêmicas o suficiente para exigir um esclarecimento posterior, também publicado em seu blog.
A Fundação Mozilla apresentou hoje o projeto Prism, uma alternativa de código aberto ao AIR, da Adobe, e ao Silverlight, da Microsoft. A idéia é tornar os serviços web mais parecidos com os softwares de desktop.
Quando o Prism for lançado, você poderá, por exemplo, lançar o Orkut ou o Gmail do menu Iniciar do seu Windows XP ou Vista e ele rodará como um aplicativo instalado no micro.
“A computação pessoal está em transição. Enquanto os usuários tradicionais têm interagido principalmente com aplicações de desktop, mais e mais usam aplicativos na web. Estes, no entanto, se encaixam de forma estranha na interface centrada nos documentos dos navegadores. E estão cercados com controles como os botões para avançar e retornar e uma barra de endereços que nada têm a ver com a aplicação em si”, explica a Mozilla no post do blog que anuncia o Prism.
O futuro caminha para uma experiência inseparável entre aplicativos on e offline. Com seu Gears, o Google garante que o usuário tenha acesso a serviços web desconectado da internet, mas AIR, Silverlight e Prism oferecem a sensação de estar usando um software “tradicional”.
Experimente a primeira versão do Prism, para Windows, baixando e instalando o software disponível aqui. Nos testes do Futuro.vc, a instalação foi simples e em minutos um atalho no desktop levava para uma janela exclusiva do Gmail sem a interface tradicional do Firefox.