Num jantar ontem com Alexandre Szapiro, presidente da Apple Brasil, ficou claro que a empresa não planeja a instalação de qualquer Apple Store no Brasil.
O executivo explicou que a Apple está entrando num terceiro estágio da sua estratégia no país. O primeiro foi a queda nos preços, provocado por decisões próprias e pressão dos distribuidores independentes. A segunda etapa é a ampliação do canal de venda, como Extra, Fnac, Saraiva, e a criação de facilidades de pagamento parcelado.
Para 2008, Szapiro promete o treinamento dos vendedores e promotores nos pontos de venda. Por sua explicação fica claro que o presidente da Apple Brasil quer levar parte da experiência que o consumidor tem na Apple Store aos vários locais de venda de Macs e iPods no Brasil.
“Sei das dificuldades do treinamento. A rotatividade da equipe é grande e são pessoas que, muitas vezes, não têm nem computador em casa”.
É claro que o espaço de uma Apple Store Brasil seria ideal para a relação da empresa com o consumidor, mas o executivo descarta qualquer possibilidade da sua abertura, como tem sido indicado pelamídia e pela blogosfera.
“A Apple é uma empresa que só divulga o que tem nas mãos, o que é presente. Quando as parcerias com a empresa são sérias, há contratos de sigilo que são respeitados”.
O recado é claro para o presidente da administradora dos shoppings paulistas Iguatemi, Carlos Jereissati Filho, que tem se adiantado e alardeado a criação de duas Apple Store em São Paulo. O histórico de negócios da Apple exclui esse tipo de comportamento. Nos rumores relacionados às Apple Store indiana e mexicana só há isso - boatos - e nunca a confirmação prévia de alguém em tese envolvido na história.
Por isso, torça primeiro para a queda nos preços, uma Apple Store virtual e até a iTunes Music Store com Molejo, Zeca Pagodinho, Radiohead e Beyonce.
O Natal está chegando e a Apple quer que seja seu. Nas últimas semanas a empresa lançou uma profusão de novos anúncios da série Get a Mac, principalmente alfinetando o Windows e os PCs. Já entraram para a galeria dos clássicos a peça que mostra que o melhor PC é um Mac e a que pede para não desistir do Vista.
O último deles enaltece as qualidades da Apple Store. Achei ideal para essa sexta-feira viral por todos os rumores de que a empresa está planejando instalar um ou dois pontos de venda oficiais em São Paulo. Para saber mais sobre a instalação das Apple Store no Brasil, confira a minha coluna no IDGNow, publicada hoje, e conheça as características que fizeram da loja um exemplo a ser seguido na interação entre fabricante e consumidor.
A notícia vem do Valor Econômico, confirmada pelo presidente da administradora dos shoppings Iguatemi, Carlos Jereissati Filho - o mesmo que vem sendo cogitado como o responsável pela chegada da Apple Store no Brasil.
A novidade é o anúncio de duas lojas, nos shoppings Iguatemi e Market Place, até março de 2008. Parece um pouco demais, já que o país não tem uma loja virtual oficial da empresa ou uma iTunes Store. Melhor seria receber o pacote completo, com as três opções para atrair novos usuários de iPod e atender a todo o Brasil.
Com uma loja virtual eficiente e em português no site da Apple, os compradores teriam um canal de qualidade para tirar dúvidas e comprar produtos da empresa, em qualquer lugar do país.
A Apple Brasil, mais uma vez, não se manifesta sobre o assunto.
A Apple vem para o Brasil? A Apple Store estaria para ser inaugurada em São Paulo até março de 2008 - contando até com a presença de Steve Jobs em pessoa para prestigiar a empreitada.
O mercado local é insignificante para a empresa - 0,1% do total, segundo estimativas. De acordo com a Istoé Dinheiro, a idéia é dobrar a receita no país no próximo ano fiscal.
Se os últimos anos foram de sucesso para o iPod, com queda nos preços, venda em parcelas e em lojas de departamentos, não é a febre que domina os Estados Unidos há anos. Os brasileiros parecem ter descoberto que os celulares que tocam música são tão ou mais atraentes que os MP3 players. A venda de Macs cresceu e acompanha o bom momento dos computadores da Apple no resto do mundo. Além dos preços terem caído, o desempenho fraco do Windows Vista contribui para pensar a compra de um novo computador fora do universo dos PCs.
A investida da Apple no Brasil é creditada à entada de Alexandre Szapiro na presidência da empresa no país. Conheço o executivo há anos, quando era diretor-geral da Palm Brasil. Foi um dos responsáveis por popularizar os PDAs da empresa, que tiveram seu momento máximo com o Zire, com funções básicas e preço acessível, e depois com a família Treo de smartphones que aproximou os telefones inteligentes do público em geral.
Szapiro sabe o caminho das pedras para levar a Apple ao maior número possível de compradores no Brasil. Mas terá que mostrar bons preços, para retirar parte da elitização que a marca carregou ao longo dos anos. É claro que os Macs não conseguem competir em valor com os PCs, nem nos Estados Unidos. Se um laptop MacBook é encontrado por US$ 1,1 mil, um notebook com Windows e configuração parecida custa até US$ 300 menos. Aqui já foi quase o dobro…
A Apple parece dividir o mundo em regiões e basear a implantação de serviços e produtos nesses segmentos com rigidez. América do Norte, Europa “rica”, Ásia, Europa “pobre”, Austrália, México e resto do mundo. Essa ordem é respeitada para a criação das lojas virtuais da empresa, para a montagem das iTunes Store, Apple Store e lançamento do iPhone.
México e Portugal acabaram de ganhar suas lojas virtuais, nos idiomas locais, com descontos para estudantes e professores, venda por telefone e facilidades de envio pelo correio. O Brasil ainda espera a sua e é comum ver o site nacional desatualizado. Por isso, é mais seguro apostar numa Apple Store virtual brasileira antes da real e até numa iTunes Store.
É claro que tudo pode mudar dependendo da grana envolvida. A Apple vai inaugurar uma loja na Austrália e tem planos para montar uma no México, que dependeria da ampliação da Torre Mayor, o maior edifício da América Latina - onde a empresa tem seu escritório local.
Da India, que também pode receber uma Apple Store em breve, chegam informações que podem ser usadas para o Brasil. Lá, o grupo Reliance, que tem mercados e joalherias, estaria interessado em abrir a Apple Store local com a empresa de Steve Jobs, que ficaria com até 51% do negócio.
Curiosamente, também é uma empresa de mercados, no caso hipermercados, que acompanha a Apple nos primeiros passos da sua expansão no Brasil. O Pão de Açúcar inaugurou, na semana passada, a primeira Ilha Apple no Extra do Itaim, em São Paulo. O plano é de ter 100 espaços como esse espalhados pelo Brasil, onde os usuários podem experimentar iPods e Macs e comprar em até 24 vezes sem juros. O modelo é semelhante ao que existe nas Best Buy dos Estados Unidos ou na B&H Photo, conhecida loja de eletrônicos em Nova York.
Para a Istoé Dinheiro, a Apple Store Brasil é cobiçada por Carlos Jereissati Filho e seu grupo La Fonte, que controla o Shopping Iguatemi, em São Paulo, onde ficaria a loja. A La Fonte também é grande acionista da Oi Telemar.
Cartas na mesa, agora é esperar. A montagem de uma Apple Store não é algo que passe despercebida e logo surgirão rumores de móveis sendo transportados para o shopping e as caixas com a famosa maçã. E com a loja chegam os atendentes especialistas, para iniciar
** Fotos do Zumo, que esteve no lançamento da Ilha Apple.