Peter Sunde, um dos quatro acusados de não respeitar os direitos autorais das obras apontadas em torrents no indexador The Pirate Bay comparou sua condenação e o futuro ao filme Karate Kid. Para ele, depois de apanhar dos “bandidos” e de muito treinamento, “chutaremos os seus traseiros”.
Os quatro foram condenados a um ano de prisão e multas de US$ 3,6 milhões - bem menos que o pedido pela indústria fonográfica e por Hollywood. O veredito não incluiu o fechamento do site, considerado o maior buscador de torrents da internet.
Não adianta condenar todos os responsáveis por todos os sites de torrents. A distribuição livre de filmes, músicas, séries, jogos e softwares continuará, em novos serviços. O modelo tradicional de negócio da indústria cultural não funciona mais, mas ainda não está disposta a abraçar outro.
Com isso, insiste em atacar quem aponta para o conteúdo trocado pela internet. Iniciativas locais e relativamente pequenas, como o Hulu, se mostram interessantes e deveriam ser estendidas para buscar novos padrões de comércio cultural. Do outro lado, o público se acostuma aos poucos a consumir filmes e músicas na internet, abandonando os suportes físicos. Até o Blu-ray, queridinho de Hollywood, corre o risco de não vingar e perder a briga com a distribuição digital.
O Pirate Bay insiste que não hospeda os arquivos multimídia, e apenas aponta para o que está no HD dos internautas. A acusação conseguiu emplacar sua queixa com condenações anteriores, e curiosas. Em 1963, a Corte Suprema sueca considerou que um cidadão era culpado pela surra que outro levou por segurar o casaco de quem atacou.
Numa estratégia cruel, mas genial, o grupo de hackers Pirates of the Amazon criou uma extensão do Firefox que permite baixar conteúdo por torrents a partir das páginas da maior loja virtual do planeta.
Depois da instalação qualquer descrição de um produto digital na Amazon passa a conter um grande link com a frase “Download 4 Free”, ou “baixe de graça”. Ao clicar nele, o internauta baixa um torrent do Pirate Bay, o maior site do gênero, referente à mercadoria em questão.
Por sua variedade, a Amazon funciona também como um buscador para encontrar produtos. Com a extensão, no entanto, a função de compra ao navegar aleatoriamente pelos produtos é maculada.
A página do Pirates of the Amazon está fora do ar. Segundo o Webware, não há certeza de que foi abatida pela loja virtual, ou apenas fruto do acesso em massa, já que apareceu na primeira página do Digg. Com isso sumiu o link para download da extensão, que continua funcionando mesmo sem a imagem para o link de download do torrent.
Depois do vazamento imprevisto, o primeiro beta do uTorrent para Mac OS X está no ar. O software é muito parecido com a popular versão para Windows, mas não traz funções importantes como a assinatura de RSS.
O principal está presente: o consumo baixo de memória, que contrasta com o do Vuze, antigo Azureus e que faz a alegria dos usuários do sistema operacional da Microsoft.
E é para os switchers, que trocaram nos últimos tempos para o Mac, que o uTorrent é indicado. Os escolados no OS X provavelmente optaram pelo Transmission e se acostumaram com o programa. Mudar para um novo, vindo de outra plataforma, parece improvável.
De qualquer forma, baixe o beta e experimente. O foco do uTorrent sempre foi a leveza e a apresentação das funções principais para gerenciar o seu download e upload de torrents.
O uTorrent sempre foi a minha opção de cliente para a rede peer-to-peer Bit Torrent, pela estabilidade e baixo consumo de recursos do micro. Mas a espera pela versão para OS X tem sido longa.
A conversão para os Macs foi prometida em grande parte dos três anos em que fez sucesso no Windows, e agora chega de forma inusitada. O uTorrent 0.1 Alpha foi vazado para a internet via Bit Torrent, no site Pirate Bay. Seu download, como esperado, é rápido, com apenas 1,26 MB.
O software está funcional e traz todas as opções para garantir um bom download na rede. Mas como não é reconhecido pela equipe que desenvolve a versão para Mac como uma versão para download, deve ser usado com cautela.
O site oficial do uTorrent permite cadastrar seu e-mail para receber notícias do lançamento oficial. E com certeza o número de downloads no Pirate Bay vai servir como incentivo para a aceleração do processo.
O famoso agregador de torrents Mininovaapresentou uma solução simples e inventiva para permitir que o internauta acrescente novos downloads à distância, de qualquer computador conectado à Rede.
Conectado ao site, o usuário acrescenta um item a um feed exclusivo da sua conta. Ele tem que ser assinado pelo seu cliente de Bit Torrent preferido, que identifica a novidade e a inclui automaticamente à lista de downloads.
Vários programas são compatíveis com a assinatura de RSS, como o Azureus (agora Vuze), uTorrent e Transmission.
Nos últimos anos, o Bit Torrent se tornou o mais popular protocolo de troca de arquivos peer-to-peer, ao usar com destreza a banda do internauta para downloads e uploads. E para Windows, o cliente símbolo do Torrent é o Azureus - pelo menos até hoje.
O software do sapo azul trocou de nome e agora chama-se Vuze, incorporando as funções do reprodutor multimídia lançado em 2006 e muito mais. Na versão 3.1, o cliente aprende com as tendências da internet e apresenta uma rede social integrada, para que os usuários compartilhem indicações de torrents, conversem entre si e informem sobre seus hábitos de download em um feed semelhante ao do Orkut ou Facebook.
O Vuze também conta com recomendações de torrents, aprimoradas a partir das votações dos usuários. O uso da caixa de busca integrada traz respostas de sites como Mininova, Sumotorrent e outros.
Por trás da camada multimídia e social, o Vuze é um cliente robusto p2p, com todas as funções que apaixonavam os usuários do Azureus. Pessoal
mente, prefiro a simplicidade e leveza do seu concorrente direto uTorrent, mas para os novatos no Bit Torrent, o conteúdo integrado à mecânica de download é bem-vindo.
Quem poderia imaginar há dois anos que sua rede social seria responsável por controlar remotamente os downloads no seu micro de casa.
O Morrent é um aplicativo para Facebook que permite monitorar o que está sendo baixado no software uTorrent, o melhor cliente para a rede p2p Bit Torrent. Na verdade, o aplicativo é uma interface para a função WebUI do uTorrent, que viabiliza o controle remoto.
Antes de instalá-lo no seu perfil da rede social, habilite o WebUI no uTorrent, no menu de configurações do programa. Escolha um username e senha, além da porta de conexão. Essas informações serão incluídas no Morrent, junto com o IP da sua máquina, que pode ser descoberto pelo próprio aplicativo ou em serviços como o IP-address.com.
Para um controle melhor e mais elegante, opte pelo acesso nativo ao WebUI, digitando http://seuIP:portadoUI/gui no seu navegador preferido.