Depois de meses de preparação, o Google iniciou o programa AdSense para feeds. Com ele, o proprietário de um blog ou outro serviço que tenha um ou mais feeds RSS pode incluir anúncios entre os itens e receber um pagamento por sua visualização e/ou clique.
Para participar é preciso que seu feed seja fornecido pelo FeedBurner e que você tenha uma conta no AdSense. A customização dos anúncios é farta e o usuário pode decidir por peças com texto ou imagem, sua frequência no feed e o tamanho do post que a acompanhará. As cores dos anúncios também são editáveis, mas o assistente oferece trabalhar pelo usuário.
Infelizmente, o feed com anúncios não é fundido automaticamente ao atual, fazendo com que o usuário perca seus assinantes atuais se adotá-lo como o principal. Para a junção é preciso mandar um e-mail para o Google com seus dados de cadastro. As métricas do feed com publicidade são acessadas no novo site do FeedBurner.
Só o tempo dirá se os anúncios em feeds são uma forma efetiva de faturar com seu conteúdo. Como o RSS é usado normalmente por quem quer otimizar seu consumo de conteúdo na web, o clique na publicidade pode se tornar coisa rara.
Eventualmente o conceito de um produto é tão interessante que seu sucesso é quase certo. O 12 seconds promete fazer para o vídeo o que o Twitter fez para o texto, em updates pequenos e que inauguraram uma nova forma de produção de conteúdo na web.
Como o nome indica, o 12 seconds permite criar posts com a webcam do micro em até 12 segundos. O tempo mínimo força a imaginação e garante arquivos pequenos o suficiente para serem criados e subidos para o serviço em instantes. Como em sites semelhantes há opções para envio do vídeo por e-mail por celulares e endereço único para os posts, junto com um código para embuti-los em qualquer página.
A semelhança com o Twitter continua na mecânica de seguir contatos e na instabilidade - depois das primeiras notícias sobre o produto, o 12 seconds caiu e está fora do ar há horas. Para dar certo terá que investir nos servidores.
O serviço está em beta fechado. Para participar, inclua seu e-mail na lista de convites.
A partir de hoje, o seu Futuro mudou. O blog ganha design novo, com inspiração e funcionalidades baseadas nos preceitos da web 2.0. O layout foi criado por Vitor Lourenço, que também implementou os destaques multimídia, exclusivos para o blog.
Surgem novas seções para destaques e vídeos, carinho redobrado com as tags, que ganham no footer uma área que customizarei com posts categorizados por elas.
O Twitter também faz sua aparição, com uma caixa dedicada para meus updates no serviço de microblogging e um link para que você possa me cadastrar.
Espero que goste! O blog também é seu, que diariamente me prestigia com a leitura e os comentários nos posts ou por e-mail. Envie suas críticas e sugestões!
Para quem entra no Futuro.vc pela primeira vez, seja bem-vindo. Esse é o espaço para falar de tecnologia e sua relação com todos nós. Navegue, busque, informe-se e, principalmente, se divirta!
O Friend Connect é mais uma investida na portabilidade de dados que aos poucos se torna uma das tendências atuais da web. Usando o Futuro.vc como exemplo, seria possível pela ferramenta se comunicar com seus amigos de redes sociais como Orkut, Facebook, LinkedIn e outras do próprio blog e com o uso de aplicativos. No lançamento estão disponíveis serviços para gerenciamento de inscrições no site, críticas, troca de fotos e fórum de discussão.
O pulo do gato do Friend Connect é a compatibilidade com qualquer aplicativo OpenSocial, criado com o conjnto de APIs de integração em redes sociais. É uma forma simples de aproximar milhões de pequenos sites que não têm visitação suficiente para justificar o investimento em ferramentas sociais, como a maioria dos blogs.
Outra função interessante para o dono do site é a possibilidade de publicação da ação do visitante no feed de atividade da rede social em que participa.
Infelizmente, o Friend Connect roda em um iframe e não tem integração com os dados gerados no site em questão. É uma camada social sobreposta ao conteúdo gerado.
A iniciativa do Google sucede ao MySpace Data Availability e ao Facebook Connect. Elas funcionam diferente do produto do Google, ao permitir o uso dos dados públicos do perfil do usuário das redes sociais em qualquer outro site. Assim, eu poderia criar áreas no Futuro.vc para combinar as suas informações com as do blog de forma transparente. Logado, você poderia receber dicas do que seus amigos do Facebook leram no blog, há quanto tempo o visitaram e quais comentários fizeram, por exemplo.
A fuga do casulo pela liberação dos dados das redes sociais é bem-vinda, mas como você já deve ter intuído, elas não conversam entre si com facilidade. Está longe o dia em que conseguiremos ter a mesma lista de amigos em qualquer rede social, com todas as opções desejadas de interação.
Das três iniciativas, o Friend Connect é o mais disponível atualmente, exigindo o preenchimento de um cadastro para entrar na fase inicial de testes.
O Google apresentou hoje uma nova função para o Reader, seu agregador de RSS, que torna o serviço mais social do que nunca. Depois de permitir a partilha de conteúdo marcado de seus feeds RSS entre usuários do sistema, é hora de garantir a separação de conteúdo a partir de qualquer página na web.
O responsável pela expansão é um bookmarklet, nome dado ao link arrastado a sua barra de favoritos e que integra o conteúdo acessado ao serviço em questão. No caso do Reader, seus itens permitem que o usuário marque uma página para partilha imediata, até incluindo um comentário de texto.
Em conjunto com a criação de um endereço web único para acesso aos seus links compartilhados, as novas funções do Reader criam um blog com comentários do autor. No entanto, a customização é baixa - quatro temas estão disponíveis para as páginas pessoais - e os comentários estão apenas disponíveis em texto, sem formatação. Havendo ambição, parta para um blog ou um microblog, num serviço como o Tumblr.
Em mais um belo exercício de conhecimento das novas mídias, a Justiça brasileira - no caso a 31ª Vara Civel do Tribunal de Justiça de São Paulo - determinou o bloqueio de um blog hospedado no Wordpress.com sem se preocupar com as consequências.
A Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet) explica que para realizar o bloqueio precisa derrubar o acesso à constelação de blogs do serviço, estimada em um milhão no Brasil. Por isso, a qualquer momento seu blog preferido pode ficar fora do ar, mesmo que trate de assuntos “legais” como bichinhos de pelúcia, Ivete Sangalo ou carros antigos.
Mais uma vez a tecnologia paga o pato. Parece que a Justiça não entrou em contato com os administradores do Wordpress para solicitar a retirada do blog em questão do ar. Se não conseguiu descobrir o link para tal, vai uma ajuda: http://wordpress.com/complaints. Um telefonema para a Automatic, que mantém o Wordpress no ar, também vale: (877) 273-8550.
Pode ser que o bloqueio nunca aconteça e os 999.999 blogs continuem no ar, mas a decisão da Justiça firma a tendência nacional de interpretar a novidade como um risco. Não por acaso, hoje o jogo Bully teve sua importação e venda proibidas porque o game “retrata situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo à formação de crianças e adolescentes e ao público em geral”. Melhor banir tambémThe Sims por permitir a tortura física e psicológica de crianças e adultos. Garanto que não espanquei nenhum professor desde que zerei Bully, no ano passado.
Quando o Futuro.vc ainda engatinhava, Daniela Cicarelli conseguiu retirar o acesso ao YouTube para milhões de brasileiros, por causa de um vídeo que mostrava suas picardias numa praia espanhola. Os internautas se indignaram, a modelo perdeu prestígio e e dinheiro, com o cancelamento de trabalhos. Com o Wordpress, torço para que o senso de autopreservação da blogosfera brasileira se manifeste, usando as armas que tem para mostrar que mão de ferro é coisa para ditatura. Melhor deixar bloqueios coletivos para os chineses.
A Amazing Instant Ascii Cam é simples e sensacional. Traduz em caracteres a imagem que registra, usando o código que representa o texto em computadores.
O serviço funciona em Flash e a partir de uma página na web. Basta ter a câmera conectada ao micro e aceitar a liberação da imagem pelo site. O usuário pode arrastar uma barra para garantir maior ou menor detalhe e “tirar” uma foto - na verdade a cópia do texto para uma caixa, que então é levado para e-mails e outros sites.
No site há versões para uma câmera “alien” e outra em caleidoscópio - o movimento anima o desenho. É uma bela ajuda para aquela foto do perfil da rede social.