O navegador do Google ganha forma para o Mac a cada dia. Ainda como Chromium, projeto open source que dará origem ao comercial Chrome, já pode ser baixado e testado, mas com restrições.
O número de versões no diretório de downloads mostra como o software tem evoluído - mas ainda faltam detalhes. Não há suporte ao flash, impedindo o uso de sites como o YouTube, e há travamentos eventuais, normais para o estado atual do programa.
Sou usuário do Chrome no Windows desde o lançamento e aos poucos aprendi a lidar com suas limitações. A falta de extensões para acelerar o trabalho no navegador (chegarão ainda este ano) é compensada com alguns bookmarklets e a adoção de softwares específicos para certas funções. E é sensacional saber que o principal do browser já está presente na versão para Mac em desenvolvimento.
A Cnet testou o Chromium e fez benchmarks do aplicativo. O software carrega mais rápido que o Firefox e Safari e o desempenho do JavaScript, essencial para serviços web e a maioria dos sites modernos, é superior. O resultado é sensível desde os primeiros minutos de uso.
Experimente. O browser do Google vai sacudir o mercado do setor no Mac, como aos poucos faz com o Windows.
Com o fim do Carnaval volta o Futuro.vc com uma feliz surpresa: o lançamento do Safari 4. Vindo do mundo dos PCs, hesitava em adotar o Safari no meu iMac, optando pelo Firefox. Mas sua gula de memória me afastava cada vez mais. Agora, pode ser de vez.
O Safari 4 está disponível para OS X e Windows, em download gratuito. A primeira mudança notada é na interface. A Apple adotou elementos do Google Chrome, como a barra de abas de páginas web no topo da janela e uma tela inicial com os sites mais visitados em miniaturas - função inaugurada pelo Opera. E para os usuários do sistema da Microsoft, a versão 4 traz uniformidade da interface, com fontes, moldura da janela e seu comportamento integrados ao Windows.
A nova posição da barra garante mais espaço para a navegação, mas vai confundir os usuários nas primeiras vezes em que usar o software. É por ela, por exemplo, que o usuário vai arrastar a janela do Safari. Inicialmente parece que o movimento vai apenas carregar uma das abas, mas elas têm um ícone especial para isso ao passar o cursor do mouse.
O Top Sites, nome da tela inicial do navegador, mostra seis, 12 ou 20 sites mais visitados. O usuário tem edição do conteúdo, podendo apagar itens da lista ou fixá-los.
Uma dica: para acessar o Top Sites sem ter que abrir uma nova aba, crie um favorito para a função com o endereço “topsites://”, sem as aspas.
Do Firefox, o Safari 4 incorporou a “barra fantástica” com a caixa de endereços que sugere itens do histórico e dos favoritos. O espaço para a busca também mostra, de forma bem rápida, sugestões de termos e buscas recentes e relacionadas. De fora ficou a unificação dos espaços de digitação, como no Chrome.
E o Cover Flow, modo de exibição de conteúdo presente no iTunes e no OS X, chegou ao Safari, para mostrar o histórico e os favoritos do usuário com representações gráficas das páginas, e busca integrada.
Mas a principal mudança do software é invisível e será experimentada a cada página visitada. O Safari 4 apresenta o motor Nitro de renderização de JavaScript que torna o navegador o mais rápido do mercado no uso de aplicativos da web como Gmail, Delicious e outros. A Apple o coloca até à frente do Chrome, criado com a função de acelerar o acesso aos serviços do Google. O Safari 4 também tem suporte ao HTML 5 e é o primeiro navegador a passar o teste Acid3 de compatibilidade aos padrões da web.
Aproveite para explorar outras características do Safari, como o zoom do conteúdo de uma página que lembra o do navegador do iPhone, e a busca do conteúdo com a melhor exibição em um browser.
Com o Safari 4, a Apple amadurece seu produto, agora competitivo. A guerra dos browsers está viva, com a chegada iminente do Chrome para Linux e Mac, a habilitação de extensões pelo Google e os novos Firefox 3.1 e Internet Explorer 8. A oferta é variada, gratuita, e vale ser testada com carinho.
Cai mais uma restrição a aplicativos para iPhone e iPod Touch na App Store. A Apple liberou a inclusão de navegadores criados por terceiros para download pago ou gratuito na loja virtual. No entanto, eles têm que ser baseados no WebKit, mesma plataforma do Mobile Safari nativo dos eletrônicos.
Quatro softwares já estão disponíveis na App Store (links para iTunes). O Edge Browser (gratuito) apresenta as páginas em tela cheia, mas exige que o usuário entre o endereço nas configurações dos aparelhos, complicando o seu uso. O Webmate (US$ 0,99) otimiza a navegação entre abas com setas incorporadas à interface do navegador e carregando os links clicados em segundo plano. O Incognito (US$ 1,99) é um browser para o cibersurfe anônimo, sem registro da sessão de uso. O Shaking Web (US$ 1,99) usa o acelerômetro para manter o foco na página em questão em situações de algum movimento natural, como no transporte público.
A mudança na política da App Store abre caminho para navegadores realmente independentes, como o Chrome, do Google, que também é baseado no WebKit, e até o browser do WebOS, o novo sistema operacional da Palm, presente no Pre. A Opera, que já demonstrou vontade de ter seu ótimo navegador móvel nos produtos da Apple, teria que mudar o motor de renderização para ter o produto liberado.
A caixa de busca do navegador é sua melhor amiga? Está acostumado à ela e nem entra mais na página do buscador? Se as respostas são positivas, o Inquisitor se tornará uma bela adição ao seu Internet Explorer ou Firefox.
O plugin, originalmente para Safari, foi ampliado para outros navegadores e tem download gratuito. É de propriedade do Yahoo, que o adquiriu em maio. É também dele o mecanismo de busca padrão, mas o usuário pode optar pelo Google.
Ao entrar com um termo na caixa de busca, o Inquisitor oferece respostas automáticas de termos para o buscador, Wikipedia e diretamente para sites - que recebem números de acordo com visitas anteriores. Nas configurações, o usuário define o número de respostas, se palavras e frases devem ser preenchidas automaticamente pelo sistema e pode integrar o mecanismo de busca de outros sites, como o YouTube.
A funcionalidade do Inquisitor será integrada aos poucos nos browsers do mercado, embutida na caixa de endereços do software.
Já está disponível para download a primeira alpha pública do Fennec, o navegador web para dispositivos móveis da Mozilla. Inspirado no Firefox, o browser pode ser instalado apenas nos tablets Nokia N800 e N810, mas já mostra qual é o vetor de ataque da fundação para o acesso portátil à web.
A interface conta com botões grandes e atalhos para funções necessárias no ambiente, como um link para a criação de novas abas. Está presente a “barra fantástica” apresentada no Firefox 3, que dá acesso unificado ao histórico, favoritos e busca web.
Com a chegada do iPhone e seus concorrentes diretos, como o Nokia 5800 e o T-Mobile G1 com Android, o mercado de navegadores em celulares é a nova fronteira do acesso web. O grande diferencial do Fennec será a experiência de uso das extensões que fazem a alegria dos usuários do Firefox em computadores. No entanto, não está claro como o processo funcionará, já que ainda não foi implementado.
A CodeWeavers, principal empresa por trás da plataforma Wine, para uso de aplicações Windows no Mac OS X e Linux, apresentou uma conversão do navegador Chrome para os dois sistemas operacionais.
O software deve ser encarado como uma prova de conceito, um exercício da empresa para divulgar seu produto. O usuário tem que esperar alguns minutos na primeira execução do Chromium no OS X para abrir uma página, já que o programa leva tempo para criar o ambiente necessário. Com isso fica claro que o Chrome não é o nativo para o Mac que o Google promete - e que já lamentou publicamente não ter pronto junto com a versão para Windows.
O desempenho do CrossOver Chromium, nome da versão open source padrão do browser do Google, não é dos melhores. A rapidez em abrir novas abas e fluidez da interface não se repetem no modelo emulado. Se você não tem acesso a um micro com Windows ou o sistema da Microsoft instalado no seu Mac, vale o download pela curiosidade.
O Chromium está disponível também em versões específicas para as distribuições Linux Debian, Ubuntu, Red Hat, Mandriva e SuSe e uma genérica.
Não adianta, a semana é do Chrome. O navegador do Google foi provado como pão quente pelos internautas ao redor do mundo, mas as últimas descobertas apontam para motivos pouco nobres para o lançamento do software pela empresa de internet.
A EFF, Electronic Frontier Foundation, fiscaliza a liberdade de expressão em meios digitais e está preocupada. O Google revelou hoje que a barra de endereços inteligente do Chrome, chamada Omnibox, oferecerá dados da navegação do usuário antes mesmo que ele termine de digitar o site ou termo de busca desejados.
À CNET, o Google revelou que vai guardar 2% de cada sugestão da Omnibox, junto com o IP do usuário. Com isso está criado o vínculo entre o conteúdo já visitado ou favoritado e o desejado com as buscas.
Para fugir da vigilância é preciso desabilitar a opção de sugestão automática ou adotar o modo de navegação anônima, que desliga a função. Há também outra saída, irônica: trocar o mecanismo de busca padrão para outro que não o Google, impedindo o rastreamento dos termos. A bisbilhotagem do Chrome pode ter efeito contrário ao desejado pela empresa.
Se você leu o contrato original de uso do Chrome se surpreendeu com uma cláusula que entregava os direitos de todo o conteúdo produzido no navegador para o Google. Ao vir à tona, a empresa se desculpou e justificou que o contrato é universal e o mesmo aplicado para vários serviços, “para facilitar para o usuário”. Horas depois a cláusula foi modificada.