Facebook e Google em rota de colisão
13.12.07 17:44 | SITES, WEB | 1 Comentário »
Há quem diga que o Facebook é o novo Google. Chovem notícias de que a rede social está roubando funcionários de Mountain View, da mesma forma que o buscador já fez com a Microsoft no passado. Seu valor de mercado subiu à estratosfera e, com o lançamento da plataforma de aplicativos, colocou a empresa em relevância como uma das pontas-de-lança da web 2.0.
Agora, o Facebook avisa que vai abrir os aplicativos para outras redes sociais interessadas. Na prática, terá efeito semelhante com o que o Google fez ao criar a OpenSocial, iniciavitva para criar sistemas parecidos com o do Facebook - até agora fechado. Mas a empresa do buscador mais popular da internet está correndo risco de perder o timing.
O OpenSocial ainda é apenas um nome e os desenvolvedores não estão nada felizes. Há frustração e críticas de que partes essenciais do sistema ainda nem existem. O deadline de fevereiro para que os usuários comecem a experimentar aplicativos em outras redes sociais, inclusive o Orkut, parece irreal.
Para piorar, serviços parceiros no OpenSocial como LinkedIn, Friendster e Bebo têm anunciado seus planos independentes de instalação de aplicativos. A estabilidade da rede do Google parece estar por um fio e cada vez mais fica claro que o lançamento do OpenSocial foi, acima de tudo, uma jogada de marketing para minar o sucesso do Facebook.
A abertura pelo Facebook pode ser também um ótimo golpe de marketing para abafar a besteira feita com o sistema de publicidade Beacon. Se a empresa fizer seu dever de casa, conseguirá colocar seu plano na rua antes do OpenSocial e garantir os parceiros do Google - o Bebo é o primeiro na fila.
Os aplicativos de redes sociais têm potencial sensacional, mas ainda pecam na falta de relevância. Sim, é bacana ter as fotos do Flickr, saber quais filmes seu amigo gosta ou o perfil do Orkut dentro do Facebook, mas os campeões de uso são jogos sociais simplórios, versões aprimoradas de murais de recados e listas de presentes para troca entre contatos. Faltam bons aplicativos para partilha de documentos, troca de arquivos e que segmentem interesses ao ponto de saber o que eu e meu vizinho podemos fazer por nosso bairro. A abertura pelo Facebook trará mais usuários de redes sociais, diminuirá o custo de conversão dos aplicativos para outros serviços e, felizmente, injetará criatividade nos desenvolvedores.
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