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Pirate Bay é processado, mas continua sorrindo

01.02.08 2:24 | SITES, WEB | Comentar »

Nas histórias reais e do cinema, a localização da baía dos piratas é um segredo bem guarado. No caso do Pirate Bay, maior site de torrents do planeta, sua localização é ainda mais escondida.

Depois da invasão e apreensão de computadores dos administradores do serviço, em 2006, a radicalização se fez necessária. Hoje, nem os proprietários do site sabem onde estão seus servidores. Foram distribuídos por vários hosts em vários países.

“O Pirate Bay não vai sair do ar por um minuto sequer. Não há um lugar onde o botão possa ser desligado”, explicou Magnus Eriksson, porta-voz do grupo pró-p2p sueco Piratbyrån.

Hans Fredrik Neij, Per Svartholm Warg, Peter Kolmisoppi e Carl Lundström, suspeitos de manter o site, dizem não ter responsabilidade sobre seu conteúdo - hospedam apenas os vetores para os arquivos que supostamente infringem o direito autoral. Mas podem ter cometido um erro. Os procuradores suecos estimam que o Pirate Bay fature US$ 4 milhões por ano com anúncios no site, o que pesa na acusação de fomento à troca ilegal de arquivos.

Ao todo são 33 acusações, envolvendo a partilha de músicas, filmes e jogos eletrônicos. A acusação pede o pagamento de multa de US$ 185 mil, o confisco de computadores e até 2 anos de prisão. Mas Eriksson está tranquilo. “A investigação toca em pontos que já foram fruto de acusação no passado e que não deram em nada”.

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Paulo Coelho ou Pirate Coelho?

24.01.08 15:09 | CELULAR, WEB | 2 Comentários »

Paulo Coelho tem uma identidade secreta na internet. Com Pirate Coelho, o escritor usa um blog para apontar onde os internautas podem encontrar seus livros para download gratuito e sem pagamento de direitos autorais.

A confissão foi feita no encontro Digital, Life, Design, que acontece na Alemanha nesta semana. Coelho explicou que as vendas de O Alquimista saltaram para o milhão depois que disponibilizou o livro como um torrent. O próximo passo foi a criação de Pirate Coelho, com links para downloads via eMule e hospedeiros de arquivos - inclusive em formatos para leitura em PDAs.

É curioso que Paulo Coelho afirme que a troca livre de sua obra ajude a vender mais livros. A literatura, ao contrário da música ou do cinema, ainda está longe de ser consumida facilmente em meios eletrônicos. Quem teria paciência para ler 150 ou mais páginas na tela de um desktop, notebook ou no celular. O Kindle e outros e-book readers tentam popularizar esse mercado, mas imagino que o impacto nas vendas de Paulo Coelho tenha sido por uma leitura dinâmica ou amostra rápida - e gratuita - dos livros depois do download.

Assista à apresentação completa do autor no DLD, focada na relação da internet com a literatura.


Link: sevenload.com

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Trent Reznor propõe imposto para baixar música

11.01.08 9:26 | WEB | Comentar »

Trent Reznor é o líder do Nine Inch Nails, um músico talentoso e aos poucos se torna um ícone do momento atual da indústria da música. Largou as gravadoras com sua banda, produziu e lançou o álbum de Saul Williams (The Inevitable Rise and Liberation of NiggyTardust) pela internet de graça ou por US$ 5 e na semana passada lamentou o movimento dos internautas.

Reznor publicou em seu blog que apenas um de cada cinco internautas optou por pagar a quantia proposta pelo disco, que liberava o download das músicas num formato com mais qualidade. Chegou a conclusão que a tática, semelhante à do Radiohead com seu In Rainbows, é uma ferramenta de marketing, e só.

Hoje, ao News.com, Reznor propõe um imposto ao internauta. Diz que não ficou decepcionado com os números, mas questiona-se sobre o motivo pelo qual as pessoas baixam música de graça, sem pagar direitos autorais, quando existe a possibilidade de comprá-la por um preço baixo, direto do artista, e com qualidade. Ele cita a comodidade do download e a objeção ao preço do CD - dinheiro que vai quase todo para a gravadora - como os motivos que levam às pessoas a baixarem nos serviços peer-to-peer.

“Penso que se houvesse um imposto no provedor, poderíamos dizer ao consumidor: ‘Toda a música está disponível, você pode baixá-la e colocá-la no carro, no iPod, no c* se quiser. São US$ 5 na sua conta”.

A idéia não é nova. Há quatro anos entrevistei William Fischer, professor de Propriedade Intelectual da Unversidade de Harvard, nos EUA, e que desde 2000 sugere um imposto sobre o uso da internet e e de dispositivos de cópia e reprodução (gravadores de CD, MP3 players).

É uma teoria com vantagens e problemas. O dinheiro recolhido seria distribuído diretamente aos artistas, de acordo com a medição dos downloads das obras na internet. Se a auditoria se ampliasse às gravações em MP3 e CDs, seria preciso instalar um software no computador para o controle. Os dois métodos arranham a privacidade do cidadão, mas por um bom motivo - ele poderia baixar e gravar o que quisesse, quantas vezes desejasse.

O controle maior ou menor dos hábitos do consumidor estaria diretamente ligado à forma de cobrança do imposto. Se a privacidade é mantida, melhor cobrar uma quantia igual para todos os internautas. Mas se é possível saber exatamente o que cada um baixa e copia, valores diferentes são possíveis. Artistas mais populares ganham mais. Os iniciantes não deixam de ganhar o seu - algo que hoje não existe. As apresentações ao vivo se tornarão a principal fonte de renda e a gravadora se tornaria funcionária do artista, no contrário do que existe hoje.
A música parece caminhar para a gratuidade, mas é cedo afirmar que isso acontecerá. As barreiras da proteção tecnológica às cópias cairão de vez e o DRM será considerado pela próxima geração uma afronta.

Reznor diz que faria tudo de novo quase da mesma forma, com a diferença de lançar o disco nas lojas reais ao mesmo tempo que na internet.

“Não estou dizendo que foi um fracasso, ou um sucesso. Acho que foi os dois”, confessou Reznor, que com outros poucos desbrava novos caminhos para a música.

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Acaba a venda online de In Rainbows

12.12.07 7:56 | WEB | Comentar »

“A gravadora não sabe. Ligou para nós perguntando se o número de discos que prensaram será suficiente”.

A frase é de Colin Greenwood, baixista do Radiohead, sobre o início das vendas de In Rainbows da forma tradicional, nas lojas de discos. O novo álbum da banda não pode mais ser baixado - de graça ou pagando - no site oficial, dois meses depois do seu lançamento inusitado.

O sucesso da empreitada é questionado. No mês passado, a empresa de consultoria online ComScore estimou que 62% dos internautas que baixaram o disco não pagaram nada por ele. A receita oficial com a venda não foi divulgada pela banda ou seus empresários. Artistas como Nicky Wire, do Manic Street Preachers, criticaram a investida, dizendo que “desvaloriza a música. O fenômeno do download gratuito está arruinando a indústria”.

Na virada do ano, In Rainbows vai para as lojas de todo o mundo e seguirá o caminho natural dos discos. Seus singles chegarão às rádios, os videoclips às emissoras de TV e, finalmente, será conhecido o impacto dos dois meses de disponibilidade do álbum na web.
O Radiohead deveria continuar a vender o disco pela internet, da mesma forma? Acredito que não. Encaro a experiência de In Rainbows como simbólica, uma provocação extrema para mostrar que o modo de operação da indústria fonográfica tem que mudar, antes que provoque a sua extinção.

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