educação

Visible Body apresenta o corpo humano ao internauta

06.03.08 8:35 | SITES, WEB | Comentar »

Eventualmente surge uma ferramenta na web que maravilha ao primeiro olhar, como o Visible Body.

O site expõe todos os detalhes do corpo humano ao internauta e é passagem obrigatória para qualquer estudante ou profissional de saúde. Com o Flash e um plugin Active X propritário da empresa de CAD Anark, o usuário de Internet Explorer 6 ou versão superior tem acesso a uma representação tridimensional dos vários sistemas, com navegação livre e gratuita.

O mouse é usado para passear pelo modelo humano, ampliando ou afastando a imagem com a roda de rolagem e girando o corpo com movimentos enquanto aperta o botão direito. Para facilitar, os controles também estão dispostos na tela.

No primeiro acesso, os sistemas são carregados automaticamente e ficam disponíveis no lado esquerdo da tela. Basta um clique para adicionar um ao corpo. Outro clique torna-o translúcido, permitindo olhar atavés dele. Cada parte do modelo é clicável, linkando automaticamente seu nome, num esquema hierárquico - pulmão direito>pulmões>sistema respiratório baixo>sistema respiratório, por exemplo. Para completa há um mecanismo de busca para a procura textual.

De acordo com a Argosy, que desenvolve o Visible Body, os proximos passos são a inclusão de modelos humanos diferentes, patologias e informações sobre terapias. Espero que também traduzam a interface para outros idiomas. A empresa também promete uma série de vídeos educativos para o site oficial.

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Laptop de 100 dólares está à venda pela internet

12.11.07 14:20 | HARDWARE | Comentar »

olpc.jpgDe hoje até 26 de novembro, norte-americanos e canadenses podem comprar o notebook do projeto Um Laptop por Criança, fazendo a doação automática de outro para um jovem de um país pobre.

O projeto, criado por Nicholas Negroponte e outros companheiros do MIT, visa criar um laptop barato, resistente e estimulante para que seja usado na educação de crianças pobres ao redor do mundo. O resultado é o XO, que carrega uma variante do Linux com interface própria e pictográfica para facilitar o processo educativo. O aparelho foi conhecido durante muito tempo como “o laptop de 100 dólares”, pelo preço desejado por seus criadores, mas acabou custando o dobro.

Ao pagar US$ 399 pelo notebook da promoção que começa hoje, o consumidor ganha também um ano de acesso gratuito à rede de hotspots da operadora dos EUA T-Mobile. O XO tem garantia de um mês e ainda não tem uma linha de suporte formal. Os US$ 200 da quantia que são considerados doação são dedutíveis e a compra é feita por PayPal.

Há debates sobre se o notebook seria uma forma eficaz para melhorar o aprendizado de crianças carentes. É claro que o aparelho tem que ser acompanhado de treinamento, incentivo para seu uso e, principalmente, de professores capacitados e estimulados. Mas a apresentação à tecnologia de forma intuitiva é sempre bem-vinda. Se crianças dos países considerados os mais pobres entre os em desenvolvimento - e suas famílias - não têm outra chance de ter acesso a um computador que não seja o XO, que venha o portátil!

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Wikipedia em DVD

21.04.07 1:36 | SITES, WEB | Comentar »

A enciclopédia online e colaborativa Wikipedia acaba de chegar num formato ISO para DVD. O usuário pode optar por comprar uma versão já gravada por US$ 13,99 ou baixar o arquivo e queimar em quantos discos quiser. O conteúdo é composto de 2 mil artigos em inglês escolhidos por critérios de qualidade pela comunidade do serviço.

A novidade pode ser questionada ao refletir sobre as características que fazem da Wikipedia especial. A enciclopédia já é o maior catálogo de conhecimento da História, criado e mantido apenas por voluntários, que também gerenciam o seu conteúdo. A Wikipedia pode não ser exemplar ao olhar com uma lupa, mas é perfeita à distância, evoluindo concretamente ao longo do tempo e absorvendo os novos fatos com rapidez insuperável.

No ano passado, Jimmy Wales, criador da Wikipedia, estve no Rio para participar do iSummit 06, evento de cultura livre. Conversei com ele sobre a enciclopédia e ele me revelou um desejo - fazer com que cada pessoa no mundo possa ter acesso a ela.

Wales sabe que não pode esperar que todos tenham acesso à internet para usar o produto que um dia idealizou. Por isso, me confessou que o primeiro passo seria colocá-la num DVD, distribuído de graça a cada sala de aula na África. Esse era um projeto para 2007, avisou. É aí que entra a Wikipedia em disco. Primeiro em inglês, já que muitas nações africanas são bilíngües por conta da colonização, depois em outros idiomas.

A próxima etapa é ainda mais ambiciosa, embora arcaica para alguns. A Wikipedia será publicada em papel, para aqueles que não tem acesso nem a computadores. Às vezes, para democratizar a informação, é melhor apelar para as mídias já testadas e adotadas há séculos…

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A Microsoft tem culpa?

25.01.07 2:15 | SITES, WEB | 1 Comentário »

A notícia não é nova, mas continua fervendo na internet. A Microsoft confessou que pagou a um engenheiro de software australiano para que editasse entradas relativas à empresa na Wikipedia. Os termos em questão são ODF (OpenDocument Format) e OOXML (Microsoft Office Open XML), importantes para a Microsoft no momento em que lança o Office 2007.

Rick Jelliffe explicou em seu blog que não vê problema em editar conteúdo a pedido da empresa.

Muita gente ficou furiosa. Como assim? Pagar para mexer na Wikipedia, uma enciclopédia livre, criada e mantida por pessoas como eu e você?

A Wikipedia já é a maior fonte de informação da História.Jimmy Wales, criador da Wikipedia, veio a público para dizer que não gostou da história. Preferia que a Microsoft tivesse criado um documento e anexado às referências das entradas, de forma democrática. Ele já havia criticado em outros momentos a participação de agências de relações públicas e de políticos na enciclopédia.

Conheci Wales aqui no Rio, quando o entrevistei para o Jornal do Brasil, durante o iSummit, um encontro de cultura livre. Passei a gostar ainda mais da Wikipedia, mas não consigo encontrar motivos para achar que a Microsoft possa estar errada. A empresa sofre de um mal crônico - pelo carma do Windows, está sempre culpada antes que possa provar o contrário. A única exceção parece ser o XBox 360, onde triunfa com méritos e o vindouro Office 2007, onde acertou a mão, finalmente.

De todo o esforço da web 2.0, a Wikipedia é a que mais me encanta. Um serviço que começou com poucas pessoas e conteúdo, hoje é usada por milhões e atualizada por outros milhares, editada, corrigida, discutida enquanto escrevo este post. Pode não ser perfeita nos detalhes, mas como escreve Chris Anderson no brilhante livro A Cauda Longa, brilha no conjunto. Abrange de forma veloz as mudanças culturais como nenhuma outra enciclopédia de papel ou eletrônica ja fez na História e está sempre em mutação, como nossa sociedade.

A Wikipedia é o exemplo máximo da cultura colaborativa, na qual cada um pode fazer a diferença, para si e para o grupo. É a gift economy, onde o principal é participar, às vezes pelo mérito de se destacar como um bom colaborador ou apenas pelo gosto de oferecer o conteúdo mais exato possível sobre um assunto apaixonante para si.

E como um serviço novo num cenário novo, a Wikipedia é um tubo de ensaio para relações entre seus participantes, escritores ou usuários. Suas regras são feitas e editadas ao longo do tempo, de acordo com os abusos ou apenas retoques que a tornarão mais eficiente. É um laboratório vivo de um sistema gerenciado por seus integrantes, com um controle central mínimo.

Todas as mudanças numa entrada da enciclopédia online ficam registradas no histórico. Será que a Microsoft quis esconder sua edição por trás de um programador? Se ela fosse tendenciosa, seria revista em breve - são tópicos populares. Pagar pelo trabalho não é necessariamente errado, se o resultado é transparente, possível de ser editado. O caso mostra que a Wikipedia é palco de debates importantes, que podem alterar mais do que um simples tópico de uma enciclopédia.

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Google quer iTunes para livros

22.01.07 1:48 | CELULAR, HARDWARE | Comentar »

De acordo com o jornal britânico The Times, o Google quer ser a iTunes dos livros. Com editoras de todo o mundo, a empresa planeja um sistema simples de download das obras num formato que possa ser lido em vários dispositivos portáteis, como celulares e smartphones.

O Google falou pouco sobre a tecnologia, mas deixou claro que quer ela disponível para o público o mais rápido possível. O sistema será uma extensão do Book Search, que existe inclusive em português. Hoje, é possível acessar milhares de livros com licenças diferentes. Algumas editoras liberam todo o conteúdo da obra, apenas algumas páginas, trechos ou só a informação de capa. A busca por uma palavra ou expressão leva o usuário direto às páginas com a referência.

O Reader usa pouca bateria por não precisar de energia para manter a exibição de uma página Esse movimento do Google já era esperado. Depois de penar em 2006 para convencer as editoras de que não jogaria a política de direitos autorais no lixo, a empresa agora parte para o segundo estágio. Hoje, o Book Search traz links para lojas virtuais que comercializam a obra, mas porque não vendê-la pelo Google, e de forma digital?

Tive a oportunidade de conversar com Marco Marinucci, diretor do Book Search internacional, quando esteve no Brasil pela primeira vez para conversar com as editoras. O Google já estava sendo processado por um grupo que o acusava de colocar conteúdo para busca sem autorização e faturar com isso, através dos links patrocinados.

Mas Marinucci me disse algo impressionante - embora possa ter sido apenas papo de vendedor. “Larry e Sergey [criadores do Google] queriam um buscador de livros antes do mecanismo de homepages”.

Para a venda de livros digitais dar certo é preciso que as pessoas queiram ler fora do papel. Poucos conseguem ler textos longos na tela do computador, quanto mais num celular. O Google aposta no sucesso citando o exemplo japonês. No país já são vendidos romances para o celular com algum sucesso. A História, no entanto, mostra que muito do que dá certo no Japão não é bem recebido no Ocidente, e vice-versa.

O melhor suporte para leitura de livros digitais é o Sony Reader, que oferece contraste de tela semelhante ao papel, tamanho de um livro e tecnologia que gasta pouca bateria - 7.500 páginas com uma recarga. O aparelho tem microcápsulas que, quando carregadas, exibem pontos pretos ou brancos. Elas mantém o estado sem necessidade de energia até que sejam novamente estimuladas, ao virar a página, por exemplo.
Por US$ 350, nos EUA, tem público garantido só entre quem lê muito. Os livros são vendidos pela loja online Connect, mas o Reader também é compatível com PDFs, RSS e documentos do Word.

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MIT grátis e em português

04.01.07 12:59 | SITES, WEB | Comentar »

A sigla MIT é conhecida de quase todos, por figurar sempre nos jornais. O Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, é um dos centros acadêmicos com mais prestígio do mundo, com cursos em dezenas de áreas.

O que poucos sabem é que a instituição pratica o que chama de “filantropia intelectual” e publica o conteúdo de quase 1.800 cursos de graduação e pós-graduação na internet, de graça e para qualquer interessado. O site oficial é o MITOpenCourseware, com material de Astronáutica, a História e até Artes Dramáticas.

A iniciativa, lançada em 2002, não exige cadastro ou acompanhamento acadêmico e não oferece comprovantes de graduação ou participação. A idéia é usar o conteúdo oferecido como suporte para o curso que o internauta estiver fazendo ou para a autodidática. Os cursos contam com plano de estudos, bibliografia, lista de tarefas e conteúdo multimídia.

O melhor é que o OpenCourseware está traduzido quase integralmente para o português, hospedado no site do Universia.

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