A comScore, consultoria norte-americana de internet, lançou hoje um estudo com números que mostram a popularização do acesso móvel à web nos EUA. De todos, o que mais impressiona é o uso de redes sociais, blogs e informações financeiras no celular. Entre janeiro de 2008 e 2009 o número de acessos diários cresceu 427%.
Quase em simultâneo, o Facebook anunciou no fim de semana no badalado SXSW a chegada do Connect para o iPhone/iPod Touch. Com ele, desenvolvedores podem integrar seus aplicativos para a App Store com a rede social, levando o social graph do usuário para o bolso.
É difícil não pensar nas interações entre os usuários de um celular ao desenvolver um aplicativo. Com GPS e acesso rápido à web, os aparelhos estão prontos para isso. Mas é inviável criar uma rede social do zero, formada apenas por quem usa o software. Bem melhor é contar com os 170 milhões de usuários ativos do Facebook.
Imagine baixar um aplicativo de sugestão de restaurantes e com seu login do Facebook descobrir imediatamente o que seus contatos escolheram. Instalar um game e criar rankings instantâneos, ou compartilhar resenhas de filmes que viu com seus amigos e família. Tudo isso já é possível nos primeiros aplicativos com suporte ao Facebook Connect, que de quebra espelha a produção de conteúdo no celular na rede social, garantindo que seus contatos tenham acesso à informação a partir do computador.
Com o Connect fica claro que o celular não é apenas um veículo poderoso para consumir os updates dos seus contatos, mas se tornará o principal meio de entrada de dados na rede social, em texto, vídeo, foto ou áudio, com geotagueamento e atualizado em tempo real. É hora de publicar as fotografias do show enquanto ele acontece, sabendo quais contatos também estão ali e conhecendo sua experiência.
Por vários motivos, o FriendFeed é um site essencial. O agregador reúne updates de 41 sites diferentes, além de qualquer feed RSS. É uma central de informação, juntando o conteúdo gerado e categorizado por você e seus amigos, na tentativa de organizar a profusão de serviços e produção online.
Mas há problemas. Muitos blogueiros reclamam que o serviço não “devolve” o conteúdo gerado nele, como os comentários sobre qualquer item apresentado no feed incluído pelo usuário. Assim, em vez de organizar o volume de informação na internet, contribui para a confusão como mais um vetor de produção. O filão, no entanto, existe e o FriendFeed ganha cada vez mais usuários, mesmo com uma interface ainda falha.
O Facebook, rede social que cavalga na direção da onipotência do Google, está de olho no FriendFeed e apresentou hoje a função de comentários no feed de atividades do usuário. Cada item conta agora com um balãozinho que, quando clicado, abre uma caixa para o texto. Há algumas semanas o serviço inaugurou a importação dos feeds de terceiros e já conta com 12 serviços, como Digg, Last.fm, Flickr e Google Reader.
A adição dos comentários ainda é discreta. Eles são indicados apenas por um número, não ficam abertos e nem aparecem no perfil dos contatos do comentado. Mas é mais um passo para a oferta de uma experiência completa - ou murada e restrita - na rede social.
Ah, a criatividade da web 2.0. Xoopit é mais um daqueles serviços sensacionais, mas batizados por algum insano. Com ele, os elementos multimídia presentes nas suas mensagens do Gmail saltam aos olhos, graças à indexação e à interface garantida por uma extensão do Firefox.
Depois de dois dias tentando, consegui entrar no beta fechado do Xoopit por um convite do Lifehacker e nos cinco primeiros minutos de uso já estou impressionado. Ao entrar username e senha do webmail, o serviço começou a vasculhar o conteúdo do Gmail em busca de fotos, vídeos, documentos e arquivos zipados. De forma esperta, os itens mais recentes são logo apresentados para consumo do internauta, enquanto o aplicativo busca as entranhas da sua caixa postal. É possível até postar uma foto no seu perfil do Facebook
A extensão gera uma barra sobre a do RSS no Gmail com links para os tipos de arquivo. Um clique leva para a lista, que pode ser filtrada por usuário, data e fonte - o Xoopit também indexa imagens e vídeos que foram mandados ou recebidos apenas por um link. A busca padrão do Gmail não foi esquecida e à direita das respostas surge uma barra com os itens multimídia.
No site do Xoopit, o usuário tem um feed da atividade no seu Gmail, apresentado pelo vínculo do conteúdo com seus contatos do correio eletrônico.
Se você usa Safari, Firefox ou Internet Explorer para navegar na web, o PicLens está a sua espera. O software gratuito é uma extensão para browsers que cria uma interface linda e esperta para a busca de imagens e vídeos na internet.
Experimente. Instale a extensão e clique no botão com a forma de um mosaico que aparecerá na interface. Uma nova janela aparecerá em tela cheia, permitindo a busca em sites como Flickr, Google Images e YouTube. Ao digitar um nome na caixa, um grupo de miniaturas surgirá numa fita navegável ao clicar no ícone na parte inferior da janela.
Um clique em qualquer imagem a traz para primeiro plano. Se for o thumb de um vídeo, será reproduzido no próprio PicLens. A visualização acontece em três níveis de zoom, facilitando a descoberta de detalhes e abertura do item certo no browser, ao clicar em outro ícone.
Além do lançamento do software em tela cheia, imagens nos sites cadastrados no serviço, como as redes sociais Facebook e MySpace, lançam o PicLens para ver uma galeria em tela cheia.
Descubra o potencial da extensão no seu trabalho ou como diversão. Há versões da ferramenta para criação de slideshows no desktop e em blogs WordPress.
Quem poderia imaginar há dois anos que sua rede social seria responsável por controlar remotamente os downloads no seu micro de casa.
O Morrent é um aplicativo para Facebook que permite monitorar o que está sendo baixado no software uTorrent, o melhor cliente para a rede p2p Bit Torrent. Na verdade, o aplicativo é uma interface para a função WebUI do uTorrent, que viabiliza o controle remoto.
Antes de instalá-lo no seu perfil da rede social, habilite o WebUI no uTorrent, no menu de configurações do programa. Escolha um username e senha, além da porta de conexão. Essas informações serão incluídas no Morrent, junto com o IP da sua máquina, que pode ser descoberto pelo próprio aplicativo ou em serviços como o IP-address.com.
Para um controle melhor e mais elegante, opte pelo acesso nativo ao WebUI, digitando http://seuIP:portadoUI/gui no seu navegador preferido.
O golpe do Facebook sobre o Friend Connect, do Google, mostra que começou a guerra pela liberdade velada dos dados dos usuários na internet. Como você leu há alguns dias, o Google incluiu o Facebook no seu sistema de portabilidade de dados, mas a rede social não gostou.
Se o internauta até agora estava fechado entre os muros das redes sociais, agora fica claro que será tratado na coleira, com uma liberdade velada para que os serviços mantenham controle sobre o bem maior - seus dados pessoais.
Numa analogia, o mercado de mensageiros instantâneos passa por um momento parecido. Primeiro, redes independentes. Depois, agregadores de contas que exibem os contatos numa mesma janela, mas ainda sem contato entre si. Nos últimos tempos, começou a conversa de serviços - Live Messenger com Yahoo Messenger, GTalk com AIM.
A história da portabilidade de dados começou bem antes de Google, Facebook e MySpace. Em 2001, a Microsoft deu início ao seu projeto Hailstorm, ou chuva de granizo, com uma frase ambiciosa de Bill Gates: “nosso objetivo é ter cada internauta do mundo com uma identidade Passport”. A empresa queria integrar sites e serviços a um sistema único de autenticação, que carregaria seus dados pessoais por todo o ciberespaço.
Em tempos pré-web 2.0, o Hailstorm foi um fracasso publicitário. Os dados dos usuários ficariam guardados em servidores da Microsoft e, teoricamente, sujeitos a um ataque único para o roubo de muita informação. Funcionava apenas no Internet Explorer, o que na época já era um problema.
Hoje, o Hailstorm é quase a rede Live, com menos parceiros, mas contando com a constelação de serviços da Microsoft. Google, Yahoo, Facebook e MySpace querem iniciativas parecidas, enquanto o OpenID corre por fora com uma solução independente.
Do que adianta carregar seus dados por aí, se não pode usá-los em todos os lugares? Com os três projetos anunciados quase em simultâneo, o usuário continuará a ter que se cadastrar em todos os serviços para manter o enforcador solto durante a corrida. Fusão dos dados, incluindo seus contatos? Nem pensar, por enquanto.
Como o TechCrunch publicou, os dias das redes sociais muradas estão contados. Mas a coleira parece ser um passo intermediário até que a liberdade chegue para valer. De forma esperta, o Google se livrou da necessidade de crescer o Orkut globalmente com o Friend Connect, mas esperava ter acesso aos perfis das redes sociais para oferecê-los à vontade aos sites miúdos.
Arrington ficou chateado com o movimento do Facebook, mas se esqueceu de que seu perfil na rede social é, em primeiro lugar, da empresa que permite a sua criação.
A internet ainda não está preparada para a verdadeira portabilidade de dados. O mercado de redes sociais ainda precisa amadurecer até que o salto libertário aconteça. Ele será fundamental para o que se chama de web 3.0 - informação abundante, disponível para todos, para contextualização em qualquer site ou serviço. Como aconteceu outras vezes, seria interessante ver uma rede social independente nesse meio. Um Firefox das redes sociais, aberto, convidativo. E como Joi Ito falou ao Futuro.vc, o open source é bem melhor para aprimorar o que já existe do que para a invenção. Resta esperar.
O Friend Connect é mais uma investida na portabilidade de dados que aos poucos se torna uma das tendências atuais da web. Usando o Futuro.vc como exemplo, seria possível pela ferramenta se comunicar com seus amigos de redes sociais como Orkut, Facebook, LinkedIn e outras do próprio blog e com o uso de aplicativos. No lançamento estão disponíveis serviços para gerenciamento de inscrições no site, críticas, troca de fotos e fórum de discussão.
O pulo do gato do Friend Connect é a compatibilidade com qualquer aplicativo OpenSocial, criado com o conjnto de APIs de integração em redes sociais. É uma forma simples de aproximar milhões de pequenos sites que não têm visitação suficiente para justificar o investimento em ferramentas sociais, como a maioria dos blogs.
Outra função interessante para o dono do site é a possibilidade de publicação da ação do visitante no feed de atividade da rede social em que participa.
Infelizmente, o Friend Connect roda em um iframe e não tem integração com os dados gerados no site em questão. É uma camada social sobreposta ao conteúdo gerado.
A iniciativa do Google sucede ao MySpace Data Availability e ao Facebook Connect. Elas funcionam diferente do produto do Google, ao permitir o uso dos dados públicos do perfil do usuário das redes sociais em qualquer outro site. Assim, eu poderia criar áreas no Futuro.vc para combinar as suas informações com as do blog de forma transparente. Logado, você poderia receber dicas do que seus amigos do Facebook leram no blog, há quanto tempo o visitaram e quais comentários fizeram, por exemplo.
A fuga do casulo pela liberação dos dados das redes sociais é bem-vinda, mas como você já deve ter intuído, elas não conversam entre si com facilidade. Está longe o dia em que conseguiremos ter a mesma lista de amigos em qualquer rede social, com todas as opções desejadas de interação.
Das três iniciativas, o Friend Connect é o mais disponível atualmente, exigindo o preenchimento de um cadastro para entrar na fase inicial de testes.