Com o fim do Carnaval volta o Futuro.vc com uma feliz surpresa: o lançamento do Safari 4. Vindo do mundo dos PCs, hesitava em adotar o Safari no meu iMac, optando pelo Firefox. Mas sua gula de memória me afastava cada vez mais. Agora, pode ser de vez.
O Safari 4 está disponível para OS X e Windows, em download gratuito. A primeira mudança notada é na interface. A Apple adotou elementos do Google Chrome, como a barra de abas de páginas web no topo da janela e uma tela inicial com os sites mais visitados em miniaturas - função inaugurada pelo Opera. E para os usuários do sistema da Microsoft, a versão 4 traz uniformidade da interface, com fontes, moldura da janela e seu comportamento integrados ao Windows.
A nova posição da barra garante mais espaço para a navegação, mas vai confundir os usuários nas primeiras vezes em que usar o software. É por ela, por exemplo, que o usuário vai arrastar a janela do Safari. Inicialmente parece que o movimento vai apenas carregar uma das abas, mas elas têm um ícone especial para isso ao passar o cursor do mouse.
O Top Sites, nome da tela inicial do navegador, mostra seis, 12 ou 20 sites mais visitados. O usuário tem edição do conteúdo, podendo apagar itens da lista ou fixá-los.
Uma dica: para acessar o Top Sites sem ter que abrir uma nova aba, crie um favorito para a função com o endereço “topsites://”, sem as aspas.
Do Firefox, o Safari 4 incorporou a “barra fantástica” com a caixa de endereços que sugere itens do histórico e dos favoritos. O espaço para a busca também mostra, de forma bem rápida, sugestões de termos e buscas recentes e relacionadas. De fora ficou a unificação dos espaços de digitação, como no Chrome.
E o Cover Flow, modo de exibição de conteúdo presente no iTunes e no OS X, chegou ao Safari, para mostrar o histórico e os favoritos do usuário com representações gráficas das páginas, e busca integrada.
Mas a principal mudança do software é invisível e será experimentada a cada página visitada. O Safari 4 apresenta o motor Nitro de renderização de JavaScript que torna o navegador o mais rápido do mercado no uso de aplicativos da web como Gmail, Delicious e outros. A Apple o coloca até à frente do Chrome, criado com a função de acelerar o acesso aos serviços do Google. O Safari 4 também tem suporte ao HTML 5 e é o primeiro navegador a passar o teste Acid3 de compatibilidade aos padrões da web.
Aproveite para explorar outras características do Safari, como o zoom do conteúdo de uma página que lembra o do navegador do iPhone, e a busca do conteúdo com a melhor exibição em um browser.
Com o Safari 4, a Apple amadurece seu produto, agora competitivo. A guerra dos browsers está viva, com a chegada iminente do Chrome para Linux e Mac, a habilitação de extensões pelo Google e os novos Firefox 3.1 e Internet Explorer 8. A oferta é variada, gratuita, e vale ser testada com carinho.
A espera está acabando. A equipe que desenvolve o Fennec, o Firefox para celulares, tablets e smartphones, quer lançar uma versão pública para o Windows Mobile na semana que vem.
Até agora disponível para os Nokia N800 e N810, o Fennec carrega com orgulho o DNA do Firefox. Tem a barra de endereços que integra histórico, favoritos e sugestões de busca, o uso de abas e as extensões que são o grande diferencial do navegador no computador.
Os primeiros alvos do Fennec serão aparelhos da HTC, inicialmente o Touch Pro. O novo browser tem potencial de balançar o mercado no sistema operacional da Microsoft, embora seja o que tem mais ofertas de navegadores web entre as plataformas móveis.
Para quem não usa um HTC, torça para que o Fennec tenha gerenciamento de memória melhor que o do Firefox, e possa ensinar boas maneiras ao irmão guloso do desktop e laptop.
Numa estratégia cruel, mas genial, o grupo de hackers Pirates of the Amazon criou uma extensão do Firefox que permite baixar conteúdo por torrents a partir das páginas da maior loja virtual do planeta.
Depois da instalação qualquer descrição de um produto digital na Amazon passa a conter um grande link com a frase “Download 4 Free”, ou “baixe de graça”. Ao clicar nele, o internauta baixa um torrent do Pirate Bay, o maior site do gênero, referente à mercadoria em questão.
Por sua variedade, a Amazon funciona também como um buscador para encontrar produtos. Com a extensão, no entanto, a função de compra ao navegar aleatoriamente pelos produtos é maculada.
A página do Pirates of the Amazon está fora do ar. Segundo o Webware, não há certeza de que foi abatida pela loja virtual, ou apenas fruto do acesso em massa, já que apareceu na primeira página do Digg. Com isso sumiu o link para download da extensão, que continua funcionando mesmo sem a imagem para o link de download do torrent.
A caixa de busca do navegador é sua melhor amiga? Está acostumado à ela e nem entra mais na página do buscador? Se as respostas são positivas, o Inquisitor se tornará uma bela adição ao seu Internet Explorer ou Firefox.
O plugin, originalmente para Safari, foi ampliado para outros navegadores e tem download gratuito. É de propriedade do Yahoo, que o adquiriu em maio. É também dele o mecanismo de busca padrão, mas o usuário pode optar pelo Google.
Ao entrar com um termo na caixa de busca, o Inquisitor oferece respostas automáticas de termos para o buscador, Wikipedia e diretamente para sites - que recebem números de acordo com visitas anteriores. Nas configurações, o usuário define o número de respostas, se palavras e frases devem ser preenchidas automaticamente pelo sistema e pode integrar o mecanismo de busca de outros sites, como o YouTube.
A funcionalidade do Inquisitor será integrada aos poucos nos browsers do mercado, embutida na caixa de endereços do software.
Já está disponível para download a primeira alpha pública do Fennec, o navegador web para dispositivos móveis da Mozilla. Inspirado no Firefox, o browser pode ser instalado apenas nos tablets Nokia N800 e N810, mas já mostra qual é o vetor de ataque da fundação para o acesso portátil à web.
A interface conta com botões grandes e atalhos para funções necessárias no ambiente, como um link para a criação de novas abas. Está presente a “barra fantástica” apresentada no Firefox 3, que dá acesso unificado ao histórico, favoritos e busca web.
Com a chegada do iPhone e seus concorrentes diretos, como o Nokia 5800 e o T-Mobile G1 com Android, o mercado de navegadores em celulares é a nova fronteira do acesso web. O grande diferencial do Fennec será a experiência de uso das extensões que fazem a alegria dos usuários do Firefox em computadores. No entanto, não está claro como o processo funcionará, já que ainda não foi implementado.
A Fundação Mozilla apresentou ontem o primeiro update do Firefox 3 com correções de segurança e maior estabilidade e já há promessas de mudança na interface para breve.
A versão 3.1 trará a nova navegação por abas, com miniaturas das páginas. Ao pressionar CTRL + TAB, o usuário recebe uma representação parecida com a do ALT+ TAB no Vista. Mantendo a tecla Control pressionada, TAB circula entre as abas. Haverá também a opção de circular imediatamente entre a aba atual e a última visualizada.
A funcionalidade tem sido testada numa extensão disponível para download gratuito.
Os aplicativos web estão em alta. A idéia de ter serviços na internet que funcionam como os softwares instalados no HD já é uma realidade, com sucesso relativo. SlideRocket, Google Apps, Zoho são exemplos de como é possível ter produtos gratuitos e hospedados na Rede, tirando proveito da conectividade intrínseca à internet.
Agora é hora de libertá-los do navegador. Mesmo com a criação de bookmarks e/ou atalhos para os links, os serviços web ainda são rodados no browser, com a interface nativa do software. Falta fluidez na experiência.
A Fundação Mozilla apresentou no ano passado o Prism, solução que cria janelas especiais do Firefox para rodar os aplicativos. Somem as barras do navegador, surge um atalho no desktop. Em estágio inicial, pouco faz para deixar o usuário à vontade.
A idéia foi lançada e Todd Ditchendorf a adaptou para o Fluid. O software para OS X é o sonho realizado, com opções de sobra para customizar o aplicativo web.
O Fluid usa o motor do Safari para rodar os serviços, tornando seu acionamento rápido e leve em termos de processamento. Uma janela simples permite escolher nome, endereço web, ícone e local para o atalho do item a ser criado. Ao rodá-lo surgem muitas outras funções.
Quer habilitar a navegação por abas na janela do aplicativo? Customizar o ícone que vai representá-lo? Mostrar botões de avançar, voltar e de reload, se preciso? Criar links pequenos com o TinyURL? Receber notificações usando o Growl? Bloquear pop-ups? Essas e outras características estão presentes no serviço web turbinado pelo Fluid.
Qualquer item criado no software recebe seu lugar na Dock e alguns, como o Gmail ou Yahoo Mail ainda trazem números no ícone para representar o número de mensagens não lidas, por exemplo. Os ícones podem ficar também na barra superior do OS X, para desafogar a Dock e manter acesso rápido e elegante às funções. Cansado do Twitterrific para usar o Twitter? Crie um aplicativo do Hahlo, originalmente para iPhone, e cole-o na barra. Se preferir, defina o serviço para tela cheia e substituto do desktop.
O Fluid será útil mesmo que você não use aplicativos web. Há algum site que você mantenha aberto por horas no navegador? Crie uma janela especial para ele e não precisará mais ficar com o browser rodando.
Assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor o Fluid. O software é gratuito e tem atualização automática. Há uma semana é presença fixa no meu OS X para acesso ao Twitter, FriendFeed, WordPress e Google Reader - e tenho certeza que a lista aumentará com o tempo. Se você usa Windows, dê uma chance ao Prism.