Tive o prazer de assistir hoje à apresentação do advogado Lawrence Lessig, que abriu o Digital Age 2.0, que acontece em São Paulo. Nos últimos anos entrevistei algumas vezes o acadêmico, sempre orbitando o tema do direito autoral em meios digitais. Lessig é professor de Direito em Stanford e fundador do Centro de Internet e Sociedade, que tem um braço no Brasil, na Fundação Getúlio Vargas, comandado pelo amigo Ronaldo Lemos.
A palestra de Lessig, envolvida por uma apresentação espetacular em Keynote, é inspiradora. Faz um histórico da aplicação da lei de direitos autorais nos Estados Unidos para mostrar que ela não pode ser adaptada na sua forma original e atual à era da informação.
De acordo com o advogado, e com este blog e jornalista, a política de gestão do copyright sufoca a atualidade e a geração que cresce embebida no remix cultural. A mesma juventude que não vive sem seus celulares e que faz a alegria do mercado é a que vincula o consumo do conteúdo multimídia com sua recombinação. Hoje, não há como assistir sem modificar, não há espectador sem produtor.
O evento foi um soco no estômago de quem pensa que o Creative Commons, criado por Lessig e outros, foi pensado como substituição ao copyright. O acadêmico faz questão de enfatizar que o direito autoral faz sentido para a distribuição comercial do conteúdo criado por profissionais, mas que não se encaixa no que é remixado por amadores e que, invariavelmente, agrega valor ao produto original.
Lessig avança ao categorizar a postura do mercado sobre o remix. Há quem o trate num ambiente controlado, como a LucasFilm que permite a recombinação sobre pedaços de suas obras oferecidos para trabalho e publicação em seus sites. Outros, como o Google e o YouTube, preferem não opinar sobre o que é feito, garantindo apenas a plataforma para as ações. E também há quem fature sobre o produto final, como o Flickr e o Second Life, mas oferecendo ao produtor o direito sobre suas criações.
“Viver ilegalmente terá um efeito desconhecido nas crianças dessa geração”, afirmou Lessig, ao denunciar a incongruência do copyright na internet. Enquanto as empresas processam automaticamente quem recombina suas obras, deixam passar as oportunidades de mercado que surgem desses atos.
Para ilustrar esse texto vale a publicação de um dos exemplos usados por Lessig: o vídeo de Endless Love com George Bush e Tony Blair, já um clássico do remix na era do YouTube.
Ah, a criatividade da web 2.0. Xoopit é mais um daqueles serviços sensacionais, mas batizados por algum insano. Com ele, os elementos multimídia presentes nas suas mensagens do Gmail saltam aos olhos, graças à indexação e à interface garantida por uma extensão do Firefox.
Depois de dois dias tentando, consegui entrar no beta fechado do Xoopit por um convite do Lifehacker e nos cinco primeiros minutos de uso já estou impressionado. Ao entrar username e senha do webmail, o serviço começou a vasculhar o conteúdo do Gmail em busca de fotos, vídeos, documentos e arquivos zipados. De forma esperta, os itens mais recentes são logo apresentados para consumo do internauta, enquanto o aplicativo busca as entranhas da sua caixa postal. É possível até postar uma foto no seu perfil do Facebook
A extensão gera uma barra sobre a do RSS no Gmail com links para os tipos de arquivo. Um clique leva para a lista, que pode ser filtrada por usuário, data e fonte - o Xoopit também indexa imagens e vídeos que foram mandados ou recebidos apenas por um link. A busca padrão do Gmail não foi esquecida e à direita das respostas surge uma barra com os itens multimídia.
No site do Xoopit, o usuário tem um feed da atividade no seu Gmail, apresentado pelo vínculo do conteúdo com seus contatos do correio eletrônico.
Decidi silenciosamente não escrever mais sobre a confusão Google-Yahoo-Microsoft, que beirou o pastelão com cenas de paixão, ciúme e até golpes baixos. Mas a saída de peças-chave da engrenagem da empresa liga um sinal vermelho forte.
A lista é grande. Jeff Weiner, Qi Lu, Usama Fayyad, Brad Garlinghouse e Vish Makhijani - todos vice-presidentes - já deixaram a empresa desde o início da confusão. Outra baixa importante é a de Jeremy Zawodny, evangelista do Yahoo Open Strategy, uma plataforma muito bacana para portabilidade de dados.
Mas há o impacto das figuras centrais, que ao longo dos anos ajudaram a construir a imagem do Yahoo como empresa que acertava em cheio nas aquisições, sempre permitindo que continuassem a trabalhar com independência e qualidade. Há dois dias, o casal Stewart Butterfield e Caterina Fake, fundador do Flickr, deixou a empresa. Ontem foi a vez de Joshua Schatcher, criador do Delicious. Ao TechCrunch, ele declarou que “estava sendo deixado de lado em decisões de gerência”.
Há pena e há temor. Prezo muito o Yahoo por sua história que caminha em paralelo com a da internet comercial e meu uso pessoal da Rede. E receio pelo futuro dos aplicativos sem seus fundadores e, provavelmente, inspiradores. Enquanto o Flickr tem evoluído de forma interessante - mesmo lançando ferramentas polêmicas como o upload de vídeos - o Delicious está parado. Sua versão 2, que é sensacional, está em beta fechado há quase um ano, sem data para abertura.
Se você usa Safari, Firefox ou Internet Explorer para navegar na web, o PicLens está a sua espera. O software gratuito é uma extensão para browsers que cria uma interface linda e esperta para a busca de imagens e vídeos na internet.
Experimente. Instale a extensão e clique no botão com a forma de um mosaico que aparecerá na interface. Uma nova janela aparecerá em tela cheia, permitindo a busca em sites como Flickr, Google Images e YouTube. Ao digitar um nome na caixa, um grupo de miniaturas surgirá numa fita navegável ao clicar no ícone na parte inferior da janela.
Um clique em qualquer imagem a traz para primeiro plano. Se for o thumb de um vídeo, será reproduzido no próprio PicLens. A visualização acontece em três níveis de zoom, facilitando a descoberta de detalhes e abertura do item certo no browser, ao clicar em outro ícone.
Além do lançamento do software em tela cheia, imagens nos sites cadastrados no serviço, como as redes sociais Facebook e MySpace, lançam o PicLens para ver uma galeria em tela cheia.
Descubra o potencial da extensão no seu trabalho ou como diversão. Há versões da ferramenta para criação de slideshows no desktop e em blogs WordPress.
Mais um título para o primeiro ano de vida do iPhone. O celular da Apple é hoje o telefone móvel com câmera mais popular no álbum virtual de fotos Flickr.
O iPhone ultrapassa celulares com câmeras melhores, como o Nokia N95 e o Sony Ericsson K800i. A razão pode estar na facilidade para tirar fotos e até nos softwares para aparelhos desbloqueados que enviam as imagens diretamente para o Flickr.
O gráfico não é 100% realista porque nem todos os celulares identificam os arquivos das fotos com sua marca - dado necessário para o registro do Flickr.
A partir de hoje, se você é um usuário Pro do Flickr pode publicar vídeos além das habituais fotografias. De acordo com a confirmação apresentada no mês passado, a idéia é buscar autenticidade nos filmes - se você quer um mashup ou o último vídeo da Madonna, o YouTube e DailyMotion continuam sendo as paradas obrigatórias.
Para direcionar o tipo de publicação dos vídeos, o Flickr a restringiu aos usuários pagos e a 90 segundos de gravação, com até 150 MB. São aceitos AVIs, MOVs, WMVs e 3GPs. A empresa descreve seu objetivo: “fotos em movimento”.
Os vídeos são catalogados da mesma forma que as fotos, com tags, marcação geográfica, títulos e comentários. Seus proprietários definem o nível de privacidade dos arquivos e se podem ser embutidos em outros sites, como o exemplo abaixo.
Embora o Yahoo e o Flickr digam que podem escalonar os limites do serviço, duvido que isso aconteça. As restrições foram criadas com cuidado para destacar a publicação no site dos outros agregadores de vídeo. Se a originalidade vingar - e o Flickr garante que deletará vídeo e áudio com copyright - o caminho está aberto para um cardápio interessante do cotidiano global.
Até agora, encontrar um contato no Flickr não era das tarefas mais fáceis. Muitos não se inscrevem com seus nomes verdadeiros nem usam os e-mails mais comuns nos cadastros. Com a inclusão da busca por agenda de endereços de webmails, a busca em lote ficou bem mais fácil.
A função está disponível por um link no menu “Busca de pessoas” e suporta agendas do Gmail, Yahoo Mail e Hotmail. Depois de inserir seu username e senha - o Flickr não guarda os dados - o serviço exibe os endereços das pessoas já cadastradas no álbum virtual de fotos.
É possível incluir os achados como contatos, amigos e/ou família, individualmente ou em lote. A opção é questionada por alguns usuários que temem sua adição por contatos com pouca ou nenhuma relação dada a inclusão automática.
Com a nova ferramenta do Flickr, a agenda de contatos de clientes de correio eletrônico ou webmails se afirma cada vez mais como a melhor fonte para a construção do social graph do internauta enquanto as redes sociais não compartilharem seus dados…