friendfeed
08.07.08 6:40 | SITES, WEB | 1 Comentário »

Músicas no Last.fm, fotos no Flickr, blog no WordPress, amigos no Facebook. A web 2.0 é um momento estelar para a criação e partilha de conteúdo pelo cidadão, mas apresenta o desafio da sua administração, sob risco de afogamento num mar de bits.
Tags, categorias e recomendações não são suficientes. O usuário terá que entrar em cada um desses serviços, compartilhar seus dados com grupos diferentes de amigos e consumir seus RSS em um agregador. Para complicar, há a novidade recente de comentários exclusivos aos centralizadores de feeds, como no FriendFeed, que não são replicados nos sites originais - pelo menos até agora.
O Swurl é mais um candidato para ser o organizador da sua experiência virtual. Criado por Ryan Sit e Jonathan Neddenriep, o serviço está em beta aberto e aceitando inscrições dos internauta. Tal qual o FriendFeed, integra os feeds de informação de sites e apresenta os dados em uma única interface. Hoje são 19 fontes incluídas, de sites como Delicious, Amazon, Flickr e Facebook.
O forte do Swurl é a apresentação do lifestream do internauta. A lista corrida é acompanhada de miniaturas dos sites e uma interface esperta mostra opções ao passar o cursor do mouse pelos itens. Ao se inscrever, o internauta ganha um endereço próprio e fácil: acesse o meu em http://marcelo.swurl.com.
Uma exclusividade do serviço é a indexação retroativa. Depois de me cadastrar e inserir algumas fontes de informação, o Swurl buscou fotos do meu Flickr de 2004, criando um lifestream extenso. Áudio é reproduzido na própria página, fotos viram slideshows e vídeos ganham seu embed automaticamente. Pela apresentação, o Swurl está sendo conhecido como um gerador instantâneo de blogs - o diário da sua vida.
Em outra modalidade única, o site apresenta seu conteúdo numa linha do tempo. Para o uso externo, o desenvolvedor já pode contar com a API do serviço, lançada há uma semana para a criação de softwares e sites que acessem o conteúdo do Swurl de fora e o misturem com outras fontes na web.
No entanto, as qualidades faltam na apresentação do conteúdo dos seus contatos. O serviço inclui automaticamente as pessoas que estão cadastradas em seus feeds e que já fazem parte do Swurl, mas a lista é corrida e pouco útil. Conversei com Jonathan por e-mail no fim de semana e ele explicou que o site é focado na apresentação do conteúdo do usuário, mas ao mesmo tempo está em evolução constante.
Como você vê essa tendência atual do serviços lifestream? São uma forma de organizar a informação espalhada pela web, ou mais um serviço que competirá com os outros?
O lifestream representa a busca por um problema que é recente, mas bem real. As pessoas estão cansadas de ter suas vidas online fragmentadas. Serviços como o Facebook têm tentado resolver a questão, mas trabalham em um jardim murado, impedindo que você use os melhores sites para uma certa finalidade. Hoje, os agregadores são formas de organizar os dados sociais, mas estão evoluindo para competir com serviços maiores, como o Facebook.
O Swurl usa uma interface elegante. Qual é a sua função e a importância do design em um serviço como esse?
A diferença e o valor do Swurl estão no design limpo e na experiência de uso simples. Nosso objetivo foi fazer algo que fosse rápido e fácil de se cadastrar. Com a quantidade de informação gerada hoje, a importância de interfaces desse tipo é grande.
Ao mesmo tempo, parece que a interface não lida bem com as atividades dos amigos. A inclinação do Swurl é para o usuário? Quais evoluções vocês têm na manga para o serviço?
Ainda estamos trabalhando na interface para amigos. O Swurl é um trabalho em andamento. Nosso primeiro objetivo foi apresentar o conteúdo do usuário da melhor forma, mas vimos que era fácil integrá-lo com o dos contatos. Quisemos abrir o site e receber o feedback do interauta, mas estamos trabalhando duro para melhorar a experiência da sua relação com os amigos.
O FriendFeed é o maior concorrente do Swurl?
Muitos nos comparam ao FriendFeed, mas acho que temos um foco diferente. O FriendFeed é muito bom para agregar vários feeds, permitir conversas e usar redes de amigos como mecanismos para descobertas. O Swurl é mais centrado em si - nos preocupamos mais com a apresentação fácil do nosso conteúdo. Isso reduz o ruído e faz do serviço uma ferramenta bem interessante de blog para o usuário.
Há outras vantagens para o FriendFeed. Trabalhamos para permitir a importação de conteúdo completo e posts inteiros de blogs para que o Swurl se torne seu novo blog e não apenas mais um agregador. Também trazemos o maior conjunto possível para que a linha do tempo e a busca mostre todas as suas fotos, vídeos, links e posts. E ainda aprimoramos o conteúdo ao automatizar slideshows, reprodução de músicas e previews de filmes da locadora virtual Netflix, por exemplo.
Por causa dos problemas técnicos do Twitter, muitos buscam um substituto. O Swurl está na briga?
Nesse momento não. Ainda estamos trabalhando nas notificações que serão robustas, permitindo conversas em tempo real em volta dos itens do Swurl. Um serviço como o Twitter é muito mais uma infraestrutura para a conversação básica e não competimos nesse cenário.
Há planos para novas formas de criar conteúdo no Swurl?
Sim! Queremos que você possa blogar a partir dele, e mais.
Popularity: 4% [?]
25.06.08 19:19 | SITES, WEB | Comentar »
Por vários motivos, o FriendFeed é um site essencial. O agregador reúne updates de 41 sites diferentes, além de qualquer feed RSS. É uma central de informação, juntando o conteúdo gerado e categorizado por você e seus amigos, na tentativa de organizar a profusão de serviços e produção online.
Mas há problemas. Muitos blogueiros reclamam que o serviço não “devolve” o conteúdo gerado nele, como os comentários sobre qualquer item apresentado no feed incluído pelo usuário. Assim, em vez de organizar o volume de informação na internet, contribui para a confusão como mais um vetor de produção. O filão, no entanto, existe e o FriendFeed ganha cada vez mais usuários, mesmo com uma interface ainda falha.
O Facebook, rede social que cavalga na direção da onipotência do Google, está de olho no FriendFeed e apresentou hoje a função de comentários no feed de atividades do usuário. Cada item conta agora com um balãozinho que, quando clicado, abre uma caixa para o texto. Há algumas semanas o serviço inaugurou a importação dos feeds de terceiros e já conta com 12 serviços, como Digg, Last.fm, Flickr e Google Reader.
A adição dos comentários ainda é discreta. Eles são indicados apenas por um número, não ficam abertos e nem aparecem no perfil dos contatos do comentado. Mas é mais um passo para a oferta de uma experiência completa - ou murada e restrita - na rede social.
Popularity: 3% [?]
26.03.08 1:30 | SITES, WEB | Comentar »
Como Paul Buchheit anunciou, a API do FriendFeed estava realmente próxima. Um dia depois da entrevista com o co-fundador do serviço, a empresa lançou a ferramenta para integração simples ao FriendFeed e consequente expansão das possibilidades do site.
A API é importantíssima para o futuro do serviço. No Twitter, considerado um inspirador do FriendFeed, 80% do acesso ao site vêm de soluções criadas por terceiros. No post de lançamento algumas sugestões são dadas, como integração com celulares, widgets para blogs ou aplicativos para upload de conteúdo - por exemplo fotos a partir de um iPhone.
Para quem gosta de tecnologia, parte da diversão será ver até onde vai a criatividade dos desenvolvedores. Não considere o FriendFeed apenas um agregador de feeds RSS. Além da exploração das APIs das dezenas de sites compatíveis, o uso do serviço para a produção de conteúdo o difere. Os comentários sobre os itens e marcação de preferências criam uma nova camada de interação que o torna especial.
Mas será que é suficiente para garantir seu destaque além do hype? O FriendFeed segue à risca a cartilha da web 2.0, lançando uma funcionalidade atrás da outra. Nos últimos dias, além da API, surgiram a busca no serviço e a resposta automática de comentários via Twitter. São adições preciosas que dão sentido à cultura do beta que invadiu a internet.
Com a API, o FriendFeed entrega parte do seu destino ao desenvolvedor independente, confiando que a massa inicial de usuários e a empolgação da mídia já sejam suficientes para atrair seu interesse.
Popularity: 3% [?]
25.03.08 7:29 | SITES, WEB | Comentar »
Paul Buchheit trabalhou no Google e é dele a expressão Don’t be evil, que ajudou a definir a empresa, nos bons e maus momentos. O engenheiro de computação também foi o criador do primeiro protótipo do AdSense e trabalhou nas entranhas do Gmail, o serviço que sacudiu o mercado inerte dos webmails.
Conversei há pouco com Buchheit por Skype sobre o FriendFeed, seu novo projeto junto com quatro outros ex-funcionários do Google que chama a atenção da imprensa especializada. Buchheit e Sanjeev Singh, que também trabalhou no Gmail, se juntaram a Bret Taylor e Jim Norris, responsáveis pelo Google Maps, e a idéia do FriendFeed nasceu no meio do ano passado. O serviço abriu em beta fechado em outubro e desde o fim de fevereiro está disponível para todos.
Definir o FriendFeed torna-se cada dia mais difícil. No primeiro olhar é um agregador do conteúdo publicado em 33 outros serviços, além do RSS capturado de qualquer fonte, com comentários. Mas há quem o considere um social feed parecido com o do Facebook, mas aberto, sem as amarras de uma rede social.
“O Facebook foi uma grande inspiração para nós, mas o FriendFeed é bem diferente. A rede social traz atualizações de pequenos eventos de seus amigos, enquanto o FriendFeed trata de conteúdo, informação e comentários. Isso não existe em outro lugar da web. Normalmente, os comentários em outros serviços são desconexos e sem graça. No FriendFeed eles ganham qualidade e sentido, vindo de amigos”.
Com um pequeno empurrão, o FriendFeed poderia se tornar a “rede social das redes sociais”, ao integrar seus conteúdos e fomentar a discussão sobre eles, com comentários e postagem a partir do site, influenciada pelas informações centralizadas.
“Não pensamos muito nisso, por não haver a prioridade de encontrar todos os seus amigos, manter um perfil atualizado e articular essas relações. O social está na importação do conteúdo dos sites que você já usa”.
Em outro ponto de vista, o FriendFeed pode ser redundante no contexto da crise do excesso de informação que assola o internauta, ao oferecer acesso ao mesmo conteúdo que já é visto nos sites de origem.
“Não acho. O FriendFeed pode ser uma ótima ferramenta de filtragem de conteúdo. Para ver vídeos interessantes, você pode encarar os milhares de uploads diários, ou assistir a um ou dois que seus amigos separaram no mesmo espaço de tempo. É como ir ao cinema acompanhado. Não é apenas a experiência do cinema, mas do cinema compartilhado com outra pessoa”.
Buchheit promete a API do FriendFeed para “muito em breve” e espera que ela traga a expansão do serviço para além do site - em celulares, clientes de software e outras páginas na web.
“O Twitter é uma inspiração enorme, pelo entusiasmo dos usuários em criar várias aplicações que cercam e acrescentam funcionalidade a ele”.
Mesmo negando a teoria da “mãe de todas as redes sociais”, o FriendFeed começa a explorar a postagem direta pelo serviço.
“Não é a função principal, mas vamos explorar todas as funções que tragam utilidade. É curioso você falar isso, porque há minutos inauguramos a resposta automática às mensagens compartilhadas do Twitter”.
Mas há a questão do layout do FriendFeed. Pessoalmente, se fico sem acessá-lo por um dia, a quantidade de informação assusta e o jeito é “pular” conteúdo. Buchheit concorda que é um “problema importante”.
“Estamos tentando melhorar. Há filtros para esconder múltiplas entradas do mesmo serviço e até escondê-las, se o usuário quiser. Mas haverá mudanças no futuro. Por exemplo, se você ficar uma semana sem acessar o FriendFeed, ele poderá mostrar o que aconteceu de mais interessante, em uma única página. Talvez uma linha do tempo, na qual você possa aproximar uma data importante”.
Buchheit convida os usuários a enviar suas sugestões, seja pelo e-mail de feedback, pela lista no Google Groups ou escrevendo um post ou comentário na sua página do FriendFeed.
Com a adição de novos serviços à lista de inscrições automáticas, o FriendFeed abre espaço para que os internautas descubram conteúdo de sites que não usam, reduzindo o monopólio do YouTube para vídeos ou do Flickr para fotos. Publicidade interessante para a concorrência.
“É uma introdução para serviços obscuros. Temos visto mais pessoas se inscrevendo em alguns dos sites cobertos pelo FriendFeed depois de ver seus amigos postando neles”.
Mas nada vem de graça, e hoje o FriendFeed não tem um modelo de negócios. A empresa tem um aporte de US$ 5 milhões e Buchheit diz que o objetivo é maturar o serviço, mas que “é preciso buscar um modelo para o longo prazo”.
“Há que testar muito para encontrar a melhor forma, mas acho que há um espaço interessante para publicidade, com a informação contextualizada. Não é o caso do amigo que manda um super poke a outro, mas sim o do usuário que compartilha os filmes e livros interessantes que está consumindo”.
Sem querer, ou nem tanto, o FriendFeed pode conseguir o que o Facebook tentou e fracassou com o Beacon, ao publicar as compras e interesses comerciais dos cadastrados sem seu consentimento. “É bom afirmar que os usuários escolhem exatamente o que querem publicar”, explicou o co-fundador.
Além do modelo de negócios, Buchheit comentou sobre as vantagens de desenvolver o produto em uma startup, na qual o risco é parte integrante da empresa e força a inovação.
“Sempre é possível criar produtos interessantes em grandes empresas, mas é mais divertido e fácil fazer numa pequena. As gigantes, como o Google, têm milhares de parceiros, questões de estratégia, política, e precisam tomar cuidado com o que lançam. Mesmo que criem algo por acidente, no dia seguinte estão na mídia em todo o mundo. Há que ter cuidado”.
Popularity: 2% [?]
19.03.08 7:07 | SITES, WEB | 2 Comentários »
Há duas semanas não se fala em outro serviço senão o Friendfeed. O site foi inaugurado oficialmente em fevereiro e já é considerado por muitos o novo Twitter, fazendo alusão ao fenômeno de microblogging que se destacou em 2007 e continua nos bookmarks e corações dos internautas.
O Friendfeed junta num único lugar os updates de vários serviços da web. Hoje são 28, incluindo o Flickr, Delicious, Digg, YouTube, Last.fm, RSS de sites em geral e o próprio Twitter. Em um feed de informação, seus amigos descobrem o que você está publicando internet afora.
Até aí, o sistema replica o que já é possível via agregadores de RSS, mas o Friendfeed tem uma opção que faz toda a diferença: permite que você comente cada item apresentado no histórico de publicação. Além disso, inaugurou a busca geral no site, facilitando encontrar conteúdo.
O Friendfeed é mais um passo na direção do Graal da web semântica, que alguns chamam de web 3.0. Nela, a informação é contextualizada e o usuário recebe apenas o que é relevante para si, filtrado e trabalhado em etapas anteriores e invisíveis ao internauta. O assunto é para um post futuro, mas envolve qualidade acima da quantidade oferecida hoje pelos mecanismos de busca. Entenda o Friendfeed como um lugar onde a busca por música ou futebol, por exemplo, oferecerá respostas “quentes”, de pessoas próximas e provavelmente sintonizadas com a sua realidade e rotina.
O potencial para o serviço é enorme. Imagine se um cliente de mensageiro eletrônico fosse agregado ao Friendfeed, para que os usuários integrassem os feeds dos cadastrados como tópicos de conversas, em tempo real. Ou se fosse possível encontrar respostas do Google sintonizadas com elementos do feed, numa mixagem encontrada em parte no Mahalo, o mecanismo de busca social.
Por enquanto, o Friendfeed apenas economiza tempo ao agregar a informação produzida por um internauta em várias fontes. Mas encanta o potencial do serviço, que já promete uma API para integração com outros sites e criação de softwares para acesso externo.
Popularity: 2% [?]