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Capa da New Yorker criada no iPhone

25.05.09 17:43 | APPLE, CELULAR, IPHONE | Comentar »

A edição de 1 de junho da revista norte-americana New Yorker foi criada inteiramente no iPhone, no software de desenho Brushes.

O ilustrador Jorge Colombo a desenhou em uma hora, em frente ao museu de cera Madame Tussaud, na Times Square, em Nova York. Além da portabilidade da criação, o profissional contou no blog da revista que desenhar no iPhone o permite mesclar com a multidão. “Os outros pensam que estou checando e-mail”.

A nova forma de ilustração também cria outras possibilidades inéditas. Com o software Brushes Viewer a criação é gravada, passo a passo, em um vídeo. Assim, o leitor conhece em detalhes o processo criativo de Colombo, reproduzido no vídeo abaixo.

Desenhar num smartphone não é exclusivo do iPhone e existe desde os PDAs. Mas a publicação da ilustração na capa da New Yorker é mais um sinal de que o celular da Apple é um fenômeno cultural, e populariza muitas funções, inéditas ou não. Com a App Store, esse buzz é a maior arma da empresa de Steve Jobs para manter a relevância do iPhone em meio à concorrência que mostra os dentes em aparelhos parecidos.

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Kindle DX é mais um passo para a extinção do papel

06.05.09 16:07 | HARDWARE | 1 Comentário »

“O Kindle está para o jornal como o Palm estava para o iPhone”, foi o comentário de um amigo ao ler o anúncio do Kindle DX, novo ebook reader da Amazon talhado para o consumo de jornais e páginas em A4.

Concordo, e por isso não me emociono com a apresentação do novo Kindle. Tem a legibilidade do papel, mas é caro, grande (por não ser flexível) e ainda sem as cores.

Mas é preciso respeitá-lo. A Amazon quer fazer com os textos o que a Apple fez com a música. Seu mercado ainda está longe da maturidade, mas começou na direção certa, ao oferecer transferência rápida e fácil do conteúdo, conforto para o consumo e oferta ampla.

Como os jornais, seus leitores ainda não decidiram o que será do futuro. Continuam apegados a um suporte que parece defasado em meio à facilidade do acesso online. Ao mesmo tempo, a internet não tem se mostrado ideal para consumir informação densa, em textos grandes, paginados. Do lado do mercado, a questão é mais séria: se os jornais buscam a web como salvação, descobrem que sua principal receita - a publicidade - não paga a conta no digital.

Como vantagem sobre a internet, o Kindle joga a conta do jornal para baixo, ao extinguir o papel e usar diagramação simples e baseada na edição impressa.

E não posso deixar de relacionar o lançamento do DX às surpresas que teremos em junho, na WWDC, evento de desenvolvedores da Apple. Além do novo iPhone, um rumor que esquenta é o do seu tablet de 10 polegadas, com tela sensível ao toque e integração com a App Store. Com funções de computador, visor colorido, leve e conteúdo farto seria um concorrente sério ao Kindle e às ambições da Amazon. 

 

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Blogs, mídia, mercado e a geladeirinha

04.07.08 16:24 | SITES, WEB | 8 Comentários »

frigde_futuro.vcQuem acompanha o Futuro.vc percebe que escrevo pouco sobre as questões que rodeiam a relação blogs-mídia-mercado. O motivo é simples: o exagero reina em todos os lados. É o blogueiro que se sente ameaçdo (!) pelo jornal/revista, é a imprensa que vê a luz apagar no fim do túnel, é o mercado que tenta aplicar métodos fatais de marketing aos blogs. Todos e ninguém têm razão.

As conversas incessantes sobre monetização de blogs, liberdade de expressão e independência permeiam a blogosfera. Ao mesmo tempo que busca ser reconhecida como fonte de informação, quer se manter distante do que a imprensa representa. Para os blogueiros, notícias boas e más. Há como se afastar do pior que o jornalismo pode representar, mas as forças que causam e mantém esse mal são as mesmas que afetam a blogosfera.

Antes de prosseguir, um adendo. Tenho uma certa tranquilidade para escrever sobre o assunto por ter estado sete anos dentro de um jornal, cobrindo tecnologia como repórter e editor, e ter começado a blogar na intersecção com um novo horizonte profissional, hoje longe da redação.

A última fonte de polêmica é a campanha da Coca-Cola com a blogosfera, que inclui o envio de uma geladeirinha USB para promover o lançamento de um isotônico. Muito se escreveu sobre o assunto e um bom resumo, com opinião, está aqui.

O temor é de que o blogueiro seja influenciado a escrever sobre o produto, possivelmente bem, depois de saborear a bebida e guardar a geladeirinha como o novo e indispensável item para sua rotina. Como o Cardoso sugeriu, o periférico é barato para um blogueiro, mas garanto que há blogueiros bem baratinhos…

O mesmo acontece com os jornalistas. Testemunhei muitas coisas nesses anos, do lado do mercado e da imprensa. Produtos distribuídos no atacado, alguns devolvidos, outros guardados. Convites, convites e mais convites, muitos aceitos. Mas o caminho é longo até a transformação em uma extensão da assessoria de imprensa.

O problema é que nem todos têm a gana pela independência, por escrever sobre qualquer assunto com a tranquilidade de deitar a cabeça no travesseiro sem rabo preso. Por outro lado, numa publicação, o rabo preso pode vir de tabela, na conhecida “reco” que tem que ser feita, da melhor forma, para manter os interesses da instituição.

A “verdade” não existe. A busca por ela é o que importa. Quando você escolhe um assunto para blogar está sendo parcial, seletivo. E é bom que seja assim. São essas escolhas que definem a linha do seu produto e a sua opinião - bem mais do que na imprensa - é que marcará a trajetória do seu blog.

Certas agências e empresas já reconhecem o poder da blogosfera na formação da opinião de um público pequeno, mas influente. Muitos early adopters, que disseminam seu gosto em cascata, usam os blogs como fonte primária de informação. Mas essas mesmas agências e empresas sabem que os blogueiros são influenciáveis em potencial. Não têm uma empresa por trás, com seu código de conduta e poder de demissão por justa causa. Nessas horas, o presente do celular com câmera digital, espelhinho e GPS pode fazer diferença. Ao mesmo tempo, é a falta desta empresa que gera a indpendência benéfica.

Por isso, blogue à vontade. Quer aceitar sua geladeirinha? Faça isso. Quer aceitar o celular destruindo o seu atual? Faça isso. Depois de dar o enter é a qualidade do seu post que vai fazer a diferença.

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Twitter, a imprensa e a marola coletiva

14.05.08 23:06 | SITES, WEB | Comentar »

type.jpgTenho acompanhado com curiosidade o desempenho do Twitter ao longo dos últimos meses. Nesse tempo passei a reconhecer valor no serviço além do exercício de ciberegolatria fácil de intuir no primeiro olhar.

Ao ler um dos posts de hoje do Webware fui impelido a comentá-lo no blog. O site cita uma matéria da AFP que coloca a imprensa em risco ao compará-la com a velocidade dos twitts referentes ao recente terremoto na China.

Sim, é bacana. Sim, adoro o Twitter. Mas calma. A vantagem do serviço sobre a imprensa ‘tradicional’, incluindo a online, é a rapidez. De resto, toma uma surra.

A comparação feita pela AFP coloca definitivamente o Twitter na categoria de microblogging, já que é uma análise que caberia bem ao falar de blogs.

A principal diferença entre a imprensa e a blogosfera é o “compromisso” com a checagem de fatos, fontes e com um relato imparcial. As aspas não são por acaso e afagam o coração dos blogueiros mais inflamados.

Não espere isso no Twitter. Mas além dos relatos do resfriado que chegou, da pizza que está atrasando ou do show bacana de ontem à noite há a marola coletiva de twitts sobre grandes acontecimentos públicos. E é nessa que o serviço brilha.

Um olhar cuidado extrai a sensação coletiva sobre um determnado evento, como o terremoto. Nessa hora brilha a decisão do Twitter de abrir sua API e com isso fazer 70% ou mais do seu uso vir de outros lugares, fora do site, como os celulares. Em aplicativos simples, leves, o usuário publica de qualquer lugar, rapidamente. A API ainda permite os mashups, adicionando, por exemplo, o georeferenciamento do twit ao Google Maps. E isso não tem preço.

Por isso, continue twittando. Se você tem um blog, cuide-se para que o Twitter não tire a sua vontade de postar textos maiores, cuidados, pensados. Defina bem quem você segue no serviço para criar um feed de qualidade. Mas, se preferir, mergulhe na ciberegolatria com vontade - não há lugar melhor para experimentar isso hoje.

Para a AFP, sobra o recado. Melhor se preocupar com a blogosfera, que traz risco bem maior.

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