O grupo de licenciamento do padrão de áudio e vídeo digitais HDMI ofereceu os detalhes da nova versão, 1.4, que promete facilitar ainda mais a conexão entre eletrônicos de consumo.
O formato contará com uma conexão de dados, chamada HEC (HDMI Ethernet Channel), para a troca de informações em até 100 Mbps entre aparelhos. Com isso, seu televisor do futuro estará ligado à internet apenas pelo cabo que hoje fornece imagem e som.
A 1.4 também terá um canal reverso de som, o ARC (Audio Return Channel) para eliminar a necessidade de cabos ópticos no caso de áudio com compressão. O futuro HDMI suportará resoluções de 4K, ou 4096 x 2160 pixels.
No padrão anunciado também está a criação do plug menor que foi personagem de um post no começo da semana e que levará o HDMI aos gadgets, como câmeras digitais, filmadoras e celulares.
Você comprou seu celular? Paga direitinho a conta, todo mês? Um dia leu no Futuro.vc que o aplicativo do Skype para iPhone chegou à App Store. “Finalmente”, pensou, enquanto correu para a loja virtual para o esperado download gratuito. Mas logo descobriu que ele não podia ser baixado ou usado na rede de pontos Wi-Fi da sua operadora.
Essa é a realidade que a T-Mobile, operadora alemã do iPhone, quer para o país. A justificativa oficial é de que o uso do software de telefonia VoIP vai prejudicar a estabilidade da rede por causa da taxa alta de transferência de dados e porque o software “não funciona bem”. Há três dias disponível para download, foi testado com louvor por este blog e vários outros sites.
A guerra do VoIP entra em mais um ato. O iPhone não é o celular mais vendido do mercado, mas sua popularidade é suficiente para tornar a chegada do Skype à plataforma um acontecimento maior que o fato em si. A Nokia também enfrenta problema parecido com seu N97 no Reino Unido, mantendo a tendência do mercado até agora. Não é por acaso que o Skype no celular da Apple funciona apenas em redes Wi-Fi, dispensando a 3G.
Até agora os fabricantes se mostravam alinhados com as operadoras, mas os últimos movimentos demonstram que algo está mudando. Ganha o consumidor, mas a briga promete.
A ameaça eletrônica mais famosa dos últimos anos continua operando em silêncio. O Conficker (também conhecido como Downadup) teve sua primeira versão lançada em novembro do ano passado e tinha marcado em seu código a data de hoje para comunicação com uma lista de servidores. Isso está acontecendo, mas nenhuma ação maléfica foi disparada com a conversa.
O Conficker é um worm, software malicioso que infecta computadores e aguarda comandos para entrar em ação, seja de outro computador conectado à internet ou controles já existentes no seu código e que dependem de uma data ou ação do usuário para serem ativados. Os micros infectados formam a chamada botnet, rede de computadores zumbis que é controlada por um terceiro, e à distância.
O Conficker explora uma vulnerabilidade no serviço de Windows Server do sistema operacional e adota a função de compartilhamento de arquivos e a autoexecução de pen drives espetados no computador para se espalhar numa rede. Como muitos usuários dispensam os updates do Windows, o Conficker continuou a se espalhar. Ontem, a equipe de segurança X-force, da IBM, divulgou que 14% das infecções do worm estão na América Latina. A maioria é na Ásia. As estimativas da botnet variam entre dois e 12 milhões de micros.
Qual é o potencial dessa rede zumbi? Ninguém sabe. Ela pode lançar ataques de negação de serviço a grandes sites, derrubando-os da web, enviar milhões de spam internet afora ou até capturar dados pessoais guardados nos computadores pessoais para uso por terceiros, com a pior das intenções.
O fato do Conficker não ter lançado o armageddon cibernético hoje não é motivo para continuar com seu micro infectado. Baixe as ferramentas de limpeza das empresas de antivírus para retirá-lo do seu sistema, mas se o worm já estiver habitando seu PC você não conseguirá acessar esses sites. Nesse caso, use um computador limpo para fazer o download e copie os arquivos para um pen drive.
Se você está livre do Conficker, tenha certeza de ter instalado o patch de segurança da Microsoft MS08-067 e a atualização de fevereiro. É importante também desabilitar a autoexecução de discos removíveis do Windows, seguindo os passos desse post do time de segurança da Microsoft Brasil.
No primeiro dia de abril, um worm que infectou milhares de computadores ao redor do mundo buscará comunicação com seu criador - e ninguém sabe o que vai acontecer. O Conficker é considerado uma ameaça virtual de nova geração, com poder de se atualizar e conversar apenas com quem foi programado.
Um worm é um pequeno programa de computador feito para invadir computadores a partir de sites maliciosos, e-mails, pen drives e outros dispositivos de amazenamento de memória. Depois de instalado, fica escondido e silencioso até atuar por programação prévia ou comando externo.
O segundo caso é o do Conficker. Sua primeira versão é de novembro, ainda com pouca virulência. A segunda, do mês seguinte, foi difundida com sucesso, usando redes corporativas para se espalhar e tecnologia peer-to-peer. E ainda desabilita o Windows Update e softwares de segurança para não ser achada ou deletada.
Em março chegou a edição C, na verdade uma atualização remota da anterior. Aprimora o mecanismo de esconderijo, o p2p e aumenta consideravelmente o número de servidores que podem enviar comandos para o Conficker - o próximo contato está agendado para 1º de abril. A Microsoft oferece, desde fevereiro, US$ 250 mil como recompensa para quem tenha informações que ajudem a prender o responsável pelo Conficker.
Muitos analistas imaginam que está montado o cenário para uma hecatombe no ciberespaço. Com 50 mil potenciais fontes de controle do worm, não há como cortar o mal pela raiz. Por outro lado, quem já o tem instalado só consegue retirá-lo com sucesso usando ferramentas desenhadas para ele, como as soluções da Symantec.
Pode ser que 1º de abril chegue e a tragédia não aconteça. Uma comunicação para mais uma atualização, ou apenas checagem do status da rede zumbi de micros, ou botnet. Mas Conficker tem o potencial para derrubar grandes sites, coletar informações privadas dos usuários dos computadores infectados para revenda e criação de muitos spams.
Mais perigosa que a ameaça eletrônica é a insistência de alguns usuários de manterem seus micros conectados à internet, mas com sistemas operacionais desatualizados. Quando o Conficker chegou ao mercado, em novembro, explorava uma falha no Windows que havia sido corrigida no mês anterior. Qualquer micro em dia com os updates está livre da invasão.
***Update***
1º de abril chegou e o Conficker se comunicou com os servidores, mas não realizou qualquer outra ação maléfica. Conheça mais detalhes de como se proteger e limpar seu computador.
Você gosta de games? Se usa o PC para jogar, está acostumado a fazer upgrades frequentes, e caros, na máquina para acompanhar a evolução técnica dos títulos. Se joga em consoles, investe centenas de reais em títulos para um videogame que em algum momento se tornará obsoleto.
A OnLive pretende mudar a forma de consumir a diversão eletrônica. Com ela, o poder de processamento ficará nos servidores da empresa e a experiência dos games chegará ao usuário pela internet. Milhares de jogos estarão em andamento nos servidores e um set-top box os levará ao seu televisor.
No centro da proposta estão algoritmos que comprimem os dados processados nas centrais antes de enviá-los ao consumidor. Para a experiência em definição padrão é preciso ter uma conexão de 2 Mb/s, e em alta definição, 5 Mb/s. Na demonstração feita para a VentureBeat, games pesados como Crysis rodaram sem problemas remotamente. Em algumas horas, o Game Developers Conference, em São Francisco, terá a OnLive funcionando com 16 títulos, na maior apresentação em sete anos de desenvolvimento.
O modelo de comércio de games também muda. Em vez de comprar títulos, os jogadores alugarão os games ou farão assinaturas dos serviços. Os distribuidores, por sua vez, conseguirão atualizar os títulos com facilidade e até modificar seus graus de dificuldade de acordo com o relatório das sessões passadas de jogo. Grandes empresas já estão na OnLive: Electronic Arts, UbiSoft, Take Two, Epic Games. Também estão previstas as funções sociais, como amigos, formações de grupos, assistir às partidas de terceiros.
A idéia não é nova, mas é a compressão de dados em até 200 vezes garantida pela OnLive que torna real a possibilidade de consumir o alto processamento dos games à distância. Basta usar um micro com Windows, OS X ou a caixa simples MicroConsole da empresa para se divertir com mais jogos que você poderia ter para seu console atual.
Assista abaixo à demonstração da interface da OnLive e a uma entrevista em duas partes com Steve Perlman, presidente da empresa.
O Kwyno é um projeto capitaneado pelo brasileiro Raphael Caixeta e entrou hoje no seu beta fechado, com convites exclusivos para os leitores do Futuro.vc. Segue a linha de outros lançadores de comandos, como o Quicksilver e o Ubiquity.
O serviço permite que o usuário acesse fontes de informação a partir de comandos de texto. Nada melhor se considerarmos que a web é O sistema operacional do século 21. Digitando “check news”, por exemplo, o internauta tem as últimas notícias da CNN. Com “image”, “book” e “search”, seguidos do conteúdo desejado, surgem as respostas de busca. “Twitter” garante a postagem no serviço de mensagens, depois da configuração do seu username e senha.
O Kwyno tem bots para AIM e Yahoo que permitem a entrada dos comandos diretamente dos mensageiros instantâneos e há a promessa de inclusão de mais opções ao longo do tempo.
Raphael e o Futuro.vc oferecem 50 convites para o beta fechado. Para participar, acesse o link especial e preencha seus dados!
Desde ontem sua caixa de e-mail está mais limpa. Com o fechamento de um provedor, a taxa mundial de envio de spam caiu 75%, na segunda redução drástica na história da internet.
O McColo, situado na Califórnia, foi investigado e fechado por trabalhar com spammers. O provedor não enviava o spam, mas controlava o trabalho feito por botnets e outros serviços menores espalhados pelo mundo. Com a instalação de softwares maliciosos por download ou e-mail e acesso a páginas web suspeitas, o usuário pode vir a hospedar em seu micro programas que enviam spam. O processo é feito pela criação de redes de computadores zumbis que distribuem o envio das mensagens indesejadas usando a conexão dos seus proprietários.
Observe o gráfico semanal do Spamcop para ver a queda brutal no tráfego do spam. Igual a essa, só em setembro, quando outro provedor, Atrivo, também foi fechado. Mas a alegria durou apenas alguns dias.
De acordo com a investigação do Washington Post vai levar cerca de uma semana para que os spammers encontrem uma nova toca para esconderem seu comando. Enquanto isso, aproveite.