Em vez de procurar os fabricantes de TVs, a Adobe foi direto na origem - os criadores dos chips que controlam os aparelhos - para atacar o mercado da televisão.
Broadcom, Intel, NXP e STMicroelectronics lançarão seus primeiros chips com Flash embutido a partir do ano que vem. O acordo não inclui o uso em televisores da Sony ou Samsung, que já adotam a plataforma de widgets do Yahoo.
Com as soluções e uma conexão à internet, o usuário tem na tela da TV acesso à funções específicas como previsão do tempo, notícias, trailers de cinema e um navegador web completo.
Mas o pulo do gato está na oferta de IPTV a partir do Flash ou dos widgets. A mesma experiência que você tem ao assistir a vídeos no YouTube ou no Hulu pode existir na TV, a partir do controle-remoto do aparelho. Sem grandes configurações, o usuário assina canais de conteúdo para recebê-los com poucos cliques.
E se os vídeos em alta definição já são realidade na web, levá-los para a televisão com facilidade cria um desafio para a TV digital. O clima é descrito na última frase do demonstrador dos widgets do Yahoo, no vídeo da BBC. “A experiência é complementar à da televisão”. Hoje, sim, mas no futuro a relação pode ser outra.
Por ADSL (Velox) ou fibra óptica, os cariocas começarão a testar a televisão pela internet da operadora de telefonia Oi a partir do ano que vem. A novidade chega em boa hora para cativar os consumidores antes da TV digital, que só deve aparecer na cidade meses depois.
A televisão pela internet, conhecida como IPTV, chega para preencher um espaço único no cenário brasileiro. A TV digital demorará a pegar, pela expansão lenta da transmissão a todas as cidades e pelo custo do conversor, necessário para receber o sinal. A TV a cabo, por sua vez, ainda tem baixa penetração pelo custo da mensalidade. Sobra a TV aberta convencional, que será campeã de audiência até que seja totalmente digitalizada.
Nenhuma delas tem as qualidades da IPTV, como a possibilidade de transmitir um número infinito de canais e programação personalizada. Não há as restrições do meio de transmissão, seja cabo ou ar. Na internet vale tudo, inclusive o sonhado vídeo sob demanda - o consumidor compra apenas o que quer ver, a partir de um cardápio de amostras. Imagine o modelo da loja virtual de músicas, na qual é possível ouvir 30 segundos de qualquer canção antes de decidir pela compra, aplicado à TV.
Inicialmente, a Oi prepara 200 títulos para oferta, de fornecedores como Warner, Sony e Fox. Os primeiros bairros a receber o sistema serão os que já tem banda larga de 8 Mb/s, como Leblon e Ipanema. A velocidade satisfaz para a transmissão com alguma qualidade de imagem e som. Ela não é a mesma da TV digital, mas cabe a pergunta: será que é isso que o usuário quer? Na era do YouTube, o consumo rápido de conteúdo farto e facilmente encontrável parece importar mais do que a fidelidade audiovisual. E é essa a vantagem da IPTV, já demonstrada em serviços como o Joost, com um mecanismo de busca e ferramentas para montagem de canais personalizados.
Outro ponto forte da IPTV é a interatividade. Claro, a TV digital também promete tê-la, mas depende do famigerado canal de retorno - alguma conexão com a internet para o envio de dados pelo telespectador. Ele pode ser via celular, modem discado, banda larga, WiMax, mas tem que existir. O canal de retorno é intrínseco à tecnologia da IPTV, naturalmente mais rápido que o da TV digital, e mais um ponto a seu favor.
Não confunda IPTV com televisão pelo computador. Da mesma forma que a TV digital precisa de um conversor para funcionar, o modem que hoje traz a banda larga de Velox, Virtua ou Speedy pode traduzir os bits em imagem e som, levados ao televisor por um conjunto de cabos.
Por isso, arrisco a futurologia. Quando a TV digital estiver sendo usada em todo o Brasil como a analógica atual, Estados Unidos, Europa e Ásia já a terão abandonado pela IPTV, com a mesma qualidade de imagem e som que a banda larga de 15 Mb/s ou 20 Mb/s oferecem. Nessa hora, quem tiver apostado na televisão pela internet estará numa bela posição para assumir a liderança em um novo capítulo da mídia mais popular da história.
Sem fazer barulho, o Joost lançou a versão 1.0 beta do software de IPTV mais badalado do mercado. A interface ganhou um cinza com transparência e a maior mudança aconteceu na seleção de canais, embora pareça inacabada.
A exibição do conteúdo disponível no software troca o nome Channel Guide por Explore e facilita a descoberta dos canais, cada vez mais variados. Eles estão separados por temas, por popularidade e pela personalização feita ao separá-los na sua lista. No entanto, não fica claro como isso pode ser feito a partir de agora.
Cada canal do Explore tem ícones para acessar informações escritas, a lista de programação e para execução rápida. Todos, como os programas em si, ganharam links para o navegador web, que abrem o Joost e o conteúdo em questão.
Outro componente interessante é a publicidade. É comum encontrar, durante a exibição de um programa, imagens no canto inferior direito da interface que ao serem clicadas disparam anúncios no centro da tela. Muitos deles chamam para conteúdo no próprio Joost.
O Joost continua em beta fechado, mas os convites são ilimitados para quem tem acesso ao software. Para ser convidado, basta deixar um comentário no post.
A Microsoft anunciou o lançamento da internet TV para o Media Center do Windows Vista, presente nas edições Home Premium e Ultimate do sistema operacional.
A partir de amanhã, mais de 100 horas de programação estarão disponíveis de graça para os usuários, com conteúdo vindo do site MSN Video e que inclui episódios inteiros de séries, shows completos, trailers de filmes, notícias da MSNBC e da FOX Sports.
Dependendo das ambições da Microsoft com o produto, sua internet TV pode se tornar uma concorrente à altura do Joost, DNAStream e outras iniciativas recentes e populares. O fato de o Media Center já vir instalado no Vista é um passo importante para sua popularização, como aconteceu com o Internet Explorer e Media Player, para o desespero dos rivais e dos órgãos de controle de monopólios.
O conteúdo, que terá anúncios, só está disponível para usuários norte-americanos, por questões de direito autoral. Dependendo do seu grau de conhecimento técnico, é possível tentar “enganar” o computador para convencê-lo de que está na terra do Tio Sam e acessar o conteúdo. É esperar que a Microsoft faça o mesmo no Brasil, com programação local.
Além da internet TV, a Microsoft também apresentou set-top boxes de parceiros como Linksys e D-Link para a transmissão e gravação de conteúdo na TV, inclusive em formatos até agora “banidos”, como o Divx.
Conforme já havia sugerido, a Apple revelou o suporte do iPhone e da Apple TV ao YouTube.
O acesso ao site de vídeos será feito por um aplicativo criado pela Apple e com suporte a interface sensível ao toque. O usuário arrasta o dedo sobre a tela e aperta duas vezes para executar os filmes, na vertical ou horizontal, dependendo da posição do celular.
O software desfrutará da conversão dos filmes pelo Google para o padrão H.264, que atinge uma compressão melhor para a transmissão pelo ar. Até o lançamento do iPhone a empresa espera ter convertido 10 mil vídeos, aumentando o número a cada semana.
Tenho minhas dúvidas sobre o bom funcionamento na rede GSM/Edge. Em Wi-Fi, no entanto, o acesso promete. Para conferir o novo aplicativo em ação assista à demo no site da Apple. Falta nove dias para o iPhone chegar às lojas americanas.
A Apple também liberou para download o update para a Apple TV que abre um menu do YouTube no set-top box. Agora, usuários do aparelho podem navegar no site, buscar por vídeos e até salvá-los em sua conta, acessada pela própria Apple TV.
A revolução chega a passos largos. Depois de apresentar um belo sistema de IPTV em Macs e PCs com Windows, e melhorar a qualidade da prorgamação com a entrada de grandes players do mercado, o Joost eliminará a grande barreira para sua utlização em massa: ter que assisti-lo no PC. É claro que quem conhece um pouco mais de tecnologia não tem dificuldade para enviar o sinal do software à TV, mas para se popularizar, o Joost tem que tornar esse processo transparente.
“Em um ano, muitos consumidores usarão o Joost como sua plataforma principal de entretenimento”, promete David Clark, vice-presidente de marketing global da empresa.
O prazo pode ser exagerado, mas tratando-se de um produto da dupla Niklas Zennstrom e Janus Friis, os mesmos criadores do Skype e Kazaa, há a certeza de que o Joost tem que ser levado a sério.
O Joost ainda está em beta e disponível apenas por convites. Se quiser um, deixe um comentário!