É um marco para a indústria fonográfica. A Atlantic Records divulgou que é o primeiro selo a faturar mais com a música em formato digital que o analógico. A empresa é parte da gravadora Warner e atribui 51% do seu faturamento às vendas de músicas no iTunes, ringtones e outros formatos.
O resultado da Atlantic está à frente de todo o mercado, que chega no máximo a 2/3 das vendas com o digital. A empresa diz ter descoberto o segredo - usar dezenas de formas diferentes para vender seu conteúdo.
O certo seria imaginar que a variedade de suportes para uma música, como ringtones, ringbacks, venda de faixas, aluguel em assinaturas, seria receita certa para aumentar o faturamento da empresa. Mas o mercado está em queda clara, como mostra o New York Times. E isso no mercado norte-americano, onde a pirataria tem sido combatida pela indústria e não é forte na cultura dos cidadãos.
A solução para o aumento, ou manutenção, da receita está na exploração de outras fontes, como turnês e memorabilia dos artistas. E se o mercado está caindo, por outro lado as gravadoras não precisam investir a mesma bolada em publicidade. Com bom conteúdo, redes sociais, blogs e fóruns fazem grande parte do papel.
a indústria fonográfica pode faturar ainda mais ao soltar as amarras que ainda proibem (mas não impedem) a criação de remixes, mashups e outras combinações que propagam o conteúdo e o mantém em evidência.
A declaração da Atlantic é histórica e serve como referência para outros mercados que ainda arranham a distribuição digital, como a literatura, cinema e televisão.
Um professor norte-americano descobriu, por acaso, um lado negro dos novos notebooks da Apple. Ao tentar reproduzir Hellboy 2 num projetor com entrada VGA, foi impedido por uma mensagem que o alertou para a exibição em telas não autorizadas.
Com isso foi descoberto que o mecanismo de proteção HDCP existe em alguns filmes da iTunes Store e nos novos MacBooks. Ele libera a reprodução apenas nos suportes compatíveis, com o objetivo de impedir a gravação do conteúdo a partir da saída de vídeo do computador. A tecnologia também é compatível com filmes em DVD e de outras lojas na internet.
A novidade está ligada à mudança da porta de vídeo miniDVI para a Display Port, padrão aberto que foi apresentado com os laptops e festejada pela Apple por ser mais portátil e consumir menos energia. Mas o detalhe do HDCP não foi mencionado…
O problema também foi reportado com o filme Um sonho de liberdade, mas nenhuma das séries vendidas na loja virtual apresentaram o bloqueio. O importante é que os MacBooks são preparados para o HDCP - sem aviso prévio da Apple. Com isso, seu televisor ou projetor pode não funcionar com o conteúdo adquirido oficialmente e reproduzido pelos micros.
A história recente mostra que as proteções contra cópia e perseguição dos usuários que baixam conteúdo, principalmente músicas, não funcionam para reduzir a pirataria. Hollywood sente os efeitos do download não autorizado mais tarde, por causa dos arquivos maiores, mas parece andar sob as mesmas pegadas da indústria fonográfica. E ninguém precisa de binóculo para saber que elas levam para o abismo.
Até agora, para garantir o desbloqueio do seu iPhone, o usuário tinha que se preocupar apenas com a atualização do firmware e do iTunes. Mas os novos MacBooks de alumínio colocam outro problema no processo.
Vários usuários publicaram na internet seus fracassos com o destravamento do iPhone nos novos notebooks da Apple. O erro acontece pela falta de detecção do celular no modo DFU, usado para iniciar os procedimentos de serviço e restaurar o firmware. No MacBook novo, o DFU não é identificado e por isso não há reconhecimento do aparelho.
Acredita-se que o problema seja relacionado a alguma característica do iTunes que roda no laptop. Relatos indicam que o mesmo aconetece no MacBook Pro novo. Por isso, para destravar o celular é preciso acessar o Windows no micro ou usar um segundo computador.
A bag of hurt foi a expressão usada por Steve Jobs para descrever o problema que significa a adoção do Blu-ray como padrão para os drives ópticos da empresa. O formato da Sony foi o vencedor na briga com o HD-DVD, mas isso não significou o fim dos seus problemas.
O Blu-ray nos MacBooks seria endossar o novo formato, principalmente porque a linha Pro é querida pelos profissionais de vídeo. Jobs citou problemas de licenciamento para a decisão, mas pessoalmente a medida é política. Nessa área seria importante a gravação da mídia, mas há o outro lado, também importante.
A Apple tem apostado na distribuição eletrônica de áudio e vídeo na iTunes Store e usa iPods, iPhones e Macs como hubs para a veiculação do conteúdo. Mas a tela que interessa, do televisor, é atendida pela Apple TV, set-top box da empresa.
Nesse cenário o Blu-ray não interessa à Apple. A longa briga com o HD-DVD fez com que a Sony, patrona do formato, perdesse o melhor timing para levar o padrão ao mercado como o sucessor natural do DVD. Ao mesmo tempo, os países do Norte viram a distribuição digital evoluir e se popularizar - sem a mesma qualidade que o Blu-ray, mas com a facilidade do download em casa e da oferta cada vez maior.
Com o lançamento do MacBook e MacBook Pro, a Apple ficou sem opções visíveis para o lançamento da MacWorld, a maior conferência da empresa no ano, que acontece em janeiro. Por isso, as atenções recaem para produtos inéditos e, entre eles, um televisor da Apple.
A suspeita não é recente, mas foi recuperada pelo empresário Jason Calacanis e a CNet. Na prática, será uma TV de alta definição com a Apple TV embutida. A conexão com ou sem fio levará conteúdo anexado ou baixado/comprado no iTunes, como músicas, filmes e séries, além de fotos do Flickr e vídeos do YouTube.
Do controle-remoto o usuário escolhe e gerencia seus vídeos, baixados diretamente para o HD embutido ou para o computador em rede. O sistema embutido descarta as ligações extras e receio de comprar mais um eletrônico para quem tem pouca habilidade com a tecnologia.
A verdadeira Apple TV é boa candidata à MacWorld e mais uma força contra a predominância das mídias físicas para a distribuição de filmes e músicas. E, de quebra, ameaça também a TV digital se adotar a televisão pela internet (IPTV) como mais uma opção de transmissão.
Aproveite a leitura e responda à primeira enquete do Futuro.vc sobre o uso do televisor para assistir aos filmes baixados da internet!
Conforme previsto, a Apple liberou há pouco para download o firmware 2.1 do iPhone. Grande parte das mudanças visa resolver bugs e reclamações dos usuários - principalmente da versão 3G.
Há correções para o nível da conexão com as redes de terceira geração, consumo excessivo de bateria e queda nas ligações de voz. Há também aumento do desempenho dos softwares de contatos, torpedos e da instalação de aplicativos da App Store. Numa adição interessante, o usuário passa a ter mais alertas de um torpedo não lido.
Se as promessas forem cumpridas, a versão 2.1 também reduzirá radicalmente o tempo de sincronização do celular com o computador.
O novo firmware apresenta o sistema Genius, de criação de listas de músicas a partir da escolha de uma canção armazenada no celular e que é a principal novidade do iTunes 8.
Como qualquer nova atualização do iPhone, usuários do aparelho desbloqueado devem esperar até que as soluções de destravamento, como a Pwnage, sejam modificadas. A instalação do firmware 2.1 num iPhone em uso no Brasil pode inviabilizá-lo como celular.
A Apple encara um desafio. Como manter seus tocadores multimídia iPod num mercado em que a convergência do consumo móvel caminha para o celular? O lançamento do iPhone, no ano passado, sacramentou o que a concorrência já fazia há anos com seus celulares. À Apple restou dizer que seu produto era “o melhor iPod já feito”.
Hoje, Steve Jobs mostrou o primeiro grande update desde o lançamento global do iPhone 3G, tentando posicionar os iPods longe do seu celular. A missão é torná-los relevantes - pelo menos até a chegada inevitável de um suposto “iPhone Nano”, mais barato e menor que o atual.
Celulares e tocadores da Apple têm algo em comum: a sincronização via iTunes. O software da Apple recebeu a versão 8, que acrescenta o modo de visualização dos discos em grade, ou grid. A rapidez que oferece para navegar na sua coleção sugere que se tornará o mais popular a partir de agora. Lembra a disposição das imagens no iPhoto, já que agrupa álbuns por artista, gênero ou compositor, permitindo passear entre eles com o cursor do mouse. Dois cliques em um item levam o usuário aos níveis internos de organização, até chegar às músicas.
Mas o iTunes 8 será lembrado por ter introduzido a Genius. Ao marcar uma canção e escolher a ferramenta, o programa sugerirá músicas parecidas com a primeira, em listas com 25, 50, ou 100 itens. A função exige uma conta com a iTunes Store e o aceite do contrato de uso, que permite ao iTunes subir para um servidor informações das músicas e do seu uso sem identificar o proprietário. A combinação dos dados - número de reproduções, nomes, notas, playlists - dos milhões de usuários do programa gera a inteligência coletiva que fornece os resultados bem interessantes da Genius. As listas criadas podem ser salvas e refeitas com um clique do mouse.
O rei da festa foi o iPod Nano, o mais vendido da família e que ganha nova versão um ano depois da chegada do primeiro modelo com suporte a vídeo, carinhosamente apelidado de Danny DeVito. O tocador, em 8 GB e 16 GB, volta a ter o formato retangular, mais fino que todos os anteriores e com tela de duas polegadas em alta resolução.
O Nano herda o acelerômetro do iTouch e do iPhone para detectar a orientação do aparelho e modificar a apresentação da interface. Deitado, entra em modo CoverFlow e inclina fotos para melhor visualização. O visor mais extenso contribui para a riqueza de detalhes na vertical, com a exibição das capas de discos ao lado dos seus nomes. O acelerômetro também habilita a função de shuffle ao sacudir o Nano, como já acontece em alguns celulares da Sony Ericsson.
A nova versão do tocador chega ao mercado brasileiro até o fim de outubro em oito cores diferentes - a vermelha, da iniciativa (RED), não será vendida aqui. Os preços recomendados são R$ 549 (8 GB) e R$ 699 (16 GB).
A Apple também apresentou o iPod Classic de 120 GB, com as mesmas dimensões do modelo de 80 GB, que como o de 160 GB sai do mercado. O novo Classic custará R$ 899 no Brasil.
Como previsto, o iPod Touch ganhou seu redesenho, corrigindo os principais erros de design que macularam o primeiro modelo. Traz botões físicos de volume, é mais fino e arredondado que o anterior, tem compatibilidade com o sistema Nike + iPod sem o conector externo, alto-falante e microfone embutido. Ele funciona com um dos dois fones de ouvido lançados que contam com controle de avanço e retrocesso de canções, pausa, reprodução e microfone embutido. O iTouch, em versões de 8 GB, 16 GB e 32 GB, ainda não têm data ou preço para o Brasil.
O Touch também ganhou o firmware 2.1, com mudanças na interface e suporte para a Genius - também presente no Nano e Classic. Para quem comprou a versão 2.0, o upgrade é gratuito. O resto tem que pagar os habituais US$ 9,95 e enfrentar os problemas de atualização no Brasil. O firmware chega no fim da semana ao iPhone.
Mas a Apple também trata bem o país. Com o lançamento de hoje baixou o preço de todos os iPods vendidos aqui, com exceção do Shuffle. Confira os novos preços:
iPod Nano antigo * R$ 489 (4 GB) e R$ 549 (8 GB)
iPod Classic antigo * R$ 749 (80 GB) e R$ 1.149 (160 GB)
A Apple confirmou que o britânico Kane Kramer inventou o iPod - em 1979. Os desenhos do inventor são impressionantes e lembram em muito o que chegou ao mercado 30 anos depois. Tudo está lá e na posição certa, da tela aos comandos, passando pela posição da entrada de fone de ouvido.
Kramer chegou a construir seu aparelho, chamado IXI, que guardava 3,5 minutos de música. Montou uma empresa para explorar a idéia comercialmente, mas não conseguiu renovar a patente em 1988. Pela falta de 60 mil libras, sua invenção caiu em domínio público.
O reconhecimento começou por um motivo prático. O depoimento de Kramer foi usado num processo com a Burst, que queria reconhecimento pelo uso de patentes suas no iPod. O inventor ganhou pela “consultoria” e agora foi procurado pela Apple para receber pelo seu papel na criação da invenção do tocador multimídia mais vendido no mundo.
A notícia vem à tona um dia antes do evento Let’s Rock, que será baseado na atualização da família iPod. Espera-se o novo iPod Nano, com tela adaptada para as dimensões dos vídeos em alta definição da iTunes Store, e uma atualização do iPod Touch. O software iTunes pode ganhar sua versão 8, com sugestão automática de músicas com a tecnologia Genius. E ainda podemos ver o firmware 2.1 do iPhone e iPod Touch, com funções inéditas até dos desenvolvedores que trabalham com as versões beta do software.