microblogging
03.10.08 15:34 | SITES, WEB | Comentar »
Depois do sucesso da primeira entrevista com Vitor Lourenço, o designer paulista responsável pela repaginação do Twitter e do Futuro.vc, enviei mais algumas perguntas sobre tópicos mais abrangentes e relevantes.
Microblogging, portabilidade de dados e e simplicidade do serviço são alguns dos temas. Dias depois do primeiro papo, o Twitter lançou a primeira iniciativa para agrupar e apresentar um assunto discutido na rede. O alvo inicial é a eleição presidencial norte-americana, com a filtragem de palavras-chave e hashtags - os temas acompanhados pelo símbolo # que funcionam como tags e são usados para a busca.
O que você acha do fenômeno do microblogging?
Eu não tenho mais tempo para acompanhar os meus feeds no Google Reader. Com tantos blogs e posts ficou difícil se manter atualizado. Ao mesmo tempo, seguir quem posta comentários resumidos no Twitter é bem mais agradável. Os 140 caractéres forçam a mantér o foco e ser objetivo. O fenômeno tende a crescer, uma vez que o nível de engajamento necessário para começar a participar é muito menor do que o requerido para um blog. Outra coisa bacana é a velocidade de indexação: fazer uma busca por um termo no search.twitter.com informa, em tempo real, o que as pessoas estão achando de um determinado assunto. Há um potencial incrível para fazer determinadas escolhas e tomar atitudes rápidas baseadas no feedback instantâneo.
O Twitter tem um desafio pela frente: crescer mantendo a simplicidade. Você acha que isso é possível?
As novas funcionalidade serão ditadas pelas necessidades cotidianas. Por exemplo: todos os usuários gostariam de ter grupos. É claro que isso será fundamental para o Twitter. Agora, o grande desafio é implementar novas features manténdo a simplicidade atual do campo de texto e um botão de envio. É um trabalho mais orientado à interface e à compatibilidade com as várias plataformas. Uma nova função deve funcionar também por torpedo, API e na web móvel, por exemplo. É possível manter a simplicidade, mas exigirá raciocínio e testes com os usuários.
Qual é a sua opinião sobre a portabilidade de dados no microblogging? Hoje, Twitter, Jaiku e outros não se conversam. O Identi.ca lançou um sistema open source com federação, mas que não é utilizado por muitos…
O Twitter oferece uma portabilidade de dados suficiente. A partir da API é possível postar os updates de qualquer cliente, retornar as informações de seu perfil, os updates de sua lista de contatos, e tudo que é possível fazer pelo site oficial. Não conheço a API do Jaiku, mas integrar estes serviços dependerá apenas dos criadores e de suas estratégias de negócio. A tecnologia já está aí.
Você também trabalhou no Election 2008. Como foi? O Twitter pensa em fazer outras seções especiais no futuro?
Trabalhei no projeto durante a semana que estive no escritório do Twitter. Acredito que outros eventos também terão seções especiais, mas estou mais ansioso para ver a funcionalidade de grupos logo agregada ao Twitter. Assim, poderemos criar filtros para qualquer assunto.
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24.06.08 11:11 | CELULAR, WEB | 3 Comentários »
A Nokia está passando a semana com preparações para seu futuro. Ontem comprou o Plazes, serviço alemão de microblogging com localização. Hoje, adquiriu o resto da Symbian e criou uma fundação na linha do que o Google faz com a sua Open Handset Alliance e o Android.
O Plazes avisa que não fechará durante a transição para dentro da Nokia e que mantém os planos de lançamento de uma versão para iPhone. O serviço será provavelmente integrado ao leque do portal Ovi, que tem aplicativos para partilha de conteúdo, gerenciamento de mapas e loja de música.
E aguarde para breve seu novo Nokia com um clone do Twitter instalado, com localização integrada e fusão com a rede social Twango, comprada pela empresa no ano passado.
Na base desses serviços há o Symbian, sistema operacional para dispositivos móveis que é usado por aparelhos da Samsung, Motorola, Sony Ericsson e principalmente da Nokia. A empresa finlandesa anunciou a compra do resto da companhia e a criação da Symbian Foundation para estimular e garantir o futuro do software. A idéia é unificar as interfaces S60 (Nokia), UIQ (Sony Ericsson) e Moap (DoCoMo) e abrir cada vez mais o código do sistema para facilitar o desenvolvimento de terceiros.
Com a fundação, a Nokia promete que os fabricantes de celulares gastarão menos tempo na criação e manutenção das interface e correção de problemas, e mais na preparação de novos modelos.
A Fundação Symbian abre as portas no começo de 2009 e conta hoje com 235 celulares no mercado.
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16.06.08 6:41 | IPHONE, SITES, WEB | 4 Comentários »
Se você também gosta de escrever e quer aproveitar o potencial da internet para aprimorar sua produção, o Quillpill é essencial. A ferramenta se apropria do microblogging popularizado pelo Twitter para a criação de histórias, por grupos ou indivíduos.
Depois de ser aceito no beta fechado, crie sua conta e monte seu primeiro livro. Ele pode ser aberto à comunidade, para postagem ou comentários, ou exclusivo para o autor. Cada post ganha um link único e, ao contrário do Twitter, pode ser editado posteriormente. As histórias também têm feeds RSS, para leitura sem entrar no Quillpill.
Com o Quillpill, a escrita na internet ganha uma nova dimensão. Como o Twitter, o serviço só permite posts com até 140 caracteres, principalmente porque seus criadores apostam no consumo em celulares - há uma versão “genérica” e outra para o iPhone. Os desenvolvedores prometem temas para os livros e novas fontes de texto.
Consegui entrar na beta com facilidade, depois de enviar um e-mail pedindo a liberação. Com isso ganhei três convites, que serão dos primeiros leitores interessados e que deixarem comentários no post!
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14.05.08 23:06 | SITES, WEB | Comentar »
Tenho acompanhado com curiosidade o desempenho do Twitter ao longo dos últimos meses. Nesse tempo passei a reconhecer valor no serviço além do exercício de ciberegolatria fácil de intuir no primeiro olhar.
Ao ler um dos posts de hoje do Webware fui impelido a comentá-lo no blog. O site cita uma matéria da AFP que coloca a imprensa em risco ao compará-la com a velocidade dos twitts referentes ao recente terremoto na China.
Sim, é bacana. Sim, adoro o Twitter. Mas calma. A vantagem do serviço sobre a imprensa ‘tradicional’, incluindo a online, é a rapidez. De resto, toma uma surra.
A comparação feita pela AFP coloca definitivamente o Twitter na categoria de microblogging, já que é uma análise que caberia bem ao falar de blogs.
A principal diferença entre a imprensa e a blogosfera é o “compromisso” com a checagem de fatos, fontes e com um relato imparcial. As aspas não são por acaso e afagam o coração dos blogueiros mais inflamados.
Não espere isso no Twitter. Mas além dos relatos do resfriado que chegou, da pizza que está atrasando ou do show bacana de ontem à noite há a marola coletiva de twitts sobre grandes acontecimentos públicos. E é nessa que o serviço brilha.
Um olhar cuidado extrai a sensação coletiva sobre um determnado evento, como o terremoto. Nessa hora brilha a decisão do Twitter de abrir sua API e com isso fazer 70% ou mais do seu uso vir de outros lugares, fora do site, como os celulares. Em aplicativos simples, leves, o usuário publica de qualquer lugar, rapidamente. A API ainda permite os mashups, adicionando, por exemplo, o georeferenciamento do twit ao Google Maps. E isso não tem preço.
Por isso, continue twittando. Se você tem um blog, cuide-se para que o Twitter não tire a sua vontade de postar textos maiores, cuidados, pensados. Defina bem quem você segue no serviço para criar um feed de qualidade. Mas, se preferir, mergulhe na ciberegolatria com vontade - não há lugar melhor para experimentar isso hoje.
Para a AFP, sobra o recado. Melhor se preocupar com a blogosfera, que traz risco bem maior.
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16.04.08 0:04 | SITES, WEB | Comentar »
O Mashable levantou a questão e não há como negar - o Twitter tem um problema sério de spam. Qualquer usuário que seja um pouco mais conhecido, por ter um blog, ou apenas por divulgar seu username em redes sociais ou outros serviços da web, tem sido convidado por “pessoas” no mínimo curiosas.
A maior parte dos novos seguidores estranhos do seu Twitter é de empresas disfarçadas de usuários, que esperam que você adote a pseudo-etiqueta do serviço e os siga também, passando a receber seus updates publicitários. Se por um lado o internauta mais safo vai perceber que o “iphone4free” não pode ser coisa boa, a chegada dos spammers cria resistência na checagem dos novos assinantes, que pode render belo conteúdo.
A solução imediata para afastar os spammers é a mesma adotada em outros serviços - o bom e velho captcha junto com uma descrição textual do motivo para assinar o conteúdo do outro. Acaba a transparência do processo, mas evita-se a infestação do spam.
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05.11.07 1:43 | SITES, WEB | Comentar »
O TwitterPoster se inspira na idéia do Million Dollar Homepage para mostrar a influência dos usuários do Twitter de forma visual.
Os cadastrados mais populares do serviço de microblogging, com mais seguidores de suas mensagens, têm seus avatares representados no TwitterPoster com tamanhos diferentes. Assim, o blogueiro Robert Scoble, que narrou o nascimento do filho pelo Twitter, é “maior” que a jornalista Flavia Durante, uma das brasileiras que aparecem na lista.
Você tem lido sobre o Twitter e seus concorrentes há meses aqui no Futuro.vc. O que começou como hedonismo, mostrou serviço ao funcionar como base de lançamento para uma nova forma de blogar, com textos rápidos e, com sorte, interessantes. Experimente usar a busca customizada do Google para procurar sobre sua loja ou restaurante favorito e encontre as opiniões de pessoas como você, de forma curta, direta e democrática. O descubra o Twitter de um site de notícias e o assine para receber os updates em seu mensageiro eletrônico.
E se ainda não começou a brincar, lembre-se de que é possível buscar em minutos pelos amigos cadastrados a partir da sua lista de contatos do Gmail.
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10.10.07 1:15 | CELULAR, SITES, WEB | Comentar »
A aquisição do serviço de microblogging, ou lifestreaming, Jaiku pelo Google é mais um passo da empresa na direção da conquista dos celulares. A surpresa ficou com a escolha do Jaiku em vez do rival Twitter, mais conhecido. Embora os termos da compra não tenham sido revelados, me parece que a decisão pesou sobre o preço mais baixo do Jaiku e a idéia de que, em alguns meses, a marca não existirá mais.
O Jaiku tende a se integrar ao Google sem uma marca definida - coube ao YouTube e ao Orkut a honra de manterem seus nomes depois de integrados. Minha aposta é que servirá como uma central para entrega e controle do conteúdo gerado na constelação de produtos da empresa.
Integrado ao Google Talk, por exemplo, apresentará os posts tradicionais dos usuários do Jaiku, mas também garantirá a inclusão rápida de tarefas no calendário, disparo de e-mails, documentos ou planilhas, recebimento de atualizações no Orkut e interação com seus contatos. Em tempo real, o usuário receberá informações sobre quem está compartilhando um dos seus documentos no Google Docs, os scraps do Orkut ou a publicação de um comentário no seu vídeo do YouTube.
Tudo recheado com AdSense, é claro. A monetização do lifestreaming é inevitável, mas pode acabar com sua simplicidade e interesse, ao poluir as mensagens de texto com anúncios. Há quem sugira que o Twitter já testa a publicidade em sua rede…
Com o Jaiku, o Google adquire uma peça importante para o conjunto de softwares do seu Google Phone. Seja físico ou apenas em sistema operacional, o celular imaginado pela empresa faria uso das mensagens para mais que blogar sobre o que o usuário está fazendo em determinado momento. Com a limitação da digitação no celular, o Jaiku é uma ótima pedida para integrar os serviços da web no telefone móvel.
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