04.05.08 20:31 | WEB | Comentar »
O cenário da web é com certeza interessante na base, com dezenas de startups e serviços novos a cada semana, trazendo funcionalidade e criatividade para o cenário online. Com a Microhoo, fusão da Microsoft com a Yahoo, o mercado dos grandes da internet receberia uma sacudida saudável. Mas a proposta vai ficar apenas no papel.
Depois de meses de um cabo de guerra empresarial, a Microsoft decidiu retirar a oferta pelo Yahoo, negando-se a oferecer o que a empresa californiana achava justo. Com isso ganha o Google, que nesse meio tempo conseguiu penetrar mais uma vez no mecanismo de busca do Yahoo, dessa vez com a oferta limitada dos links patrocinados, principal fonte de renda da empresa.
Confesso que lamento o fim dessa história. Competição é sempre interessante, em qualquer mercado. Se as previsões astronômicas se confirmarem, a publicidade online será o foco dos anunciantes na próxima década, e dominada pelo Google. Com o Yahoo, a Microsoft desejava dar um salto da fatia de mercado e escalar a plataforma de publicidade. Sem ele, terá que trabalhar em dobro para garantir o nível de faturamento numa realidade de serviços em vez de softwares - principal negócio da empresa.
Mas o desfecho final da história ainda está por vir. Amanhã o mercado vai refletir a decisão da Microsoft, provavelmente derrubando suas ações e as do Yahoo. Para a empresa de Jerry Yang, isso trará problemas com os acionistas. Oficialmente, eles apoiaram a decisão do Yahoo de se manter afastado da Microsoft, mas nem tudo é falado nas páginas dos jornais.
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10.04.08 7:11 | SITES, WEB | Comentar »
A receita é simples. Faça um acordo com um concorrente em comum, que comece devagar, mas com potencial para transformar o mercado.
O Yahoo revelou que está testando o AdSense, plataforma de links patrocinados do Google, em seu mecanismo de busca. A iniciativa é singela, presente em apenas 3% dos resultados no buscador, mas com objetivo claro: provocar a Microsoft.
A empresa de Bill Gates tenta se fundir ao Yahoo desde fevereiro, que acha pouco os US$ 31 por ação. A Microsoft, por sua vez, evita aumentar a proposta e indicou que está perdendo a paciência. Na prática, isso significaria o controle da empresa a partir dos seus acionistas, driblando a diretoria e causando meses de instabilidade adicionada às possíveis demissões e saídas voluntárias de funcionários.
A Microsoft se apressou em responder à aproximação do Yahoo com o Google, prevendo que a parceria colocará 90% do mercado de publicidade online nas mãos do Google - índice bem diferente do possível equilíbrio alcançado com a fusão MicroHoo. É um acordo impossível de se realizar plenamente, por questões antitruste.
Nessa disputa não há jogada impensada. É possível que o Yahoo esteja provocando o aumento da oferta pela Microsoft ou até a fuga da junção, se conseguir convencer o mercado de que se tornará mais saudável.
Mas não pára por ai. Horas depois, o Wall Street Journal publicou que o Yahoo está perto de uma fusão com a AOL, que se desvincularia da Time Warner para se juntar à empresa. Por outro lado, a News Corp. procura a Microsoft para aumentar a oferta pelo Yahoo e garantir seu pedaço do negócio.
Ao se complicar, a história pode estar chegando ao fim, com resultado imprevisível. E não se esqueça de que o Google, agora salvador em potencial, foi o principal responsável pela perda de mercado do Yahoo.
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