Provavelmente você conhece alguém que tem mania de limpeza ou até hipocondria. O simples ato de pegar uma nota de dinheiro traz o pavor da doença invisível, ou o aperto de mão que acompanha, logo que possível, a higiene da área em contato com o outro.
Para eles, a Samsung terá o computador perfeito. O N310 parece mais um netbook a inundar o mercado, mas traz proteção nativa contra bactérias. O computador tem tela de 10 polegadas com LED backlight, teclado espaçoso para o micro pequeno e design arredondado. Cinco horas de autonomia de bateria, Intel Atom como processador, 1 GB de memória RAM, 160 GB de HD, leitor de cartões de memória e webcam embutida.
O diferencial para os preocupados está no teclado, revestido com um produto que o torna quase 100% estéril, livre de bactérias. E se você não sabe qual é o potencial do seu teclado para hospedar vida, experimente virá-lo ao contrário sobre a mesa….
O netbook chega ao mercado em maio, ainda sem preço anunciado. Além de ser um ótimo presente para os hipocondríacos, o N310 tem espaço garantido em ambientes hospitalares, por exemplo, onde a higiene é exigida.
Esqueça a simplicidade. A Microsoft divulgou hoje os pacotes do seu novo sistema operacional, Windows 7, e não conseguiu reduzir a confusão que ajudou a afastar os usuários do Vista.
O 7 terá seis sabores: Starter Edition, Home Basic, Home Premium, Professional, Enterprise e Ultimate. As designações são uma mistura das usadas no XP e no Vista, mas o número de edições é exagerado.
Para os usuários finais e pequenas empresas, três modelos são os que importam:
O Home Basic será semelhante ao seu irmão no Vista, com interface mais simples. No entanto, será vendido apenas nos mercados emergentes, como o Brasil.
O Home Premium é a escolha ideal para o usuário. Tem a interface gráfica completa, multitouch, jogos extras, suporte a redes caseiras e as ferramentas multimídia como o Media Center, reprodução e criação de DVD, edição de fotos.
O Professional é o Premium com recursos completos para gestão de redes e melhor configuração para consumo de bateria em laptops.
O Enterprise só será vendido em volume, e o Ultimate terá todos os recursos do anterior, mas com disponibilidade limitada nas lojas e em OEM.
Por que não juntar o Basic e o Premium? A única explicação que consigo imaginar é a variedade enorme de configurações de PCs, mas com o Windows 7 rodando bem mais rápido que o Vista, isso não é um problema para micros com alguns anos de vida. A Microsoft declarou hoje que apostará suas fichas em dois modelos - Home Premium e Professional - e que dessa vez o Starter Edition estará disponível em todo o mundo.
O que prova a viabilidade da redução das versões é o desempenho da beta gratuita do Windows 7 Ultimate, considerada a versão mais completa para o mercado final e que roda bem até em netbooks.
Com a fraca apresentação da Macworld, o centro das atenções se voltou rapidamente para a CES, maior feira de eletrônicos dos Estados Unidos que nos últimos anos vinha sendo eclipsada pelo show de Steve Jobs.
Dois produtos me despertaram a atenção e uma certa coceira no bolso. Netbooks com cara de ultraportáteis que andam sobre a corda bamba. De um lado ficam os smartphones, do outro, os computadores tradicionais.
O Vaio P tem as mesmas especificações vazadas há uma semana, com bom processador Intel Atom, 2 GB de RAM e tela de 8 polegadas com resolução de 1600 x 768 pixels. Disponível em quatro cores - preto, branco, vermelho e verde - o P tem webcam integrada e um modo para acesso instantâneo a mídias com a interface xross media bar semelhante a do PlayStation 3. Tem Wi-Fi, Bluetooth, GPS e conexão 3G com a operadora norte-americana Verizon. Isso indica que é CDMA EV-DO, o mesmo padrão que a Vivo adotou há alguns anos para a terceira geração, principalmente em placas PCMCIA. O funcionamento no Brasil é uma incógnita.
O pequeno notável tem autonomia de quatro horas, vem com Windows Vista, HD de 60 GB, duas portas USB e conexões de áudio, vídeo e Ethernet. O modelo de entrada custa US$ 899, nos EUA, a partir de fevereiro.
Mais radical é o OQO 2+. Com display de 5 polegadas OLED sensível ao toque, tem contraste impressionante de 1.000.000:1. Processador Intel Atom de 1.33 ou 1.86 GHz, 2 GB de RAM e autonomia de 3,5 horas. Também conta com Wi-Fi, Bluetooth e o chip Gobi da Qualcomm com suporte às redes 3G CDMA e HSDPA - que, em tese, funcionam no mundo inteiro. Ao contrário do Vaio P, o teclado do OQO 2+ é pequeno e deve ser usado com os dedões. Com o Windows XP, o portátil custa US$ 999 nos EUA.
Não se atreva a comprar nenhum dos dois sem pelo menos pegá-los na mão. Netbooks e UMPCs são micros para funcionalidades bem específicas, embora estejam cada vez mais genéricos pelo bom poder de processamento e armazenamento. Talvez com um conjunto caseiro de monitor + teclado + mouse você consiga a tranquilidade necessária para o uso por longo tempo, mas vale o teste.
Em 2008, uma categoria nova de computadores tomou conta do cenário. O netbook, com tela entre 7 e 10 polegadas, teclado completo e boa conectividade, passou a ser visto como uma boa opção de compra pelo micreiro de primeira viagem e, principalmente, por quem procurava um segundo PC para carregar por aí.
O formato está provado, mas sua adoção é muito pessoal. Alguns se arrependem do desconforto com o tamanho reduzido para o uso diário. Outros se acostumam, ou contornam o problema com teclado e mouse USB, além de um bom monitor.
Em 2009, a tendência continuará. O Vaio P está chegando como um marco, um netbook da Sony, usando sua marca premium e provavelmente custando menos que US$ 1 mil. Será apresentado na CES, esse mês, com poder para rodar o Vista e preparado para o Windows 7. Cabe no bolso do paletó.
Mas o importante é observar as variações do tema. O rumor do Mac Touch, uma versão do iPod Touch com tela de 7 ou 9 polegadas sensível ao toque, ganha força. Ao contrário dos netbooks, versões menores de laptops com liberdade para instalação de sistemas operacionais, o produto da Apple seria vinculado à App Store, trazendo um OS X que receberia softwares apenas pela loja virtual - nos moldes do que acontece com o iPhone.
A investigação do Venture Beat segue a mesma linha, com fatos, mas no outro lado da trincheira. O site portou o Android para um Asus Eee em quatro horas, com suporte gráfico, sonoro e conexão sem fio. Adicione à receita um navegador web e a Android Market, e a solução do Mac Touch está replicada.
O paradigma de um computador fechado, com um hub único para a adição de funcionalidade, parece limitado, mas tem grandes vantagens. A organização do que pode ser baixado e instalado por listas, sugestões e com busca é o paraíso para quem não tem muita intimidade com a aridez da internet. A aprovação dos softwares antes da sua disponibilização garante segurança contra vírus e estabilidade. E para o Google, o ambiente controlado é perfeito para seu objetivo principal - fornecer publicidade customizada.
Não espere o Android em laptops e desktops. Para eles o Google prepara o NativeClient, projeto em estágio inicial que foi apresentado em dezembro. A idéia é permitir que o navegador (Chrome, obviamente), rode código de máquina com o mesmo desempenho que no modelo tradicional, por um software dedicado, e com segurança. Isso coloca a técnica à frente do que hoje é apresentado pelo ActiveX, do Internet Explorer, e pelo Flash. Como citado pelo Giga Om, “é uma forma de reduzir o espaço entre o que é possível numa aplicação de desktop e uma aplicação web”.
Ou apenas mais um golpe no sistema operacional. Talvez o definitivo.
Os presentes do Natal de 2009 começam a tomar forma um ano antes. A Sony mostrou detalhes de um certo Vaio P que entra para a categoria dos netbooks, mas provavelmente no topo da pirâmide. Ao mesmo tempo, a Dell prepara o Adamo para vencer as dimensões do MacBook Air, incluindo seu preço.
O Vaio P deve apresentar um processador Intel Atom 1.33 GHz, talvez na versão dual core. Terá 60 GB de disco rígido, com a opção do SSD de 128 GB. E ao contrário dos outros netbooks virá com o Windows Vista instalado.
O grande diferencial é a tela, com 8 polegadas e alta resolução - 1600 × 768 pixels - que oferece mais espaço útil, mas cobra uma vista perfeita do usuário. Bluetooth e Wi-Fi compõem o pacote conhecido, que caberá facilmente no bolso.
O usuário que optar pelo Dell Adamo terá comprado, se os rumores se confirmarem, o notebook mais fino do mundo. Para ultrapassar o MacBook Air, o ThinkPad X301 e outros, o fabricante usará telas especiais da Samsung ou da LG de 3,5 mm e formato de 16:10, diferente do 16:9 que tem equipado os micros widescreen.
As dimensões únicas têm seu revés. Acredita-se que o Adamo custará bem mais que o rival Air, situado na faixa dos US$ 3 mil, contra US$ 1,8 mil do portátil da Apple. O nome pode também indicar uma família de notebooks, liderada pelo modelo especial.
A Intel, e grande parte da indústria, têm uma relação de amor e ódio com os netbooks, os computadores portáteis pequenos que são a grande sensação de 2008. Stu Pann, vice-presidente de vendas e marketing da empresa, declarou sem medo que os netbooks “são bons para usar apenas por uma hora”.
O executivo demonstra o sentimento da empresa, que se surpreendeu com o sucesso desse mercado. Imaginava que fosse apenas para crianças e mercados emergentes - leia-se pobres - mas se enganou. E, com isso, a Intel vende processadores, como o Atom, mas que são bem mais baratos que os Core2Duo que equipam os notebooks de gente grande.
A empresa não deixa de ter razão. Nunca compre um netbook sem experimentá-lo por algum tempo. Seu uso como seu micro principal pode ser doloroso, por causa da tela, normalmente de 10 polegadas, e o teclado reduzido. No entanto, essas questões são resolvidas com um monitor e um teclado externo, quando o computador estiver fixo, em casa ou no trabalho.
O poder de processamento é suficiente se você ficar na trinca web/edição de texto/e-mail, mas trará problemas ao editar fotos, vídeos e jogar games.