Fuel, o novo game de corrida da Codemasters, foi reconhecido pelo Guinness por apresentar o maior mundo virtual entre os jogos de consoles. Os usuários correrão em 14.400 km2 de terreno, entre neve, deserto, rios e montanhas.
No vídeo abaixo, os fundadores da Asorbo David Dedeine e Sebastian Wloch comentam o desafio de criação dos cenários do game junto com belas imagens do que Fuel tem para oferecer. O jogo chega ao mercado no início de junho, para PC, XBox 360 e PlayStation 3.
Muitos acharam que o Conficker era brincadeira de primeiro de abril. Foi prometida a hecatombe virtual e ela não chegou. O dia da mentira veio e o worm mais famoso da atualidade manteve-se quieto.
Hoje, o Conficker acordou. Recebeu conteúdo (119,296 bytes) a partir de uma conexão peer-to-peer e o instalou nos micros infectados. A empresa de segurança Trend Micro reporta no seu blog que está analisando o código, mas que pode ser um keystroke logger - pequeno aplicativo que registra tudo o que é digitado para envio posterior a outra máquina.
O worm também passa a visitar sites como cnn.com, myspace.com e msn.com para verificar que há conexão com a internet. Depois de tentar se propagar por uma rede para outros micros vulneráveis, apaga seus traços do computador. Com a atualização, o Conficker ganha uma nova data. Em 3 de maio deixará de rodar, mas isso não impede que o PC seja controlado remotamente.
Também houve conexão com servidores relacionados ao malware Waledac, que teria sido criado pelos responsáveis pela rede de computadores zumbis infectados com o worm Storm. Por isso, há a suspeita de que o Conficker pode ter a mesma origem.
Como escolher um notebook com tela de 17 polegadas e custando menos que US$ 1 mil. Esse é o tema do novo anúncio do Windows, focado numa usuária e sua busca pelo computador perfeito - pelo menos para ela.
Assista à peça abaixo e observe como a personagem diz não ser cool o suficiente para comprar o MacBook de 13 polegadas e US$ 999, que é o único portátil da Apple que se encaixa em seu orçamento.
A publicidade é ótima e faz parte do movimento recente de anúncios descontraídos, mas que enviam um recado claro à Apple: os usuários de Windows também podem ter orgulho de suas máquinas e de sua experiência. Verdade discutível em se tratando do Vista, mas que pode ser comum em alguns meses, com o belo Windows 7.
Provavelmente você conhece alguém que tem mania de limpeza ou até hipocondria. O simples ato de pegar uma nota de dinheiro traz o pavor da doença invisível, ou o aperto de mão que acompanha, logo que possível, a higiene da área em contato com o outro.
Para eles, a Samsung terá o computador perfeito. O N310 parece mais um netbook a inundar o mercado, mas traz proteção nativa contra bactérias. O computador tem tela de 10 polegadas com LED backlight, teclado espaçoso para o micro pequeno e design arredondado. Cinco horas de autonomia de bateria, Intel Atom como processador, 1 GB de memória RAM, 160 GB de HD, leitor de cartões de memória e webcam embutida.
O diferencial para os preocupados está no teclado, revestido com um produto que o torna quase 100% estéril, livre de bactérias. E se você não sabe qual é o potencial do seu teclado para hospedar vida, experimente virá-lo ao contrário sobre a mesa….
O netbook chega ao mercado em maio, ainda sem preço anunciado. Além de ser um ótimo presente para os hipocondríacos, o N310 tem espaço garantido em ambientes hospitalares, por exemplo, onde a higiene é exigida.
Considero a série Half-Life a mais importante da indústria da diversão eletrônica nos últimos anos. Com as atualizações do motor gráfico Source, um grupo independente de desenvolvedores e fãs tomou para si a tarefa de recriar o game usando as últimas novidades técnicas.
O resultado é Half-Life Black Mesa, disponível em 2009 e com trâiler oficial apresentado ontem.
Os responsáveis pelo game dizem que Half-Life: Source, lançado em 2004 para mostrar o potencial da engine, não a explorou completamente. Black Mesa completará o trabalho.
O jogo será um mod gratuito, baixado pela internet e instalado sobre qualquer jogo que use a Source, como os da caixa Orange Box.
O fim do ano é fértil para os amantes da diversão eletrônica, mas 2008 está deliciosamente especial. Por uma conjunção astral, a qualidade dos títulos lançados na época superou a média. Fable 2, Fifa 09, Gears of War 2, Mirror’s Edge, Dead Space - são apenas alguns dos jogos que são dicas certas para muitas horas de diversão.
E há Fallout 3. Estou na 30ª hora de jogo de muitas outras que virão, e cada vez mais impressionado com o alcance da obra-prima da Bethesda.
Para quem não conhece a série, Fallout teve suas duas edições anteriores criadas pela Interplay, em 1997 e 1998, e que ajudaram a definir a história do RPG em turnos. Nele, a ação é fluida até o combate, que acontece com o uso de pontos de ação, gastos em cada movimento (tiro, recarregamento, caminhar). Ao fim dos APs, como são chamados, o controle é do inimigo.
Dez anos depois, Fallout 3 é uma mudança radical. A visão isométrica é trocada pela primeira pessoa, com um motor gráfico bem parecido com o de Oblivion, RPG medieval de grande sucesso no ano passado. O game pode ser jogado como um shooter, mas o combate em turnos ainda está lá, com o uso do sistema VATS, que pausa a ação para mostrar a probabilidade de atingir partes do corpo do adversário. E ainda oferece ótimas cenas do resultado.
Em comum está o cenário pós-apocalíptico, o choque do clima de anos 50 com a alta tecnologia, e a solidão do personagem principal.
Em 2277, o jogador encarna um habitante do Vault 101, abrigo nuclear nos arredores de Washington, 200 anos depois que uma guerra atômica entre os EUA e a China devastaram o mundo. A primeira meia hora de game mostra sua infância e adolescência, enquanto sequências de ação oferecem a criação do personagem de forma inovadora. De forma inexplicada, um dia seu pai deixa o abrigo e você também, em sua busca.
Fallout 3 impressiona pela liberdade de jogo e moralidade embutida. Depois de sair do Vault, a imensidão da terra devastada impressiona. Para onde ir? O que fazer? Há uma dica, uma cidade próxima para onde seu pai pode ter ido. Além disso, nada mais.
A escolha é do jogador. Cumprir a missão principal - encontrar seu pai - é concluir o jogo com 10% ou 15% do seu conteúdo. Não há volta. Game over, numa falha estrutural do game. Em 30 horas de jogo fiz pouco do que deveria, e muito das chamadas side quests. Basta caminhar, observar as estruturas no horizonte (a amplitude do cenário impressiona), entrar nas casas, conversar com estranhos no caminho. Em breve terá muito a fazer.
O acaso tem grande responsabilidade em Fallout 3. No último dos encontros, integrantes da Brotherhood of Steel, grupo militar destinado a preservar a tecnologia e a ordem, me colocaram no meio do combate com Super Mutantes. O chefe disse que se ajudasse poderia até entrar na organização, e para isso teria que entrar numa casa e resgatar um dos iniciados. Depois de uma hora de luta encontrei o garoto morto e saí para dar a notícia. O líder do destacamento também estava morto, sob o capô de um carro, na luta inicial em que participei. Foi-se a missão e talvez toda uma linha de ação dentro do game.
Em outro momento anterior, encontrei Dogmeat em um ferro-velho. O cachorro torna-se seu companheiro pelo resto do jogo, desde que você o proteja. Caminhou comigo por horas, achando munição e comida, até que levou um tiro certeiro de um sniper. Perdi Dogmeat e aceitei o fato. Faz parte da vida.
Ser “bom” ou “mau” também rende mudanças na história. Abre e fecha novas linhas de diálogo, afasta e aproxima personagens. A decisão é sua e sempre permitirá o fim da história principal. Cada rumo tomado em Fallout 3 traz uma nova experiência de jogo, diferente e empolgante.
A palavra-chave é imersão. Nenhum jogo trouxe o receio da escuridão, da exploração à noite, como esse. Nenhum demanda o cuidado com a saúde do seu personagem e das armas. E nenhum traz missões tão variadas e densas.
Embora seja sensacional, o game não é para todos. Se você busca uma aventura linear, sem grande trabalho, escolha Gears of War 2, ou Call of Duty 5. Também é violento e tem diálogos e falas em inglês. Mas se quer se dedicar a um exemplo de quebra da fronteira do possível num videogame, Fallout 3 é o jogo. Tem emoção, combates sensacionais, solidão, a alegria de encontrar um companheiro, a tensão de ser perseguido. E muitas decisões a tomar pelo caminho.
Fallout 3 está disponível para PC, XBox 360 e PlayStation 3.
Durante dois anos a Microsoft apanhou em silêncio. A campanha Get a Mac, da Apple, mostra desde 2006 personagens que encaram seu computador e micros com Windows, normalmente com ironia e humor contra a empresa de Bill Gates. Com o discurso corrosivo assumiu a dianteira publicitária que não conseguiu no mercado.
Chegou a hora da revanche. A Microsoft prepara uma campanha inspirada na iniciativa da Apple e um dos filmes conhecidos, e revelado pelo New York Times, tem um personagem fisicamente parecido com o PC usado em Get a Mac - e engenheiro da empresa de Gates. Sua frase dita o teor da campanha, chamada Windows: Life without walls (Vida sem muros):
“Sou um PC, e tenho sido transformado num estereótipo”.
Nos anúncios aparecerão mais de 60 funcionários da Microsoft e personalidades como Bill Gates, Deepak Chopra e Eva Longoria. A idéia é mostrar o orgulho pelo uso do Windows.
Curiosamente, a Microsoft deve anunciar amanhã que encerra a série de anúncios com Gates e Jerry Seinfeld. A dupla participou em duas peças que geraram repercussão gigante para a empresa - nem sempre positiva. Como resultado favorável, colocou a Microsoft na boca da blogosfera, transformando a publicidade num hit instantâneo na web.
Oficialmente, a empresa diz que o fim da participação de Seinfeld era planejada. Mas não deixo de imaginar que alguém grande na Microsoft não concordou com a lógica falem-mal-mas-falem-de-mim, que veio à tona nos dois anúncios cheios de subjetividade e piadas internas.