Fuel, o novo game de corrida da Codemasters, foi reconhecido pelo Guinness por apresentar o maior mundo virtual entre os jogos de consoles. Os usuários correrão em 14.400 km2 de terreno, entre neve, deserto, rios e montanhas.
No vídeo abaixo, os fundadores da Asorbo David Dedeine e Sebastian Wloch comentam o desafio de criação dos cenários do game junto com belas imagens do que Fuel tem para oferecer. O jogo chega ao mercado no início de junho, para PC, XBox 360 e PlayStation 3.
Numa opção inédita na indústria do cinema, a Warner integrou seu social graph do Facebook ao novo lançamento em Blu-ray da empresa. Quem comprar a versão do editor de Watchmen poderá assisti-la em alta definição e conversar com seus amigos da rede social em simultâneo.
O encontro é possível com a função BD-Live, presente na versão 2.0 do formato. Ela exige um tocador com conexão à internet e memória extra interna para lidar com o conteúdo. O videogame PlayStation 3, com leitor integrado Blu-ray, é o mais indicado.
A edição especial de Watchmen também trará uma exibição em tela dividida com o filme e um vídeo com comentários do diretor, Zach Snyder. Será lançada nos EUA em julho, ao mesmo tempo que as versões comuns, em DVD e Blu-ray.
No fim do ano passado o BD-Live foi usado para uma apresentação de Dark Knight com participação em tempo real do diretor, Chris Nolan. O evento juntou 50 mil particpantes, mas o resultado foi confuso, com muitos comentários, pouca moderação e a necessidade de digitação do diretor.
São experiências como essas que apontam o novo horizonte de Hollywood e da indústria do entretenimento como um todo. Elas definem a diferença entre a experiência básica do download em redes peer-to-peer e a especial, que só os produtores do conteúdo podem oferecer.
Confesso que não entendi. Uma das maiores empresas de eletrônicos de consumo do mundo lança um aparelho para um mercado supercompetitivo e o faz difícil de programar de propósito.
Essa é a declaração de Kaz Hirai, diretor da divisão de entretenimento da Sony, sobre seu PlayStation 3. O executivo é um dos responsáveis pelo sucesso da linha de videogames, que na geração atual não alcançou a liderança do modelo anterior. A reviravolta é creditada ao lançamento um ano antes do XBox 360 pela Microsoft, pela diferença no preço e dificuldade de explorar o hardware do PS3, superior ao concorrente. Para a Sony isso não parece ser problema.
A empresa japonesa diz ter um plano de 10 anos para o PlayStation 3 e esse foi um dos motivos para a declaração. Se for fácil de programar, o que os desenvolvedores terão para explorar nos outros nove anos e meio - perguntou Hirai.
Vários desenvolvedores já criticaram em público a complexidade na exploração do hardware do PS3. A criação ideal custa mais tempo e dinheiro, inaceitável em tempos de crise. O resultado é a adaptação direta dos games ou a falta de compromisso com a plataforma da Sony - vista em empresas como a Valve e a Bethesda.
O PS3 custa mais caro que o XBox 360 e o Nintendo Wii, seus concorrentes diretos, e a Sony tem dificuldade para baixar seu preço final.
Experimente jogos famosos como GTA IV e Fifa 09 no PS3 e no 360. As diferenças são imperceptíveis, mas poderiam ser relevantes se o console da Sony tivesse fácil acesso pelos programadores. A maior qualidade obtida seria uma ótima compensação para o preço maior. Hoje, ironicamente, a escolha pelo PS3 se dá mais pela falha de arquitetura de hardware do rival, que leva ao defeito crônico das três luzes vermelhas (3RL), do que pelas qualidades do PlayStation.
Ter muitos jogos, bons e com qualidade diferenciada dos outros consoles é essencial para o sucesso de um produto. Hirai parece não se importar com isso, o que lança uma nuvem escura no futuro do PlayStation 3 e confusão em seus consumidores.
A demo de HAWX novo jogo da franquia Tom Clancy chega amanhã e depois ao XBox 360 e PlayStation 3, respectivamente, com o jogador no cockpit de um caça em missões de combate.
Para conhecer o game de graça, o usuário terá três aviões e dois níveis. E um deles, Operation: Glass Hammer, é situado no Rio de Janeiro.
Assista ao vídeo abaixo e se surpreenda com uma disputa aérea a apenas alguns metros do asfalto da Avenida Rio Branco. O segundo leva a briga para a Baía da Guanabara.
O fim do ano é fértil para os amantes da diversão eletrônica, mas 2008 está deliciosamente especial. Por uma conjunção astral, a qualidade dos títulos lançados na época superou a média. Fable 2, Fifa 09, Gears of War 2, Mirror’s Edge, Dead Space - são apenas alguns dos jogos que são dicas certas para muitas horas de diversão.
E há Fallout 3. Estou na 30ª hora de jogo de muitas outras que virão, e cada vez mais impressionado com o alcance da obra-prima da Bethesda.
Para quem não conhece a série, Fallout teve suas duas edições anteriores criadas pela Interplay, em 1997 e 1998, e que ajudaram a definir a história do RPG em turnos. Nele, a ação é fluida até o combate, que acontece com o uso de pontos de ação, gastos em cada movimento (tiro, recarregamento, caminhar). Ao fim dos APs, como são chamados, o controle é do inimigo.
Dez anos depois, Fallout 3 é uma mudança radical. A visão isométrica é trocada pela primeira pessoa, com um motor gráfico bem parecido com o de Oblivion, RPG medieval de grande sucesso no ano passado. O game pode ser jogado como um shooter, mas o combate em turnos ainda está lá, com o uso do sistema VATS, que pausa a ação para mostrar a probabilidade de atingir partes do corpo do adversário. E ainda oferece ótimas cenas do resultado.
Em comum está o cenário pós-apocalíptico, o choque do clima de anos 50 com a alta tecnologia, e a solidão do personagem principal.
Em 2277, o jogador encarna um habitante do Vault 101, abrigo nuclear nos arredores de Washington, 200 anos depois que uma guerra atômica entre os EUA e a China devastaram o mundo. A primeira meia hora de game mostra sua infância e adolescência, enquanto sequências de ação oferecem a criação do personagem de forma inovadora. De forma inexplicada, um dia seu pai deixa o abrigo e você também, em sua busca.
Fallout 3 impressiona pela liberdade de jogo e moralidade embutida. Depois de sair do Vault, a imensidão da terra devastada impressiona. Para onde ir? O que fazer? Há uma dica, uma cidade próxima para onde seu pai pode ter ido. Além disso, nada mais.
A escolha é do jogador. Cumprir a missão principal - encontrar seu pai - é concluir o jogo com 10% ou 15% do seu conteúdo. Não há volta. Game over, numa falha estrutural do game. Em 30 horas de jogo fiz pouco do que deveria, e muito das chamadas side quests. Basta caminhar, observar as estruturas no horizonte (a amplitude do cenário impressiona), entrar nas casas, conversar com estranhos no caminho. Em breve terá muito a fazer.
O acaso tem grande responsabilidade em Fallout 3. No último dos encontros, integrantes da Brotherhood of Steel, grupo militar destinado a preservar a tecnologia e a ordem, me colocaram no meio do combate com Super Mutantes. O chefe disse que se ajudasse poderia até entrar na organização, e para isso teria que entrar numa casa e resgatar um dos iniciados. Depois de uma hora de luta encontrei o garoto morto e saí para dar a notícia. O líder do destacamento também estava morto, sob o capô de um carro, na luta inicial em que participei. Foi-se a missão e talvez toda uma linha de ação dentro do game.
Em outro momento anterior, encontrei Dogmeat em um ferro-velho. O cachorro torna-se seu companheiro pelo resto do jogo, desde que você o proteja. Caminhou comigo por horas, achando munição e comida, até que levou um tiro certeiro de um sniper. Perdi Dogmeat e aceitei o fato. Faz parte da vida.
Ser “bom” ou “mau” também rende mudanças na história. Abre e fecha novas linhas de diálogo, afasta e aproxima personagens. A decisão é sua e sempre permitirá o fim da história principal. Cada rumo tomado em Fallout 3 traz uma nova experiência de jogo, diferente e empolgante.
A palavra-chave é imersão. Nenhum jogo trouxe o receio da escuridão, da exploração à noite, como esse. Nenhum demanda o cuidado com a saúde do seu personagem e das armas. E nenhum traz missões tão variadas e densas.
Embora seja sensacional, o game não é para todos. Se você busca uma aventura linear, sem grande trabalho, escolha Gears of War 2, ou Call of Duty 5. Também é violento e tem diálogos e falas em inglês. Mas se quer se dedicar a um exemplo de quebra da fronteira do possível num videogame, Fallout 3 é o jogo. Tem emoção, combates sensacionais, solidão, a alegria de encontrar um companheiro, a tensão de ser perseguido. E muitas decisões a tomar pelo caminho.
Fallout 3 está disponível para PC, XBox 360 e PlayStation 3.
O Crunch Gear traz um vídeo exclusivo do game The force unleashed, o próximo título da série Star Wars, rodando no iPhone. O jogo terá versões também para Nintendo Wii e DS, PlayStation 3 e XBox 360.
Unleashed é situado no hiato entre o terceiro e quarto episódios da saga e é focado no uso da Força para livrar o universo dos Jedi.
O game chega para o iPhone em setembro e fará uso das características do aparelho - o acelerômetro e a interface sensível ao toque.
Num momento em que a Sony começa a vender mais consoles que a Microsoft, a E3 foi o cenário perfeito para a empresa afirmar seu PlayStation 3 como plataforma para games. A firma japonesa tenta acabar com uma deficiência atual, a falta de jogos de peso, e tornar o aparelho mais caro do mercado na solução preferida dos jogadores.
O PS3 ganhará uma versão de 80 GB por US$ 400, mas o modelo de 40 GB sairá do mercado. Como ele, o novo console não terá compatibilidade com os games do PlayStation 2.
Para a plataforma foram anunciados o exclusivo God of War 3, Resistance 2 e mais detalhes sobre Little Big Planet. O mais impressionante é MAG, ou Massive Action Game, com batalhas multiplayer com até 256 jogadores, divididos em equipes de oito.
Os usuários do console também ganharam uma loja de vídeos, que terá venda de filmes - ao contrário do Marketplace da Microsoft que apenas aluga o conteúdo no XBox 360. Os vídeos poderão ser reproduzidos também no PSP, o videogame portátil da empresa, que receberá uma versão exclusiva de Resistance e a unificação da identidade online do jogador com o PS3.
A Sony também afirmou, rapidamente, que pretende expandir a presença oficial do PlayStation para a América Latina. Não revelou os países nem datas, mas a notícia é mais um sinal do amadurecimento do mercado local da diversão eletrônica.