Muitos jogadores não se contentam em comprar um console que tenha muitos jogos bons - querem o mais poderoso. Por isso, a geração atual da diversão eletrônica está dando nó na cabeça de muita gente.
O PlayStation 3 é considerado o mais poderoso, mas tem menos jogos acima da média. O XBox 360, por sua vez, também aposta no mesmo potencial gráfico, enfatizando a imagem e som em alta definição e sua rede multiplayer Live. O azarão era o Nintendo Wii, criticado pelos jogos pueris e pouco avanço técnico sobre o antecessor Gamecube. A empresa japonesa resolveu apostar em um controle inovador e na ampliação do mercado consumidor. Com isso, tornou-se a líder da nova geração.
Agora, a Beyond3D, publicação especializada em tecnologia gráfica, descobriu o que se esconde por trás dos codinomes Hollywood e Broadway - respectivemente o processador gráfico e central do Wii. O primeiro tem poucas novidades de programação em relação ao anterior, Flipper. Broadway, por sua vez, é derivado de um “simples” PowerPC 750 CL, sem os três núcleos do XBox 360 ou o multicore do Cell, que domina o PlayStation 3. O resultado é que o novo console da Nintendo é apenas 50% mais potente que o antecessor, Gamecube.
Com a descoberta fica mais fácil estudar a importância do Wii para a história da diversão eletrônica. O controle inovador do aparelho é o motivo das vendas impressionantes? O que acontecerá quando os preços do XBox 360 e do PlayStation 3 se igualarem ao do Wii? E se a Sony ou Microsoft lançarem controles com sensores de movimento?
O inevitável aconteceu. As vendas globais do Nintendo Wii ultrapassaram as do XBox 360, da Microsoft. A informação é do VG Chartz coletada em agosto.
O Wii vendeu, desde novembro, 10,57 milhões de unidades, contra 10,51 milhões do 360 - que foi lançado um ano antes. Os números falam por si e mostram o disparo de popularidade do console da Nintendo. O outro videogame da nova geração, PlayStation 3, vendeu apenas 4,32 milhões desde novembro.
O NewsFactor mostra que é a primeira vez desde 1994 que uma empresa - a Nintendo - domina o mercado de consoles de mesa e portáteis. Seu Nintendo DS vendeu 48,83 milhões de unidades, mais que o dobro que o concorrente Sony PSP.
O Wii tem alguns fatores vencedores. O controle inovador, o preço baixo e as franquias como Mario e Zelda, que agradam a jogadores de todas as idades. Vários analistas, no entanto, apostam no PlayStation 3 para liderar as vendas da nova geração no futuro. O videogame da Sony é o que tem o hardware mais avançado e traz um drive óptico Blu-Ray, de última geração e que concorre com o HD-DVD para substituir o atual DVD. O resultado dessa batalha definirá parte do caminho do PS3.
Amigos e leitores me perguntam sobre qual seria o melhor console a comprar. A escolha depende muito do seu perfil de jogador e do uso que fará do aparelho. O Wii é indicado para a diversão sem exigência de realismo gráfico e de um televisor de alta definição, que mostra a vantagem técnica da concorrência. PlayStation 3 e XBox 360 têm ainda funções multimídia que atraem os apaixonados por músicas, fotos e vídeos. Podem armazenar esse conteúdo e exibi-lo com maestria na tela da TV. O investimento para isso, no entanto, é alto. Faça as contas, inclua o preço dos jogos, obviamente, e decida.
Fica cada vez mais difícil decidir qual dos consoles da nova geração comprar. Durante uma conferência pública, o presidente da Chartered Semiconductor, Chia Song, revelou que a empresa está preparando um processador para um vídeogame na tecnologia de 45 nanômetros. A empresa tem trabalhado com a Microsoft no XBox 360.
A técnica é mais avançada que a de 65 nanômetros, prometida para o futuro próximo nos consoles da empresa, e abriria caminho para a criação de aparelhos menores, como os PlayStation 2 slim, por esquentarem menos. Além disso, a tecnologia garante a fabricação e venda dos chips com custo menor. O update chegaria apenas em 2008, um ano depois do prometido update para solucionar os problemas de aquecimento do XBox 360.
A rival Sony também não está parada. Warwick Light, presidente da divisão neozelandesa de entretenimento da empresa, deixou escapar que o PlayStation 3 ganhará um sintonizador de TV digital e funções de gravador. A novidade chegará também em 2008 para o sistema DVB-T, originalmente europeu e usado em grande parte do mundo. Como comparação, o Brasil escolheu o ISDB japonês, o menos adotado no globo.
Quando a Sony anunciou a redução no preço do PlayStation 3, nesta semana, parecia que os usuários passariam a contar com pelo menos dois modelos do console: o original de 60 GB por US$ 499 e um novo, com 80 GB, por US$ 599.
Mas David Reeves, presidente da divisão européia da área de entretenimento da empresa, jogou o balde de água fria. Quando acabar o estoque do console mais barato, ele não será reposto. O usuário passará a ter apenas a versão mais cara. Custa o mesmo preço do PS3 original, com mais 20 GB de HD e o jogo Motorstorm, mas se tornará a única opção a partir de agosto.
A Sony continua apostando que seu hardware melhor atrairá os jogadores. Tirando a Austrália, a empresa perde em todos os mercados para o Wii, bem mais barato e inventivo.
O cenário atual do mercado da diversão eletrônica criou duas linhas de aposta que definem a sua evolução.
De um lado, o console deixou de ser aquela caixa ligada à tomada, à TV e a um controle para incorporar teclado, gamepads sem fio e com sensores. O hardware mudou e com ele as novas aplicações dos videogames.
Quando o Nintendo Wii surgiu, no fim do ano passado, os analistas apostavam que o mercado se dividiria entre o XBox 360 e o PlayStation 3 - ou pela supremacia do padrão gráfico superior. O Wii chegou de mansinho, apostando em um controle inovador e menor qualidade gráfica e preço. Para a Nintendo, o poder de fogo importa menos que a experiência.
Para afirmar sua posição, a empresa japonesa lançou o WiiFit, um game com programas de exercícios físicos que mede e acompanha o índice de massa corporal. O jogo funciona com a Wii Balance Board, plataforma para flexões, abdominais e exercícios de equilíbrio.
É mais uma investida no público que normalmente não se envolve com jogos eletrônicos. Se o Wii já é utilizado como parte da atividade esportiva de idosos e crianças, o WiiFit promete cativar os milhões de pessoas que se exercitam em casa.
Mas o mercado de videogames continua a apostar na qualidade técnica, principalmente entre os gamers tradicionais. Para eles, a E3, maior evento anual do setor, trouxe duas amostras do que os novos consoles podem fazer.
Em Assassin’s Creed, para PlayStation 3 e XBox 360, o jogador invoca um assassino árabe responsável por matar nove figuras centrais às cruzadas. Todo o ambiente é interativo e o personagem, Altair, pode escalar qualquer superfície e conversar com os habitantes de cidades como Jerusalém ou Damasco.
Killzone 2, por sua vez, é um shooter em primeira pessoa no qual o combate é encenado com o melhor da diversão interativa e cinematográfica. O título, apenas para PlayStation 3, é considerado o que definirá a qualidade da plataforma da Sony sobre a da Microsoft. Mais que ler, é bom assistir ao vídeo, produzido com as ferramentas gráficas que compõem a parte interativa do game.
Se você, como eu, está em dúvida sobre qual console da nova geração comprar, faz bem em esperar.
A Sony baixou o preço do PlayStation 3, de US$ 599 para US$ 499, aproximando-se perigosamente do XBox 360 Elite, que custa US$ 479. Todos os preços são dos Estados Unidos. É bom lembrar que o PS3 tem HD de 60 GB, enquanto o console da Microsoft traz um de 120 GB.
Espera-se para breve uma queda no preço do XBox 360, o que o tornaria mais atrativo, principalmente com as mudanças no hardware que reduziriam a taxa de defeitos. Tecnicamente, o PS3 é mais avançado, mas ainda não tem tantos jogos interessantes por estar a menos tempo no mercado. A regra diz que um console precisa de pelo menos um ano de vendas para garantir o amadurecimento do hardware e a chegada de jogos que explorem seu potencial.
A empresa japonesa apresentou hoje também a atualização do seu console portátil, o PSP. A nova versão é 33% mais leve e 19% mais fina que o atual, e tem um sistema para carregamento mais rápido dos jogos. Continua com a mesma tela de 4,3 polegadas e o drive UMD, mas traz a desejada saída de vídeo e áudio para conexão com a TV. O console custará US$ 199 nos EUA a partir de setembro com um jogo e um cartão de memória de 1 GB em três cores: prata, branco e preto.
Os jogadores se dividiram em relação ao anúncio. Muitos esperavam uma mudança radical, com funções de celular, câmera embutida, mais um controle analógico. Mas a chegada da saída para TV apresenta o PSP como uma opção real para ser o único console do jogador. Na rua conta com sua portabilidade. Em casa, diverte-se no televisor.
Sou proprietário de um PSP há alguns anos já, e muito feliz. Tem jogos sensacionais e, com um pequeno hackerismo, garante acesso a emuladores que potencializam a diversão. Não é meu único console porque gosto muito de jogos, mas o recomendo a qualquer um que busca o seu primeiro videogame.
Depois da febre de Guitar Hero, no qual aspirantes a guitarristas e baixistas usam um instrumento virtual para acompanhar notas na tela, surgem as primeiras imagens de Rock Band.
O jogo da Harmonix, que chega para PlayStation 3 e XBox 360 até o fim do ano, permite que até quatro pessoas toquem como uma banda de verdade. Guitarra, baixo, bateria e vocais, para disputas online e offline.
O instrumento de Guitar Hero 1 e 2 será compatível com Rock Band, mas novas guitarras trarão mais comandos para solos. O microfone terá sensibilidade para detectar os fonemas e a bateria tem quatro pads e um kick.
Entre as músicas já confirmadas estão In Bloom (Nirvana), Suffragette City (David Bowie) e Rockaway Beach (Ramones). O vídeo abaixo é da primeira apresentação pública do Rock Band, ao som de Welcome to the Jungle, do Guns n’ Roses.
Se a idéia de uma banda virtual soar interessante, prepare-se para gastar: o conjunto que envolve o game e os instrumentos deve sair por mais de US$ 200. Isso se você já tiver um dos consoles da nova geração…