Num momento em que a Sony começa a vender mais consoles que a Microsoft, a E3 foi o cenário perfeito para a empresa afirmar seu PlayStation 3 como plataforma para games. A firma japonesa tenta acabar com uma deficiência atual, a falta de jogos de peso, e tornar o aparelho mais caro do mercado na solução preferida dos jogadores.
O PS3 ganhará uma versão de 80 GB por US$ 400, mas o modelo de 40 GB sairá do mercado. Como ele, o novo console não terá compatibilidade com os games do PlayStation 2.
Para a plataforma foram anunciados o exclusivo God of War 3, Resistance 2 e mais detalhes sobre Little Big Planet. O mais impressionante é MAG, ou Massive Action Game, com batalhas multiplayer com até 256 jogadores, divididos em equipes de oito.
Os usuários do console também ganharam uma loja de vídeos, que terá venda de filmes - ao contrário do Marketplace da Microsoft que apenas aluga o conteúdo no XBox 360. Os vídeos poderão ser reproduzidos também no PSP, o videogame portátil da empresa, que receberá uma versão exclusiva de Resistance e a unificação da identidade online do jogador com o PS3.
A Sony também afirmou, rapidamente, que pretende expandir a presença oficial do PlayStation para a América Latina. Não revelou os países nem datas, mas a notícia é mais um sinal do amadurecimento do mercado local da diversão eletrônica.
O ex-diretor da Sony Computer Entertainment, Phil Harrison, é o autor de uma patente que pode sinalizar os próximos caminhos da Sony para a diversão eletrônica portátil. O registro descreve um aparelho quase quadrado com tela sensível ao toque e “calombos” nas bordas que oferecem respostas aos movimentos dos dedos no visor.
A empresa japonesa afirmou recentemente que prevê 10 anos de vida para seu PSP, o PlayStation Portátil, mas flerta cada vez mais com os games em celulares. O namoro chega a arriscar a parceria com a Ericsson como fabricante de telefones móveis devido ao desejo de usar sozinha a marca PlayStation em aparelhos futuros.
O celular como videogame tem grande potencial e deve ser um dos filões mais populares da vindoura App Store, a loja oficial de aplicativos do iPhone. As características da interface do celular da Apple abrem caminho para jogos inéditos, mas ao mesmo tempo a ausência de teclas físicas torna a conversão de vários games tradicionais um desafio.
No celular, o lugar é dos jogos casuais - aqueles com partidas rápidas, para a brincadeira numa viagem rápida da casa para o trabalho ou no tédio da sala de espera de um consultório médico. Com telas grandes e boa capacidade de memória, os telefones para games automaticamente se tornam ótimos reprodutores multimídia, ampliando seu potencial.
Como sempre, uma patente registrada não garante a sua aplicação, pelo menos ao pé da letra. Mas é hora da Sony expandir seu nome também na diversão em celulares, com o melhor que a marca PlayStation tem para oferecer.
A empresa italiana Twelve Interactive prepara Martial Arts: Capoeira, um game baseado no misto de luta e dança tipicamente brasileiro.
Para o jogo, que será lançado para Nintendo Wii e DS, além do PlayStation 2 e PSP, os movimentos dos personagens foram capturados a partir dos jogos reais de capoeiristas do grupo Soluna, ativo em Roma.
Se o seu domínio do inglês não está tão bom, é bem possível que você esteja usando legendas no formato .srt para assistir aos filmes baixados na internet - obviamente se gosta de viver perigosamente e fazer downloads ilegais…
O Roadmovie, para Mac OS X Leopard, simplifica o trabalho de colar, ou encodar, as legendas nos arquivos dos vídeos. O programa é uma mãe: traz configurações de conversão para uma série de portáteis, como iPhone, iPod Touch, PSP, iPod vídeo e Nano e celulares em geral. Os filmes convertidos para os aparelhos da Apple são enviados diretamente ao iTunes, para sincronização posterior. Também é possível automatizar o upload para a internet.
Se você aprecia o cinema nos aparelhos portáteis, os US$ 19,95 do Roadmovie são uma pechincha. Para ter certeza, baixe primeiro o demo e teste-o no seu Mac.
Estava demorando. Depois de celulares de vários fabricantes, é a vez do videogame portátil Sony PSP explodir e queimar um de seus usuários.
A vítima foi um garoto de 12 anos de Detroit, nos EUA. O console de Harold Clay explodiu e pegou fogo, atravessando sua calça e causando queimaduras de segundo grau. O videogame não estava ligado. O calor aumentou rápido e o jovem rolou no chão, como foi ensinado a fazer em caso de incêndio.
Falta explicar um fato importante. Será que a bateria era genérica? O uso de produtos de terceiros, que não foram certificados pelo fabricante, pode trazer acidentes. Essa justificativa pode esconder a vontade de centralizar as vendas das baterias por quem cria o eletrônico, mas é uma possibilidade real.
Na história de Harold, o mais curioso era o game que estava no drive do PSP. Burnout, sucesso das batidas em alta velocidade.
Está confirmado: se você atualizar um iPhone desbloqueado para a versão 1.1.1 do firmware, seu celular se transformará em um peso de papel de, no mínimo, US$ 399.
A operação corre bem até o fim, quando o celular é reiniciado. O iPhone passa a apresentar uma mensagem de incorrect SIM e não aceita nem o SIM card original da AT&T que veio com o aparelho. A única saída é levar o iPhone a uma Apple Store e torcer para que a loja o troque. Há relatos de que isso aconteceu.
Os problemas com os iPhones desbloqueados não são novidade. A Apple avisou que os aparelhos modificados teriam problemas no começo da semana, dois dias antes de lançar o firmware 1.1.1. Quem atualizou seu celular, sabia dos riscos que estava correndo.
O site 9to5Mac criou uma lista com uma comparação entre um iPhone desbloqueado com o firmware 1.0.2 e com a nova versão. As diferenças são gritantes. Enquanto o destravado tem acesso a milhares de games, por emuladores ou nativos, o mensageiro instantâneo Apollo, remote desktop, gravador de voz e muitos outros programas, a vantagem do 1.1.1 parece ser apenas a iTunes Wi-Fi. A Wired aproveitou a lista textual do site e bolou uma versão gráfica.
É claro que a lista é malvada. Há outras novidades na 1.1.1 que não são levadas em conta. Mas é um dos sinais da publicidade negativa que a Apple terá a partir de agora se encarar a briga de gato-e-rato com os hackers, igual ao que acontece com a Sony no console portátil PSP.
O inevitável aconteceu. As vendas globais do Nintendo Wii ultrapassaram as do XBox 360, da Microsoft. A informação é do VG Chartz coletada em agosto.
O Wii vendeu, desde novembro, 10,57 milhões de unidades, contra 10,51 milhões do 360 - que foi lançado um ano antes. Os números falam por si e mostram o disparo de popularidade do console da Nintendo. O outro videogame da nova geração, PlayStation 3, vendeu apenas 4,32 milhões desde novembro.
O NewsFactor mostra que é a primeira vez desde 1994 que uma empresa - a Nintendo - domina o mercado de consoles de mesa e portáteis. Seu Nintendo DS vendeu 48,83 milhões de unidades, mais que o dobro que o concorrente Sony PSP.
O Wii tem alguns fatores vencedores. O controle inovador, o preço baixo e as franquias como Mario e Zelda, que agradam a jogadores de todas as idades. Vários analistas, no entanto, apostam no PlayStation 3 para liderar as vendas da nova geração no futuro. O videogame da Sony é o que tem o hardware mais avançado e traz um drive óptico Blu-Ray, de última geração e que concorre com o HD-DVD para substituir o atual DVD. O resultado dessa batalha definirá parte do caminho do PS3.
Amigos e leitores me perguntam sobre qual seria o melhor console a comprar. A escolha depende muito do seu perfil de jogador e do uso que fará do aparelho. O Wii é indicado para a diversão sem exigência de realismo gráfico e de um televisor de alta definição, que mostra a vantagem técnica da concorrência. PlayStation 3 e XBox 360 têm ainda funções multimídia que atraem os apaixonados por músicas, fotos e vídeos. Podem armazenar esse conteúdo e exibi-lo com maestria na tela da TV. O investimento para isso, no entanto, é alto. Faça as contas, inclua o preço dos jogos, obviamente, e decida.