09.03.08 23:01 | APPLE, CELULAR, IPHONE, SOFTWARE | Comentar »
Depois do lançamento do kit de desenvolvimento para o iPhone e iPod Touch, surgem novos detalhes que a Apple não revelou durante a apresentação de quinta-feira.
O iPhone e Touch com firmware 2.0, que chegará em junho, terá um leitor de apresentações PowerPoint embutido no cliente de e-mail. Também terá suporte ao sistema de configuração de redes Bonjour, permitindo a conexão direta com outros celulares. E permitirá que sites usem o Mobile Safari em tela cheia, com a inclusão de uma tag no código da página.
A Apple deixou claro que vai monitorar de perto quais aplicativos serão liberados para exposição na App Store, a ser lançada para o iPhone e para a iTunes Store. E para, provavelmente, evitar a instabilidade do celular, os softwares de terceiros não poderão rodar em background. Com isso, a funcionalidade de alguns tipos de programas fica limitada. Como usar o AIM já anunciado sem que ele fique conectado mesmo com o usuário ouvindo música, acessando a web ou assistindo a filmes no iPhone?
Há quem diga que conseguiu rodar um software em background, e que a documentação da Apple apenas faz a sugestão do fechamento dos programas. Não há confirmação oficial ainda. A empresa também proíbe que o software lance código executável, o que impediria a Sun de lançar sua máquina Java prometida.
Será que a Apple dará tratamento especial para empresas como a Sun e a AOL, ou relaxará as regras do desenvolvimento com a reação dos programadores?
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07.03.08 3:55 | APPLE, CELULAR, IPHONE, SOFTWARE | 5 Comentários »
O iPhone caminha para a maioridade. Para trás fica a surpresa com a interface sensível ao toque e a diversão por ser um iPod, um portátil para navegação avançada na web. Agora é hora de atingir as empresas.
A versão 2.0 do firmware do iPhone, que será lançada em junho, trará muitas novidades para o ambiente corporativo. De acordo com a Apple, atende os pedidos das empresas. Integração de push de e-mail e calendário, agenda global de contatos. Segurança em redes VPN da Cisco, identidades, certificações.Os responsáveis pelo TI agradecem, e ainda terão a possibilidade da configuração remota de um conjunto de iPhones, e de apagar remotamente os dados privados das empresas hospedados nos celulares. A mágica será feita com o suporte ao Microsoft Exchange e ao ActiveSync. Parece que Apple e Microsoft conversavam mesmo antes do lançamento do iPhone.
A Apple não poupou críticas à RIM e seu Blackberry, que de acordo com pesquisas já é a grande rival do celular da Apple no ambiente corporativo. O sistema de push da RIM exige que o tráfego passe por um servidor externo à rede corporativa, sujeito a brechas de segurança e problemas de conexão como os que têm acontecido nos últimos meses. Não é por acaso que a RIM prometeu no mês passado o lançamento de servidores “caseiros” para o gerenciamento das informações.
Para o kit de desenvolvimento do iPhone, a plataforma de aplicativos Cocoa foi transformada na Cocoa Touch, com suporte à superfície sensível ao toque do celular. Para programar é usado o Xcode, com debugger automático com o iPhone ligado. O Interface Builder cria interfaces com o mouse e o Instruments mostra em tempo real qual é o estresse que o aplicativo em desenvolvimento causa à CPU, memória, vídeo - com acesso direto ao código em questão.
Infelizmente, ainda não foi dessa vez que a Apple apresentou a gravação de vídeo para o iPhone.
Desenvolvedores que não têm acesso ao celular da Apple não precisam se preocupar. Junto com o kit foi lançado o iPhone Simulator, que mostra na tela do computador um aparelho funcional e que se comporta exatamente como um iPhone. Todos os softwares de desenvolvimento são para Macs com processador Intel e Leopard.
Para mostrar o potencial do iPhone, a Apple mostrou softwares próprios, como o TouchFX, que aplica efeitos de distorção em fotos do celular e as elimina chacoalhando o aparelho - igual ao Sketches. No Touch Fighter, o usuário controla uma espaçonave mexendo o celular e fazendo uso do seu acelerômetro.
Em seguida foi a vez de aplicativos de terceiros. As empresas tiveram duas semanas para criar seus programas, e o resultado surprendeu.
A Electronic Arts mostrou um jogo baseado em Spore, o próximo lançamento de Will Wright, criador de The Sims, No game, o usuário manipula um organismo simples enquanto come seres unicelulares para crescer. A interface sensível ao toque é usada para mudar a sua aparência e controlá-lo.
Depois, aplicativos empresariais da Salesforce. Controle de pedidos à distância com atualização remota prometem agradar aos clientes. Mais interessante foi o mensageiro instantâneo AIM funcionando nativo no iPhone. Os usuários podem alternar conversas arrastando a tela para a lateral e atualizar sua imagem do perfil em tempo real, com fotos tiradas com a câmera do celular.
Em mais um exemplo profissional, a Epocrates mostrou um software para médicos que compara drogas, mostra seus efeitos colaterais e permite buscar por remédios de acordo com a descrição do paciente.
Para finalizar, mais jogos. Pela Sega, Ethan Einhorn mostrou o que considera “um jogo que não é para celular. A adaptação de Super Monkey Ball parece feita para um console”. De acordo com o desenvolvedor, a empresa subestimou a qualidade gráfica do iPhone e teve que chamar programadores para explorar o potencial do aparelho.
Todos os softwares do iPhone estarão disponíveis na App Store, aberta a programas gratuitos ou pagos. Será lançada com o firmware 2.0, mas resta a questão: como os brasileiros conseguirão acessá-la?
Parece que a App Store funcionará como a iTunes Store no iPhone. O consumidor brasileiro consegue navegar nela, mas não pode comprar nada. Torça para que o login com a loja virtual de filmes e músicas não seja necessário, pois com isso nem os softwares gratuitos poderão ser baixados. Sou pessimista, porque acho que a Apple vai querer controlar quais são os downloads mais populares, até dos programas de graça.
Os desenvolvedores ganharão 70% do valor cobrado pelo aplicativo, pagos mensalmente. O resto vai para a Apple, para cobrir os custos com a manutenção da App Store, que também funcionará no iTunes, de acordo com Jobs.
O executivo garante que a App Store chegará a todo usuário de iPhone. Será que ele considera os milhares - talvez milhões - que têm um celular desbloqueado?
Como ficarão os programadores dos softwares já populares para o iPhone, mas ilegais aos olhos da Apple? Será o fim da exploração independente do celular? A empresa deixou claro que aprovará cada programa que for colocado para download na App Store…
O update de junho não será gratuito para o iPod Touch, que terá a mesma funcionalidade, por um custo para a atualização. Terrível notícia para os brasileiros, que mais uma vez ficarão de fora porque o novo firmware virá por uma conta no iTunes, impossível de ser aberta no Brasil, que não tem a loja virtual aberta.
Para criar aplicativos para o iPhone, os programadores têm que entrar num programa padrão que custa US$ 99. Se a intenção for desenvolver softwares empresariais, o custo salta para US$ 299. As modalidades estão limitadas a desenvolvedores norte-americanos por enquanto, de acordo com o site da Apple.
Para dar uma “ajudinha”, John Doerr, integrante do fundo de investimentos de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers (KPCB), apresentou o iFund, com US$ 100 milhões, para financiar empresas que desenvolverão programas para o iPhone. “É maior que o computador pessoal”, disse Doerr, ao tirar o iPhone do bolso. “Sabe quem você é e onde está”.
O site para se inscrever no fundo já está no ar. Sugere que os softwares sejam focados em serviços de localização, redes sociais, comércio no celular e entretenimento. Mãos à obra!
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