Você comprou seu celular? Paga direitinho a conta, todo mês? Um dia leu no Futuro.vc que o aplicativo do Skype para iPhone chegou à App Store. “Finalmente”, pensou, enquanto correu para a loja virtual para o esperado download gratuito. Mas logo descobriu que ele não podia ser baixado ou usado na rede de pontos Wi-Fi da sua operadora.
Essa é a realidade que a T-Mobile, operadora alemã do iPhone, quer para o país. A justificativa oficial é de que o uso do software de telefonia VoIP vai prejudicar a estabilidade da rede por causa da taxa alta de transferência de dados e porque o software “não funciona bem”. Há três dias disponível para download, foi testado com louvor por este blog e vários outros sites.
A guerra do VoIP entra em mais um ato. O iPhone não é o celular mais vendido do mercado, mas sua popularidade é suficiente para tornar a chegada do Skype à plataforma um acontecimento maior que o fato em si. A Nokia também enfrenta problema parecido com seu N97 no Reino Unido, mantendo a tendência do mercado até agora. Não é por acaso que o Skype no celular da Apple funciona apenas em redes Wi-Fi, dispensando a 3G.
Até agora os fabricantes se mostravam alinhados com as operadoras, mas os últimos movimentos demonstram que algo está mudando. Ganha o consumidor, mas a briga promete.
A Apple liberou hoje para download gratuito o aplicativo oficial do Skype para iPhone e iPod Touch. O software permite realizar chamadas telefônicas entre dispositivos com o programa instalado (PCs, celulares, PDAs) ou para telefones fixos e móveis.
A interface é simples e mostra a fusão entre a do iPhone OS e do Skype nos computadores. Depois de se logar, o usuário tem acesso aos contatos adicionados e seus status no serviço. A lista pode ser organizada por quem está online.
No iPhone, o usuário faz chamadas por Wi-Fi e conversa por texto também pela rede de dados do celular, em Edge ou 3G. O aplicativo do Skype permite fazer do iPod Touch um telefone, com o uso de um microfone.
No teste que fiz há pouco, o software funcionou perfeitamente, embora tenha travado uma vez, com o iPhone voltando à Springboard. É o velho problema de memória em uso dos aplicativos que apenas um boot resolve.
Hoje não é possível fazer ligações telefônicas usando o Skype e a rede da operadora. No entanto, o 9 to 5 Mac descobriu que o aplicativo instalado na versão 3.0 do firmware do iPhone usa a rede 3G para as chamadas, inclusive entre celulares.
Tamanha liberdade pode acabar com o lançamento oficial do firmware 3.0. O uso livre do VoIP por celulares causa arrepios nas operadoras, que temem perder parte considerável da receita com chamadas de voz, principalmente interurbanas e internacionais.
O usuário pode adotar imagens da câmera do iPhone como seu avatar, mas essa versão do Skype ainda deixa de lado algumas funções do serviço, como a compra direta de créditos para as ligações, chamadas com vídeo, além da implementação falha da conferência - é possível entrar em uma, mas não iniciá-la.
Lembra do anúncio no Mobile World Congress sobre a integração do cliente do Skype no Nokia N97? As operadoras britânicas O2 e Orange não gostaram do acordo e ameaçam boicotar o aparelho mais poderoso do cartel da empresa finlandesa se ele acontecer.
A crise acontece por medo de perder receita com as chamadas de voz interurbanas ou internacionais. Além disso, várias operadoras no planeta têm suas próprias redes de Wi-Fi, vendidas em conjunto com os planos de dados e voz, ou separadas. O Skype pode ser usado nelas, mas também em qualquer rede sem fio disponível.
O VoIP pressiona o modelo de negócio das operadoras há anos. Em entrevista ao Mobile Today, um executivo anônimo declara que o acordo transformaria a rede das operadoras em “tubos burros”. O Skype mina o vínculo do cliente à empresa da qual é assinante - essencial para que você escolha uma ou outra entre as várias ofertas.
A internet é um “tubo burro”. Não importa se você é usuário do Virtua, Velox, Speedy ou outros, poderá acessar os mesmos sites e baixar o mesmo conteúdo - pelo menos na teoria. No caso das operadoras, vingou por anos o modelo murado de ofertas próprias de páginas, ringtones e wallpapers, até a chegada dos smartphones e a pressão pelo acesso puro à web. Mesmo assim há apego à marca.
Nokia e outras fabricantes começam a mudar o paradigma de subserviência à operadora para a personalização/encoleiramento dos seus produtos em troca do desejado subsídio que leva os celulares às massas. O responsável pela revolução é a Apple e seu iPhone, que inverteu o jogo de forças ao cobrar da operadora AT&T um naco da assinatura do usuário e afastou qualquer interferência na interface ou serviços do celular.
Skype e Nokia seguem essa linha, ao escolher o que os usuários desejam. E a decisão pode até ajudar a operadora, com o uso inevitável da rede de dados em planos ilimitados para o VoIP ou a retenção do cliente com subsídios e contratos longos para ter o N97.
Há uma batalha silenciosa pelo futuro do iPhone. O celular mais importante dos últimos anos deve, ou não, ter liberdade restrita na relação com aplicativos de terceiros? A Apple pediu ao Escritório de Direitos Autorais dos EUA que inclua na DMCA, a lei norte-americana de proteção ao copyright digital, a proibição ao jailbreak do iPhone.
Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, explica que há uma revisão da DMCA a cada três anos para qualquer adaptação necessária. “Assim foi criada a exceção que permite o desbloqueio dos celulares para que eles se conectem a qualquer operadora”.
O jailbreak é o processo que abre o celular para receber softwares que não foram autorizados pela Apple. Ao mesmo tempo que isso garante a instalação de conteúdo pirateado da App Store ou desbloquear o iPhone, permite que o consumidor use seu celular para funções desautorizadas oficialmente pela Apple. Geração e gravação de vídeos, armazenamento de arquivos, copiar-e-colar e controle das listas de torpedos e ligações feitas são apenas algumas das opções habilitadas pelo jailbreak.
Dias depois do pedido da Apple, a Fundação Mozilla e o Skype apoiaram a Electronic Frontier Foundation, que imediatamente saiu em defesa do jailbreak. Sua posição está vinculada à garantia de interoperabilidade do celular com outras redes, softwares e aparelhos.
A escolha é do consumidor. Com o iPhone, a Apple segue o modelo fechado do iPod, definindo um ecossistema próprio para a sincronização de dados, compra de conteúdo e assinatura do que pode ser oferecido. Ao mesmo tempo em que oferece uma plataforma confortável para os usuários, pode limitá-los no que podem fazer com os eletrônicos comprados.
Não basta ter um bom hardware, é preciso fazer boas parcerias. A Nokia sabe disso e aos poucos cerca a Apple e seu notável iPhone com ofertas interessantes.
A Mobile World Congress 2009 é o palco para várias delas, e a última tem o Skype como estrela. As empresas se aproximaram para oferecer o cliente do comunicador VoIP embarcado nos celulares Nokia. A iniciativa começará com o N97, que também debutará a promissora Ovi Store.
O Skype no aparelho será integrado a sua agenda de contatos e o usuário poderá usá-lo também como mensageiro instantâneo. Também está coberto o uso do SkypeOut, para receber ligações pela internet diretamente no celular.
O movimento é inusitado, porque normalmente o VoIP se mantém distante das fabricantes por macular sua relação com as operadoras. Esse é o caso da Apple, que dificulta o uso do VoIP no iPhone e iPod Touch para chamadas telefônicas em redes Wi-Fi.
Um movimento parecido foi anunciado ontem para o Xperia X1, da Sony Ericsson, que passará a contar com um ‘painel’ do Skype com funções parecidas com as do aplicativo para os Nokia.
Usuários de 50 aparelhos da Motorola, Nokia e Sony Ericsson ganharam versões em Java do Skype, para download gratuito.
O software, ainda em beta, está bem incompleto. Permite bate-papo em texto, mas as ligações por voz, entre usuários de Skype ou para telefones fixos ou móveis, ainda estão restritas à Dinamarca, Estônia, Finlândia, Polônia, Suécia, Reino Unido e Brasil - apenas Rio de Janeiro.
O Skype lançado hoje usa a rede Wi-Fi ou Edge para realizar o login no serviço e para as conversas de texto. As ligações telefônicas são iniciadas pela rede de voz da operadora e como são feitas através do software, recebem a cobrança de minutos adquiridos no Skype.
O software é um passo importante para estender o alcance do VoIP nos celulares, que tem sido freado pelas operadoras, temendo a redução no faturamento com as redes tradicionais de voz.
Veja imagens do aplicativo e outras informações no Zumo, do amigo paulistano Henrique Martin, que tentou me ligar a partir do Skype, sem sucesso…
O Asus Eee chegou às lojas norte-americanas como uma das sensações do Natal e já é difícil encontrar um para compra. As primeiras análises do subnotebook mostram que por US$ 399 o usuário leva para casa um portátil que realiza bem muitas das funções encontradas em modelos de US$ 1 mil ou mais.
Com 0,92 kg e tela de 7 polegadas, o Eee tem menos da metade do tamanho e peso de um laptop comum de 15 polegadas. Na versão mais comum, traz um processador Intel Celeron M de 900 MHz desenhado para consumir pouca energia, chip gráfico Intel GMA 950, 512 MB de memória RAM, HD com memória NAND de 4 GB resistente à choques, três conexões USB 2.0, VGA, entrada e saída de áudio, ethernet e Wi-Fi nos padrões b e g.
A limitação de espaço no disco rígido é compensada com um slot para cartões SD, que com sorte você já terá do uso na sua câmera digital. O Eee reproduz vídeos nos formatos DivX e Xvid e reconhece iPods.
As opiniões se dividem em relação à tela do subnotebook. Embora tenha resolução razoável, de 800 x 480 pixels, tem uma moldura grande para abrigar as caixas de som e que incomoda alguns. O teclado deve ser testado antes da compra porque pode ser considerado apertado por usuários mais espaçosos.
O Eee vem com uma versão do Linux Xandros personalizada, com softwares como o Firefox, OpenOffice e Skype, que faz uso da webcam embutida de 0,3 megapixel. De acordo com a Asus, a autonomia de bateria varia entre 2,8 e 3,5 horas. O portátil chegará ao Brasil antes do Natal por R$ 1.099, na versão citada. O preço parece salgado, levando em conta que há notebooks com mais poder de processamento por R$ 1,5 mil no mercado nacional
O site Notebook Review traz um guia de modifcações que podem ser feitas no Eee. Sua memória RAM, por exemplo, é expansível para 1 GB com facilidade. O mesmo não pode ser dito para a alteração do sistema operacional. Embora o Windows XP seja compatível com o subnotebook, sua instalação depende de um drive externo de CD ou DVD ligado ao computador por USB. Encontrado o periférico, metade do problema está resolvido.
A Asus, em parceria com a Microsoft, promete lançar uma versão do Eee com Windows XP nos Estados Unidos até o fim do ano. Para quem busca um portátil leve, pequeno e barato para acesso à internet, comunicação com e sem fio e edição de documentos, o Eee parece insuperável. Confira uma apresentação do subnotebook e a comparação em tamanho com um laptop de 15 polegadas.