No Mobile World Congress, os principais fabricantes da telefonia celular mostraram suas armas para o próximo mês e ficou clara a afirmação da tendência da interface sensível ao toque.
Mas algumas coisas não mudam. Como no mercado das câmeras digitais, nos celulares a corrida também é pelo megapixel. A Sony Ericsson, que conta com a marca CyberShot, mostrou seu slider W995 com 8 megapixels - que faz parte da linha Walkman, com ótimo suporte para a música móvel. Mas o que roubou a cena foi o Idou. Ainda sem nome definido, tem tela de 3,5 polegadas, câmera de 12 megapixels e interface sensível ao toque sob o sistema operacional Symbian atualizado. Chega até o fim do ano às lojas, mas antes o usuário terá que conhecer mais dele.
A Acer confirmou os boatos e apresentou a linha Tempo de smartphones, com quatro modelos interessantes. Com telas de 2,8 ou 3,8 polegadas, os X960, F900, M900 e DX900 (com dois slots para cartões SIM) têm Windows Mobile 6.1, 3G, Wi-Fi e Bluetooth. Com interface sensível ao toque, lembram alguns modelos da, agora rival, HTC.
Da Coréia do Sul chega o matador Samsung OmniaHD, com o mesmo Symbian S60 edição 5 do Icon, tela de 3,7 polegadas Amoled e câmera de 8 megapixels que produz filmes em 720p. Também reproduz filmes em alta definição, guardados em 8 GB ou 16 GB internos e em cartões de memória microSDHC.
O destaque da rival local e global LG é o GM730, o primeiro com a versão 6.5 do Windows Mobile. Tem tela de 3 polegadas, câmera de 5 megapixels, GPS e Wi-Fi - padrões na nova geração da telefonia celular. O usuário terá que instalar o sistema operacional, já que o smartphone chegará às lojas ainda com o 6.1.
Para completar a constelação das apresentações, a HTC. Seus dois telefones mais importantes ganharam atualizações. O Touch Diamond 2 tem visor de 3,2 polegadas, câmera de 5 megapixels e espaço para controle da interface sob a tela, como no Palm Pre. Já o Touch Pro 2 tem tela ainda maior, com 3,6 polegadas e teclado completo QWERTY em slider. Para o executivo que deseja usar o viva-voz, o recurso Straight Talk melhora a qualidade do áudio.
A UIQ, que mantém a interface do mesmo nome baseada em Symbian e que equipa celulares da Sony Ericsson e da Motorola, pediu falência nos Estados Unidos. Alega que “não há oportunidades para criar uma nova linha de negócio no clima financeiro atual”.
A empresa ficou para segundo plano desde a entrada da Sony Ericsson na Open Handset Alliance, organização pilotada pelo Google, responsável pela evolução do Android, e que já contava com a Motorola.
Com isso, Android, iPhone OS X, Symbian, Palm, BlackBerry e Windows Mobile se afirmam como as plataformas da telefonia móvel. As duas primeiras estão em evidência, mas o sistema do Google abraça a maior parte dos fabricantes do mercado, sugerindo um futuro bem interessante. Por enquanto apenas o G1, da HTC, está à venda, mas 2009 promete variedade.
A Palm, que anda combalida prepara a virada com o Nova, que deve ser apresentado na quinta-feira na CES. O aparelho + novo sistema operacional é considerado “sensacional” pelo Chunch Gear, com suporte a touchscreen, teclado completo e funções multimídia. Espero que atenda às expectativas, porque o momento e de máxima concorrência, com ótimo resultado para o consumidor.
Para provar a qualidade das fotos tiradas com o C905, a Sony Ericsson radicalizou. Em dezembro, a edição da revista européia FHM traz um anúncio de página inteira com uma imagem registrada pelo aparelho.
O C905 tem câmera de 8 megapixels e faz barulho desde a sua apresentação oficial, no meio do ano. Já chegou ao mercado europeu e no Reino Unido está disponível em preto, prata e bronze. Dependendo da operadora, seu custo é zero, bancado pelo plano assinado.
Além da câmera com ótima resolução, o celular conta com flash de xenônio, estabilizador de imagem e reconhecimento facial.
Dick Komiyama, presidente da Sony Ericsson, fez uma declaração que deve ter ecoado como um trovão na Finlândia. De acordo com o executivo, sua empresa está interessada em adotar o Android como sistema operacional em futuros celulares.
A Sony Ericsson é a maior parceira da Nokia na Symbian Foundation, criada em junho para fazer frente às plataformas OS X e Android. Mas o barulho com o lançamento do T-Mobile G1, o primeiro celular da iniciativa pilotada pelo Google, deve ter atraído a atenção da empresa.
Para Komiyama, a questão é mais política do que tecnológica. A Sony Ericsson não precisaria abandonar o Symbian, mas com certeza teria problemas com a Nokia, que controla o sistema operacional e talvez até tenha feito alguma parceria de exclusividade para fortalecê-lo.
Pessoalmente, tenho dúvidas sobre a capacidade do Symbian de competir em médio prazo com o Android e OS X. A resposta será respondida em parte com o Tube, que teve a interface modificada para o paradigma da tela com superfície multitouch.
O ex-diretor da Sony Computer Entertainment, Phil Harrison, é o autor de uma patente que pode sinalizar os próximos caminhos da Sony para a diversão eletrônica portátil. O registro descreve um aparelho quase quadrado com tela sensível ao toque e “calombos” nas bordas que oferecem respostas aos movimentos dos dedos no visor.
A empresa japonesa afirmou recentemente que prevê 10 anos de vida para seu PSP, o PlayStation Portátil, mas flerta cada vez mais com os games em celulares. O namoro chega a arriscar a parceria com a Ericsson como fabricante de telefones móveis devido ao desejo de usar sozinha a marca PlayStation em aparelhos futuros.
O celular como videogame tem grande potencial e deve ser um dos filões mais populares da vindoura App Store, a loja oficial de aplicativos do iPhone. As características da interface do celular da Apple abrem caminho para jogos inéditos, mas ao mesmo tempo a ausência de teclas físicas torna a conversão de vários games tradicionais um desafio.
No celular, o lugar é dos jogos casuais - aqueles com partidas rápidas, para a brincadeira numa viagem rápida da casa para o trabalho ou no tédio da sala de espera de um consultório médico. Com telas grandes e boa capacidade de memória, os telefones para games automaticamente se tornam ótimos reprodutores multimídia, ampliando seu potencial.
Como sempre, uma patente registrada não garante a sua aplicação, pelo menos ao pé da letra. Mas é hora da Sony expandir seu nome também na diversão em celulares, com o melhor que a marca PlayStation tem para oferecer.
Nas rodas de boatos há meses, parece que o celular PlayStation da Sony é real. De acordo com a MarketingWeek, o aparelho pode chegar ao mercado em tempo do Natal de 2009. O telefone móvel seria uma versão do PSP, o portátil da família PlayStation que depois do sucesso inicial tem apanhado do rival Nintendo DS em vários mercados.
Faltam detalhes técnicos, mas sobram impressões de que a parceria com a empresa sueca Ericsson está azedando. O último problema teria ocorrido com o F305, celular com foco nos games lançado na semana passada pela Sony Ericsson e que curiosamente não leva a marca dos consoles japoneses. A ausência seria reflexo do arrependimento de ter usado o Walkman em celulares da empresa conjunta, desviando-o de uma adoção centralizada na Sony.
De acordo com a publicação, a Sony “nunca” adotaria o PlayStation em uma iniciativa conjunta com outra companhia. Está criado o impasse.
A Nokia está passando a semana com preparações para seu futuro. Ontem comprou o Plazes, serviço alemão de microblogging com localização. Hoje, adquiriu o resto da Symbian e criou uma fundação na linha do que o Google faz com a sua Open Handset Alliance e o Android.
O Plazes avisa que não fechará durante a transição para dentro da Nokia e que mantém os planos de lançamento de uma versão para iPhone. O serviço será provavelmente integrado ao leque do portal Ovi, que tem aplicativos para partilha de conteúdo, gerenciamento de mapas e loja de música.
E aguarde para breve seu novo Nokia com um clone do Twitter instalado, com localização integrada e fusão com a rede social Twango, comprada pela empresa no ano passado.
Na base desses serviços há o Symbian, sistema operacional para dispositivos móveis que é usado por aparelhos da Samsung, Motorola, Sony Ericsson e principalmente da Nokia. A empresa finlandesa anunciou a compra do resto da companhia e a criação da Symbian Foundation para estimular e garantir o futuro do software. A idéia é unificar as interfaces S60 (Nokia), UIQ (Sony Ericsson) e Moap (DoCoMo) e abrir cada vez mais o código do sistema para facilitar o desenvolvimento de terceiros.
Com a fundação, a Nokia promete que os fabricantes de celulares gastarão menos tempo na criação e manutenção das interface e correção de problemas, e mais na preparação de novos modelos.
A Fundação Symbian abre as portas no começo de 2009 e conta hoje com 235 celulares no mercado.