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Novo celular com Android da HTC abandona o teclado físico

21.01.09 18:08 | CELULAR | Comentar »

htcg2_futuro.vcO Gizmodo publicou duas fotos que parecem ser do novo celular da HTC com o sistema operacional Android, pilotado pelo Google. Ao contrário do primeiro aparelho com o software, o T-Mobile G1, esse dispensaria o teclado QWERTY real para uma abordagem semelhante a do iPhone.

As imagens mostram um design cheio de curvas e botões físicos, com câmera de 3,2 megapixels e tela que tem, provavelmente, as mesmas 3,2 polegadas do G1. O visor é sensível ao toque, mas sem o multitouch do iPhone/iPod Touch está limitado a comandos menos complexos.

Na prática, o G2 será uma releitura do G1, compartilhando muito do seu hardware numa proposta mais parecida com a da concorrência sem teclado.

Acredita-se que o celular será lançado em abril ou maio, antes das outras opções com Android de Motorola, Sony Ericsson, Samsung, LG e outros fabricantes que fazem parte da Open Handset Alliance.

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Android Market chega com 50 aplicativos gratuitos

22.10.08 23:49 | CELULAR, SOFTWARE | Comentar »

wikitude_androidmarket_futuro.vcNo dia do lançamento oficial do T-Mobile G1, o primeiro celular com Android, o Google apresentou também a loja de aplicativos que funcionará no sistema operacional. A Android Market abre com 50 aplicativos e é única entre as ofertas para a telefonia móvel.

Como anunciado antes, a loja foi inaugurada apenas com aplicativos gratuitos - uma ótima pedida para os usuários iniciais do celular e do Android.

A partir do dia 27 os desenvolvedores podem começar a submeter seus softwares para o sistema, que será moderado pela comunidade. Para se tornar um integrante oficial da Android Market é preciso pagar uma taxa única de US$ 25.

Os programas pagos só serão aceitos a partir do começo de 2009. Embora pareça estranho, é a melhor tática para disseminar a cultura do download entre os usuários e o consumo farto de dados, para a alegria das operadoras. 

Ao contrário da App Store, loja de aplicativos da Apple para o iPhone e iPod Touch, o Google não ficará com uma fatia do preço do aplicativo. No acordo, 30% vão para as operadoras e cobradores envolvidos no processo.

O método é parecido com o que havia no universo Brew, do padrão CDMA da telefonia móvel. Nele, a operadora (Vivo, no Brasil), controlava a venda dos programas e ficava com parte da renda, junto com a Qualcomm, que detém a tecnologia do comércio.

Os softwares já disponíveis são interessantes. Há exemplos como o PicSay, para decoração de fotos, o cliente aditivado do Gtalk, Maverick, o histórico game Pac-Man e o guia de viagens Wikitude.

Não há previsão da chegada do Android em um celular no Brasil, mas o prognóstico é bom. O G1 é o HTC Dream, da empresa que tem boa presença no país. E ainda há a Motorola, que trabalha ativamente em um ou mais aparelhos com o sistema operacional do Google. 

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Conheça o T-Mobile G1 em detalhe com emulador

06.10.08 1:40 | CELULAR, SITES, WEB | Comentar »

Enquanto o T-Mobile G1, ou HTC Dream, não chega ao mercado brasileiro, a melhor forma de conhecer o primeiro celular com sistema operacional Android é acessar o site interativo publicado pela operadora norte-americana.

Na página há uma visão em 360 graus do celular e guias que mostram detalhes técnicos do aparelho - como trocar a bateria, o SIM card e o cartão de memória, além do mecanismo que revela o teclado físico.

Mas o destaque fica com o emulador do celular. Nele é possível ver a interface sensível ao toque, que se descortina em telas com contatos favoritos, barra para busca no Google e menu de aplicativos. Vários deles permitem a navegação, como o cliente de e-mail e a agenda de contatos. A maioria, no entanto, apresenta apenas a disposição dos ícones e mensagens, para matar a curiosidade.

emulador HTC dream_futuro.vc

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T-Mobile HTC G1 é a aposta do Google para dominar os celulares

24.09.08 2:34 | CELULAR, HARDWARE, IPHONE, SOFTWARE | 1 Comentário »

T-Mobile G1_futuro.vcO início trouxe os desbravadores. Motorola e Nokia consolidaram o mercado com outros players de peso, como Samsung, LG, Sony Ericsson. A competição era ferrenha, mas a inovação desestabilizante faltou e as novidades apareciam quase combinadas entre as partes. Fotografia, música, internet foram introduzidas ao mesmo tempo no mercado, sem ameaças às empresas.

No ano passado tudo mudou. A Apple desembarcou seu iPhone, com hardware e software inovadores. Mudou a forma de uso do celular, com foco na interface e na web. Os desbravadores, agora espectadores, correm para alcançá-la. Mas algo mais estava programado.

O panorama do mercado da telefonia celular - e cada vez mais da computação portátil - foi formado hoje, com o T-Mobile G1. O celular da HTC é o primeiro do mercado com o sistema operacional de código aberto Android, da iniciativa Open Handset Alliance, pilotada pelo Google. Bebe claramente na fonte do iPhone, mas oferece mais, mantendo a relação de negócio que tem feito do Google o farol da tecnologia no século 21.

Não se atenha aos detalhes do hardware do G1. O primeiro ataque do Android vem da sua capacidade de adaptação aos form factors do mercado. O celular da HTC é uma vitrine para mostrar o poder do sistema que nos próximos meses estará em vários tipos de celular, inclusive os mais modestos. A partir de hoje, o desafio está lançado para a Apple. A empresa tem entre oito e 10 meses para apresentar alternativas empolgantes na metade de 2009, quando o sucessor do iPhone 3G chegar e o mercado estiver cheio de aparelhos Android. E não se surpreenda se, então, conhecermos o iPhone Nano… 

Mas é válido lembrar que o G1 não tem um conector de fones de ouvido padrão, de 3,5 mm. A era das ligações proprietárias está acabando, e para um celular que terá uma loja da Amazon para a compra de músicas sem DRM, a ausência ganha peso. Por outro lado, o teclado QWERTY brilha, apresentando uma opção tradicional para quem não gosta da digitação na tela.

Bem mais importante é a presença única do Android na nuvem de informação. O uso de uma conta do Google permite sincronizar os dados entre os aplicativos do celular - contatos, e-mails, calendários - com os da web, quase em tempo real. A Nokia engatinha nessa área com a Ovi, mas a Apple, na crista da onda, cobra pelo serviço no Mobile Me. Torça pelo sucesso do Android, porque ele forçará a adoção do seu padrão indústria afora.

Para o usuário, a sincronização não será tão gratuita assim. O Google a implementa para ampliar a base de oferta de publicidade personalizada, empurrando para o celular os links patrocinados que rendem bilhões. 

A liberdade do Android é refletida também na loja de aplicativos, que ao contrário da App Store do iPhone terá um processo simplificado de aprovação dos softwares e controle na mão do usuário, que determinará bloqueios e preferências pela inteligência coletiva.

De qualquer forma não imagine que o Android seja o paraíso. Aplicativos para VoIP, chamadas telefônicas pela internet, não aparecerão para download. Culpe a operadora, que precisa da receita das ligações. Também não há suporte a áudio estéreo por Bluetooth e até a interface sensível ao toque parece não permitir inputs múltiplos, como no iPhone. 

Mas não subestime o Android. O Google entrou nessa para ganhar, numa estratégia semelhante a da Apple, com upgrades constantes do seu sistema operacional, apostando na força do código aberto. Bom para o consumidor, que tem mais opções de celulares-quase-computadores.

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