Há um lamento na indústria. A partir de 1 de julho, Bill Gates não estará mais diariamente na Microsoft, empresa que fundou há 33 anos e que mudou o cenário do mundo que conhecemos. Passará a se dedicar principalmente à Fundação Bill & Melinda Gates, e a tarefas como o combate à pobreza e às doenças em países pobres, com cerca de US$ 33 bilhões - o maior valor em caixa para uma ONG no planeta.
Gates deixa o legado da maior empresa de software do mundo, que ele fundou com Paul Allen em 1975. De tabela, ajudou a montar a gigante IBM ao licenciar seu MS-DOS, que com o tempo formou o monopólio que hoje é estabelecido com o Windows. A Microsoft jogou sujo ao longo desses anos, por exemplo forçando fabricantes a aceitar o sistema operacional em seus micros, destruindo a Netscape com a inclusão do Internet Explorer no Windows e atingindo em cheio o mercado de programas multimídia com o Media Player, também embutido no sistema operacional.
Mas também foi responsável pela universalização da computação pessoal numa interface baseada em janelas, no mouse com dois cliques simples de usar, na expansão do mercado de smartphones com o Windows Mobile espelhado no irmão mais velho e, mais recentemente, no fim do marasmo nos videogames com o espetacular XBox 360 - considerado por muitos como o melhor produto da Microsoft atual.
Sem a Microsoft, tecnologias que foram até mal implementadas pela empresa não teriam se popularizado: USB, plug and play, PCI, DirectX… E também há espaço para os desastres, na figura dos vírus, trojans e worms em geral que custaram bilhões às empresas e muita dor de cabeça aos usuários.
A transição para a saída de Gates durou dois anos e chocou o mundo quando foi anunciada. É considerada por ele “a mais bem pensada da história”, e deixa a Microsoft em boas mãos, nas mãos de Ray Ozzie, seu substituto na chefia da engenharia de software, e nas do presidente Steve Ballmer, o polêmico carregador de piano da empresa.
Mas, para mim há o Bill Gates que conheci, em uma das experiências mais marcantes nos vários anos como jornalista de tecnologia. Visitei o Microsoft Campus, em Redmond, três vezes, mas na primeira delas, no começo da década, algo especial aconteceu. Era um encontro para jornalistas da América Latina com a apresentação de vários produtos e planos para a região. Todos aguardavam o encerramento, com Steve Ballmer, quando surge do corredor Bill Gates.
Calça marrom, camisa de manga comprida xadrez, óculos grandes, cara de moleque, cheio de sardas. A pasta embaixo do braço carregava, provavelmente, uma decisão que valia milhões, mas o desprendimento era de alguém que se sentia à vontade no complexo da sua empresa, com dezenas de prédios.
Chegou, sentou, puxou um ramal e começou a falar no telefone. Levei alguns segundos para acreditar que o homem mais importante da indústria - e um dos mais relevantes no mundo - estava a dois metros de distância. A conversa foi animada, com risadas e troca de informações. E, por alguns momentos, houve o contato vistual e um bater de cabeças.
Tirei o bloco de anotações do bolso e, quando a ligação acabou, tentei minha sorte. Me aproximei, mas mais rápido que eu chegou um casal vestido de preto que o cercou e o levou para longe. Ainda deu tempo de soltar um “Mr. Gates?”, mas já era tarde demais.
E se você está curioso, sim: nesse meio tempo tentei várias vezes entrevistar o homem, todas sem sucesso. Jornalistas sul-americanos não estão no topo das prioridades nesse tipo de contato.
Roz Savage, 41 anos, descobriu aos 34 que sua vida não podia se restringir ao emprego e à rotina de uma consultora de negócios.
A britânica está na segunda parte de um projeto de sete anos para dar a volta ao mundo num caiaque. Na primeira etapa, Roz atravessou o Atlântico em 103 dias na Atlantic Rowing Race como a única mulher participante. Enfrentou uma série de problemas, e percorreu mais da metade do percurso com remos consertados.
Em 25 de maio, Roz iniciou a travessia do Pacífico saindo da Califórnia, com paradas no Havaí e em Tuvalu. Dessa vez sua aventura está coberta pela tecnologia. O internauta pode acompanhar o desempenho no site oficial, que conta com um mapa e localização em tempo real, com dados como velocidade e condições do tempo. Além disso, Roz publica updates no Twitter, como rozsavage e num podcast da rede Twit, do Leo Laporte. As transmissões são feitas a partir do seu telefone por satélite e incluem sessões de perguntas e respostas, para saciar a curiosidade dos ouvintes.
Quer se sentir assaltado? Habilite o roaming internacional da sua linha de celular e use o aparelho do outro lado do mundo. O custo é altíssimo, para fazer ou receber chamadas, e muitos acabam optando pelo VoIP de um Skype, mesmo sem a comodidade de usá-lo de qualquer lugar.
O MAXRoam promete dar um alívio para quem viaja bastante. O sistema usa um SIM card especial para habilitar até 50 linhas diferentes em 28 países - inclusive o Brasil. Ou 50 linhas do mesmo país, funcionando num único aparelho.
Ao contratar o serviço o usuário já ganha um número local nos Estados Unidos, França, Reino Unido, Polônia, Itália, Suécia ou Irlanda de graça. As linhas adicionais custam a partir de 2 euros por mês.
O celular GSM tem que ser desbloqueado e, pelo menos, triband. Ao fazer ligações há um hiato de 10 segundos entre a discagem e o toque de chamada, já que o seu celular irá tocar para completar a operação. O MAXRoam é um serviço pré-pago, o que facilita o controle dos minutos gastos. É cobrada uma taxa de 1 euro mensal se o aparelho não for usado.
O Optimus Maximus faz a alegria de qualquer geek e de quem trabalha com softwares que tenham muitos atalhos de teclado, como o Photoshop. No periférico, cada tela é um LED, programável por software para exibir o que o usuário desejar em 65 mil cores.
Assim, o teclado pode ser programado para transformar as letras em teclas diretas para os atalhos do editor de imagens ao abrir o software ou digitar um comando qualquer. Os layouts também são interessantes para jogos eletrônicos. Difícil é se acostumar a ter um teclado diferente a cada aplicação, abandonando o paradigma QWERTY.
Depois de prometer o lançamento do produto em 2006, a Art.Lebedev Studio finalmente anunciou seu preço e data de chegada ao mercado. Custará a bagatela de US$ 1.564 em branco ou preto e começará a ser enviado aos compradores em 12 de dezembro.
O teclado exige uma conexão USB 2.0 e outra de força para funcionar. Conta com um slot para cartões de memória SD - um de 512 MB está incluído - que armazenam os layouts das teclas e que permitem cambiar as configurações entre teclados. O software de customização funciona em Windows e OS X. De acordo com a empresa, os LEDs funcionam perfeitamente por sete anos, levando em conta o uso do teclado por oito horas diárias.
A partir de hoje você já pode se pré-inscrever na Campus Party Brasil, evento inspirado na versão orginal espanhola que reunirá milhares de pessoas na Bienal de São Paulo em fevereiro de 2008 com computadores, comunicação e novas tecnologias.
A inscrição custa R$ 100 reais, com direito ao acesso evento de 11 a 17 de fevereiro, lugar na sala de computadores na área escolhida, barraca individual e espaço na zona de acampamento. Quem tem de 12 a 18 anos pode participar com a autorização dos pais. Por outros R$ 100, o participante tem direito à alimentação no local. Ao preencher o formulário, o interessado reserva sua vaga e será contactado em algumas semanas pela organização para formalizar sua participação.
É possível se inscrever em grupo e formar clãs. A Campus Party é dividida em áreas de interesse, como astronomia, software livre, prorgamação, games, modding, música, robótica e outras. A idéia é criar um espaço para debate e colaboração em projetos que tenham como base o uso da tecnologia.