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Novo padrão do HDMI terá conexão de dados

14.05.09 18:49 | CELULAR, HARDWARE, WEB | Comentar »

O grupo de licenciamento do padrão de áudio e vídeo digitais HDMI ofereceu os detalhes da nova versão, 1.4, que promete facilitar ainda mais a conexão entre eletrônicos de consumo.

O formato contará com uma conexão de dados, chamada HEC (HDMI Ethernet Channel), para a troca de informações em até 100 Mbps entre aparelhos. Com isso, seu televisor do futuro estará ligado à internet apenas pelo cabo que hoje fornece imagem e som.

A 1.4 também terá um canal reverso de som, o ARC (Audio Return Channel) para eliminar a necessidade de cabos ópticos no caso de áudio com compressão. O futuro HDMI suportará resoluções de 4K, ou 4096 x 2160 pixels.

No padrão anunciado também está a criação do plug menor que foi personagem de um post no começo da semana e que levará o HDMI aos gadgets, como câmeras digitais, filmadoras e celulares.

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Adobe incluirá Flash em TVs a partir de 2010

20.04.09 17:22 | HARDWARE, WEB | 1 Comentário »

Em vez de procurar os fabricantes de TVs, a Adobe foi direto na origem - os criadores dos chips que controlam os aparelhos - para atacar o mercado da televisão.

Broadcom, Intel, NXP e STMicroelectronics lançarão seus primeiros chips com Flash embutido a partir do ano que vem. O acordo não inclui o uso em televisores da Sony ou Samsung, que já adotam a plataforma de widgets do Yahoo.

Com as soluções e uma conexão à internet, o usuário tem na tela da TV acesso à funções específicas como previsão do tempo, notícias, trailers de cinema e um navegador web completo.

Mas o pulo do gato está na oferta de IPTV a partir do Flash ou dos widgets. A mesma experiência que você tem ao assistir a vídeos no YouTube ou no Hulu pode existir na TV, a partir do controle-remoto do aparelho. Sem grandes configurações, o usuário assina canais de conteúdo para recebê-los com poucos cliques.

E se os vídeos em alta definição já são realidade na web, levá-los para a televisão com facilidade cria um desafio para a TV digital. O clima é descrito na última frase do demonstrador dos widgets do Yahoo, no vídeo da BBC. “A experiência é complementar à da televisão”. Hoje, sim, mas no futuro a relação pode ser outra.

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Para sobreviver, Joost vai abraçar o browser

24.03.08 7:19 | SOFTWARE, WEB | Comentar »

No ano passado, o Futuro.vc e o resto da mídia celebraram o surgimento do Joost como o serviço que iniciaria um novo capítulo na forma de consumir televisão. Hoje, ninguém fala no serviço criado por Janus Friis e Niklas Zennström, dupla responsável pelo Skype e Kazaa.

O Joost não decolou por alguns motivos. É uma plataforma à frente do seu tempo. Os telespectadores não estão preparados para assistir à televisão na tela do computador, e o Joost não oferece formas simples para ser utilizado no televisor. Além disso, o velho direito autoral maculou o consumo do conteúdo pelo software. O brasileiro entra no site, vê opções interessantes de canais e programas, mas não pode assisti-los por não estar na região certa.

Para solucionar parte desses problemas, o Joost caminha para o browser. De acordo com o Portfolio.com, que faz uma grande análise do momento da empresa, o serviço será lançado para acesso direto no navegador.

Concorrentes como o DNAStream fazem isso desde o lançamento, e o Joost precisa mais. Tem que ser tão abrangente como o YouTube, que além de ter seu site muito acessado conta com os milhões de olhares nos vídeos embutidos em páginas na web.

Que tal aproveitar as buscas no serviço que se transformam em canais automáticos e criar feeds para que blogs de esportes, moda e tecnologia possam utilizar os vídeos? Ou talvez cair na tendência do live video, com programação alimentada pelo internauta e sua webcam - algo que a empresa já disse que não faria.

A grande novidade do Joost é a transmissão de eventos ao vivo, iniciada na sexta-feira passada com sucesso.

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50% dos torrents são de séries de televisão

18.02.08 7:01 | WEB | Comentar »

lost_000.jpgLost, Heroes e Desperate Housewives são apenas três de várias séries de TV que são acompanhadas por muitos brasileiros a partir dos downloads na internet. Um estudo mostrou que pelo menos metade do tráfego da rede peer-to-peer Bit Torrent, a principal na atualidade, é desse tipo de programação. É um bilhão de episódios baixados anualmente.

Para quem tem banda larga e algum conhecimento técnico, o episódio que transmitido hoje nos Estados Unidos chega em poucas horas no computador de casa - contra alguns meses pelas vias “normais”, no seu canal de TV aberta ou a cabo. Esse talvez seja o principal estímulo para realizar o download ilegal - o atraso nas temporadas em veiculação no Brasil.

E quem quer assistir a Jack, Sawyer ou Hiro Nakamura dublados? A sincronia com o lançamento norte-americano e a versão original e legendada tiraria muito do interesse pelo torrent. A imagem melhor da televisão e até os intervalos comerciais - que acrescentam suspense à trama - também são fatores que contam. O fã continuaria baixando, para rever e caçar todos os detalhes do episódio.

De certa forma, as redes peer-to-peer tomaram o lugar dos videocassetes e dos gravadores digitais, que ainda não pegaram no Brasil.

Para as emissoras, o torrent tem sua validade, que nunca será reconhecida. Funciona como um propagador da cultura de um determinado seriado. Lost e Heroes já eram conhecidos no Brasil muito antes de chegarem às estações de TV nacionais. Talvez seja a hora de começar uma exploração comercial desse modelo, com torrents “oficiais” com anúncios e a vinculação a conteúdo extra nos sites. Mais fácil é pensar que as produtoras das séries insistirão no paradigma, como a indústria da música fez por anos com seus processos e DRMs cabeludos.

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Conversor de TV digital por US$ 20? Só nos Estados Unidos

08.02.08 7:11 | HARDWARE | 2 Comentários »

A Best Buy, maior cadeia de lojas especializada em eletrônicos dos Estados Unidos, anunciou que vai colocar à venda um conversor para TV digital com desconto.

No país do Tio Sam, o governo iniciou um plano de subsídio dos conversores que oferece dois cupons de US$ 40 por família para a compra de conversores. Em fevereiro de 2009, a transmissão analógica será interrompida nos EUA.

Faltando um ano para o prazo acabar, a Best Buy se associou à fabricante Insignia para vender o conversor por US$ 59,99 em suas lojas. Com o subsídio governamental, o preço cai para US$ 19,99, cerca de R$ 40.

Sim. É óbvio que a economia norte-americana é bem mais sólida que a brasileira, mesmo às portas da recessão que ameaça arrastar o mundo inteiro. Mas será que o Brasil pode fazer melhor?

O governo avisou que haverá conversores por R$ 230 a partir deste mês. Explica que tenta forçar a queda dos preços numa briga com a indústria. Mas é pouco, levando em conta o poder aquisitivo da população. Quem pode, não vai comprar esse conversor. Investirá em outro aparelho com funções de gravador digital, ou com suporte à interatividade tão prometida para a TV digital brasileira.

E, por último, um detalhe essencial. O conversor nos EUA e na Europa é mais barato por causa da economia de escala. Tecnologia mais popular, muitos consumidores, mercado competitivo, queda dos preços. A equação é simples. Mas o Brasil optou pelo padrão japonês, do outro lado do mundo, num mercado mais caro e maduro.

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CES 2008: O futuro da televisão e do DVD

08.01.08 18:15 | HARDWARE | Comentar »

brayhd.jpgQuem acompanha o Futuro.vc conhece a minha relutância em considerar a TV digital a revolução alardeada por muitos. É um passo técnico importante, mas quando alcançar a universalidade de acesso possivelmente estará obsoleta em comparação aos meios de distribuição pela internet.

A CES tem mostrado um futuro interessante para a TV. A Matsushita (Panasonic), por exemplo, promete televisores prontos para o Google.

Isso mesmo. As TVs virão com um computador interno e conexão com a internet para acesso aos vídeos do YouTube, fotos do Picasa e outros serviços da empresa. Os aparelhos de plasma devem chegar ao mercado norte-americano até a metade do ano.

A feira também mostra o que pode ser o fim da briga pela sucessão do DVD. Com a troca da Warner Bros para o Blu-ray, o rival HD-DVD parece estar com os dias contatos. O Financial Times publicou que a Paramount - aliada do HD-DVD - tem uma cláusula no seu contrato que permite a troca se a Warner Bros abandonasse o barco.

Hoje, o Blu-ray tem 70% do mercado de Hollywood. Com a Paramount o domínio será ainda maior.

A Sony, líder do Blu-ray, procura a Toshiba, do HD-DVD, para formar um acordo. Em tese, os formatos podem se beneficiar de uma fusão. O HD-DVD usa mídias parecidas com as atuais e tem custo de fabricação e replicação menor. Mas tem capacidade de 15 GB de armazenamento por camada, contra os 25 GB do Blu-ray.

Mas a internet também é a vilã em potencial dos filmes em discos ópticos. Espera-se para a semana que vem que a Apple anuncie o seu programa de aluguel de vídeo pela loja virtual iTunes. A Microsoft já faz isso na rede XBox Live e prepara o seu videogame para se tornar um set-top box, com IPTV.

A Apple, que domina o mercado de venda de música pela internet e quer o mesmo com os filmes, pode usar uma versão da Apple TV para receber e transmitir televisão. O usuário compraria os canais e programas que quisesse, transmitidos em tempo real com ou sem fio por toda a casa. Algo que a TV digital não pode oferecer.

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TV digital chega ao Brasil para poucos

02.12.07 22:57 | CELULAR, HARDWARE, WEB | 4 Comentários »

cinzento-2.jpgO governo federal acabou de inaugurar oficialmente a TV digital no Brasil, com um pronunciamento oficial do presidente Lula. Prometida para todo o país em alguns meses, a TV digital está disponível a partir de hoje apenas na Grande São Paulo e para quem preenche os seus vários requisitos.

O que é a TV digital? Melhor qualidade de áudio e vídeo, transmissão com qualidade em dispositivos portáteis (celulares, notebooks) e em movimento, em automóveis, ônibus, trens. E, por último, mas com o maior potencial de mudança, a interatividade com acesso à internet, comércio eletrônico e uso de serviços públicos e privados a partir da televisão.

No Brasil foi escolhido o padrão japonês, o ISDB, para a modulação do sinal até o aparelho receptor. É comum ouvir o governo chamar o padrão de “brasileiro”. Mais correto é “nipo-brasileiro”, já que o Ginga, programa que será usado para a interatividade foi desenvolvido no país e com código aberto. Outra modificação nacional é a adoção do codec H.264 para a compressão de vídeo. É considerado o melhor da atualidade e tem exemplos de uso na Apple, com os filmes vendidos na iTunes Store, e com o Google, que está convertendo os vídeos do YouTube para o formato.

Para usar a TV digital é preciso um conversor do sinal, que chega às casas de forma gratuita, por uma antena. O conversor pode ser simples, apenas para traduzir o sinal recebido em imagem e som, ou avançado, com recursos de gravação da programação e integração com a internet. O conversor também pode vir embutido no televisor, mas a oferta dessa modalidade ainda é pouca e cara.

Mesmo com o conversor em casa, você não terá a qualidade audiovisual sem uma TV que apresente alta resolução, de até 1.920 x 1.080 pixels. Se você quiser assistir à TV digital em seu televisor de tubo de cinco anos de vida, não terá acesso ao avanço de imagem e som, limitado à resolução 480i, tradicional. É possível comprar também um televisor com conversor embutido, com a desvantagem de não ser um que apresente todas as funções possíveis - guia de programação, gravador digital, interatividade.
digitv.jpgPara conferir uma análise do conversor mais barato no mercado, o Positivo DigiTV (R$ 500), confira o post de Rafael Rigues, direto da Aclimação, em São Paulo. A versão testada não tem saídas para garantir a qualidade de imagem e som, como a HDMI, nem aceita conexão com a internet para a interatividade ou com pen drives para a leitura de fotos, músicas e vídeos vindos do computador.

Pelo conversor é possível captar também o sinal para dispositivos móveis, chamado 1seg. Tem resolução menor, talhada para a exibição em telas pequenas, mas ainda não há celulares disponíveis para a recepção. Na TV digital, cada canal tradicional ganha quatro “estradas” para transmissão. Pode usá-las para, por exemplo, enviar quatro imagens diferentes de uma partida de futebol ou quatro partidas em transmissão simultânea durante a Copa do Mundo. Ou fundir as possibilidades para a transmissão com qualidade máxima.
O desafio da TV digital brasileira começa a se mostrar agora. Com a adoção do ISDB - implantado em larga escala apenas no Japão - deixou de lado a questão da economia de escala que seria alcançada com o DVB europeu, por exemplo, com previsão de uso em 20 países. É por isso que o governo brasileiro briga para forçar a meta de ter conversores à venda por R$ 200 ou menos.

Com celulares e a transmissão móvel a questão é a mesma. Fabricantes ocidentais como a Nokia e a Motorola não criarão aparelhos para atender apenas ao mercado insipiente brasileiro. É bom lembrar que as duas empresas têm linhas de produção no Brasil e poderiam fabricar aparelhos aqui para o mercado interno e para exportação, com investimento em potencial para tal.
Há pouco, Lula disse que o BNDES tem R$ 1 bilhão para oferecer ao mercado varejista para baratear o custo dos conversores.

Será interessante ver a evolução dos preços. Por enquanto, a TV digital é para poucos, e não oferece o que considero principal, a interatividade. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, não se preocupa com a situação e diz que foi assim em todo o mundo. Ele sabe, também, qual é o desafio que tem pela frente para cumprir o que promete desde o início das conversas sobre a TV digital.

O governo vislumbra e anuncia há mais de um ano um Brasil em que cidades com cinco mil habitantes pagarão suas contas pela internet, a partir da TV, poderão estudar, se comunicar e até votar com o controle-remoto e um teclado USB. Para a interatividade da TV digital funcionar é preciso o famoso canal de retorno, que levará as informações enviadas pelo telespectador até o servidor em questão. Ele pode ser a linha telefônica, o celular, Wi-Fi ou o cogitado WiMax, para comunicação sem fio veloz e em grandes distâncias. Nenhum deles é viável hoje em escala nacional.

Por isso, o futuro da TV digital como ferramenta de mudança social depende da expansão da internet. Sem isso, é apenas melhor qualidade de som e imagem e para a parcela da população que já tem acesso a televisores de LCD ou plasma e grana para pagar R$ 700 num conversor - e mais por outro no futuro com interatividade. Mais qualidade, mesmo status quo.

Apostem comigo: a prova de fogo da TV digital brasileira é a Copa do Mundo de 2010. Quase três anos para expandir a tecnologia para todo o país e, com sorte, apresentar a interatividade. Ela abre caminho para o comércio eletrônico na televisão - comprar o vestido da estrela da novela, a nova camisa do Flamengo, ou o livro apresentado pelo autor no programa de entrevistas. E permite o acesso à internet por uma parcela bem maior da população, como citado acima.

Mas isso não foi incluído como uma necessidade nas diretrizes de implementação da TV digital brasileira. Da mesma forma, continua nebulosa uma possível democratização da televisão com a entrada de outros players e criação de canais comunitários municipais e universitários.

Por isso, o maior desafio da TV digital no país é se afirmar antes que a internet faça o mesmo. Blogs, redes sociais, agregadores de vídeos e a web em geral roubam audiência preciosa da televisão analógica e continuarão fazendo com a alta definição. A IPTV, televisão pela internet, que já é vista em serviços inovadores como o Joost, Jalipo e outros, têm potencial para mudar o paradigma e alcançar as condições que a TV digital assinalou na origem: milhares de canais, produção descentralizada, interatividade. Essas condições fazem parte da natureza da IPTV e não precisam de etapas posteriores para acontecer. É bom que Globo, Record, Band, SBT e outras estejam dando a mesma atenção à televisão na internet que à TV digital, para que um dia não acordem como uma surpresa desagradável à porta - um YouTube em alta definição com os vídeos do vizinho skatista concorrendo com a novela das oito.

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