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Vaio P e OQO 2+ colocam o computador no bolso

08.01.09 14:24 | HARDWARE | 1 Comentário »

Vaio P_futuro.vcCom a fraca apresentação da Macworld, o centro das atenções se voltou rapidamente para a CES, maior feira de eletrônicos dos Estados Unidos que nos últimos anos vinha sendo eclipsada pelo show de Steve Jobs.

Dois produtos me despertaram a atenção e uma certa coceira no bolso. Netbooks com cara de ultraportáteis que andam sobre a corda bamba. De um lado ficam os smartphones, do outro, os computadores tradicionais. 

O Vaio P tem as mesmas especificações vazadas há uma semana, com bom processador Intel Atom, 2 GB de RAM e tela de 8 polegadas com resolução de 1600 x 768 pixels. Disponível em quatro cores - preto, branco, vermelho e verde - o P tem webcam integrada e um modo para acesso instantâneo a mídias com a interface xross media bar semelhante a do PlayStation 3. Tem Wi-Fi, Bluetooth, GPS e conexão 3G com a operadora norte-americana Verizon. Isso indica que é CDMA EV-DO, o mesmo padrão que a Vivo adotou há alguns anos para a terceira geração, principalmente em placas PCMCIA. O funcionamento no Brasil é uma incógnita.

O pequeno notável tem autonomia de quatro horas, vem com Windows Vista, HD de 60 GB, duas portas USB e conexões de áudio, vídeo e Ethernet. O modelo de entrada custa US$ 899, nos EUA, a partir de fevereiro.

oqo2_futuro.vcMais radical é o OQO 2+. Com display de 5 polegadas OLED sensível ao toque, tem contraste impressionante de 1.000.000:1. Processador Intel Atom de 1.33 ou 1.86 GHz, 2 GB de RAM e autonomia de 3,5 horas. Também conta com Wi-Fi, Bluetooth e o chip Gobi da Qualcomm com suporte às redes 3G CDMA e HSDPA - que, em tese, funcionam no mundo inteiro. Ao contrário do Vaio P, o teclado do OQO 2+ é pequeno e deve ser usado com os dedões. Com o Windows XP, o portátil custa US$ 999 nos EUA.

Não se atreva a comprar nenhum dos dois sem pelo menos pegá-los na mão. Netbooks e UMPCs são micros para funcionalidades bem específicas, embora estejam cada vez mais genéricos pelo bom poder de processamento e armazenamento. Talvez com um conjunto caseiro de monitor + teclado + mouse você consiga a tranquilidade necessária para o uso por longo tempo, mas vale o teste.  

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Netbook com Android e NativeClient são as armas do Google

03.01.09 14:04 | HARDWARE, SOFTWARE, WEB | 1 Comentário »

Em 2008, uma categoria nova de computadores tomou conta do cenário. O netbook, com tela entre 7 e 10 polegadas, teclado completo e boa conectividade, passou a ser visto como uma boa opção de compra pelo micreiro de primeira viagem e, principalmente, por quem procurava um segundo PC para carregar por aí.

O formato está provado, mas sua adoção é muito pessoal. Alguns se arrependem do desconforto com o tamanho reduzido para o uso diário. Outros se acostumam, ou contornam o problema com teclado e mouse USB, além de um bom monitor.

Em 2009, a tendência continuará. O Vaio P está chegando como um marco, um netbook da Sony, usando sua marca premium e provavelmente custando menos que US$ 1 mil. Será apresentado na CES, esse mês, com poder para rodar o Vista e preparado para o Windows 7. Cabe no bolso do paletó.

Mas o importante é observar as variações do tema. O rumor do Mac Touch, uma versão do iPod Touch com tela de 7 ou 9 polegadas sensível ao toque, ganha força. Ao contrário dos netbooks, versões menores de laptops com liberdade para instalação de sistemas operacionais, o produto da Apple seria vinculado à App Store, trazendo um OS X que receberia softwares apenas pela loja virtual - nos moldes do que acontece com o iPhone. 

A investigação do Venture Beat segue a mesma linha, com fatos, mas no outro lado da trincheira. O site portou o Android para um Asus Eee em quatro horas, com suporte gráfico, sonoro e conexão sem fio. Adicione à receita um navegador web e a Android Market, e a solução do Mac Touch está replicada. 

O paradigma de um computador fechado, com um hub único para a adição de funcionalidade, parece limitado, mas tem grandes vantagens. A organização do que pode ser baixado e instalado por listas, sugestões e com busca é o paraíso para quem não tem muita intimidade com a aridez da internet. A aprovação dos softwares antes da sua disponibilização garante segurança contra vírus e estabilidade. E para o Google, o ambiente controlado é perfeito para seu objetivo principal - fornecer publicidade customizada.

Não espere o Android em laptops e desktops. Para eles o Google prepara o NativeClient, projeto em estágio inicial que foi apresentado em dezembro. A idéia é permitir que o navegador (Chrome, obviamente), rode código de máquina com o mesmo desempenho que no modelo tradicional, por um software dedicado, e com segurança. Isso coloca a técnica à frente do que hoje é apresentado pelo ActiveX, do Internet Explorer, e pelo Flash. Como citado pelo Giga Om, “é uma forma de reduzir o espaço entre o que é possível numa aplicação de desktop e uma aplicação web”.

Ou apenas mais um golpe no sistema operacional. Talvez o definitivo.   

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Vaio P e Dell Adamo apontam para o futuro da computação portátil

26.12.08 3:40 | HARDWARE | 1 Comentário »

Os presentes do Natal de 2009 começam a tomar forma um ano antes. A Sony mostrou detalhes de um certo Vaio P que entra para a categoria dos netbooks, mas provavelmente no topo da pirâmide. Ao mesmo tempo, a Dell prepara o Adamo para vencer as dimensões do MacBook Air, incluindo seu preço.

O Vaio P deve apresentar um processador Intel Atom 1.33 GHz, talvez na versão dual core. Terá 60 GB de disco rígido, com a opção do SSD de 128 GB. E ao contrário dos outros netbooks virá com o Windows Vista instalado.

O grande diferencial é a tela, com 8 polegadas e alta resolução - 1600 × 768 pixels - que oferece mais espaço útil, mas cobra uma vista perfeita do usuário. Bluetooth e Wi-Fi compõem o pacote conhecido, que caberá facilmente no bolso.

O usuário que optar pelo Dell Adamo terá comprado, se os rumores se confirmarem, o notebook mais fino do mundo. Para ultrapassar o MacBook Air, o ThinkPad X301 e outros, o fabricante usará telas especiais da Samsung ou da LG de 3,5 mm e formato de 16:10, diferente do 16:9 que tem equipado os micros widescreen.

As dimensões únicas têm seu revés. Acredita-se que o Adamo custará bem mais que o rival Air, situado na faixa dos US$ 3 mil, contra US$ 1,8 mil do portátil da Apple. O nome pode também indicar uma família de notebooks, liderada pelo modelo especial.

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