GPS para o iPhone, que namora o Japão
18.12.07 14:31 | APPLE, CELULAR, HARDWARE, IPHONE, SOFTWARE | 1 Comentário »
Já que a Apple não incluiu um GPS no iPhone, a solução é criar um. A empresa Partfoundry anunciou o desenvolvimento do módulo locoGPS que é conectado à porta de comunicação do celular com jailbreak - aberto para a instalação de aplicativos de terceiros.
No vídeo de demonstração, ainda com uma versão inicial do módulo, a descoberta da posição acontece bem rápido. A página da empresa mostra que o tempo pode chegar a 35 segundos usando o chip GPS SiRF Star III. Nada mal.
O software utilizado encontra a latitude e longitude e depois joga o usuário para o aplicativo do Google Maps que vem no iPhone de fábrica. O programa será aberto à atualização pela comunidade do software livre. O módulo já está à venda por US$ 89 e será enviado aos compradores a partir de fevereiro.
A notícia chegou junto com mais um rumor da expansão das vendas do iPhone pelo mundo. Dessa vez o alvo é o Japão, onde as operadoras NTT DoCoMo e Softbank (ex-Vodafone) estariam disputando a exclusividade pelo aparelho. O país é escala fácil para o iPhone, mas depende de um celular com terceira geração, bem expandida no Japão. Ao chegar no oriente, o iPhone fica mais próximo do Brasil, faltando provavelmente a Austrália, China, Coréia, outros países europeus e talvez o México antes que sejamos agraciados. É uma longa viagem.
O mercado japonês é um grande desafio para a Apple. É considerado um ano e meio à frente do resto do mundo na adoção de tecnologia - em 2004, quando estive lá, a terceira geração já era uma realidade inclusive com planos flat rate - e tem concorrência feroz entre dezenas de fabricantes de celulares que pulverizam o mercado.
O Japão também tem outras peculiaridades e já afastou fabricantes e operadoras gigantes. A Nokia nunca conseguiu se firmar na terra do Sol Nascente e a Vodafone acabou desistindo da operação local depois de tomar muita surra. A versão não oficial é a inocência ao tentar implementar as mesmas soluções do Ocidente, de serviços e celulares, sem levar em questão as vontades do japonês.
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