O Google anda insatisfeito com o e-mail e a comunicação instantânea dos mensageiros eletrônicos. No evento para desenvolvedores I/O, a empresa mostrou o Google Wave, projeto ainda em desenvolvimento que promete unir as duas ferramentas e levá-las a um novo estágio.
O objetivo máximo é tornar o Wave universal, aberto e que possa ser usado por qualquer empresa como uma plataforma de comunicação. Na interface mostrada como uma aba do navegador Google Chrome, o serviço divide a tela em três áreas: contatos e ações, lista de conversações e seu conteúdo.
Em termos gerais, o Wave se propõe a organizar informação. Nele, o usuário responde a uma mensagem - o thread/corrente, é chamada de wave - exatamente onde quer, enxertando conteúdo no meio de uma frase, por exemplo. Texto, vídeo, fotos, áudio, mapas, tudo pode ser embutido. Todos os envolvidos na wave observam o conteúdo sendo inserido em tempo real. A wave pode ser editada livremente por seus participantes, como em um wiki e o Google acredita que o controle de versões será suficiente para se encontrar.
O Google Wave tem uma API, já disponível para estudo e testes, que permite integrar serviços às conversações e levá-las a outros lugares na web. De acordo com os planos do Google será ela que fará do Wave um sucesso, nos moldes do que acontece com o Twitter. Os mashups de conteúdo e funcionalidade do Wave com outros aplicativos multiplicarão seu poder.
Muitos já chamam o Wave de “o novo Gmail”, mas ele não acabará com o correio eletrônico tradicional. O novo serviço é interessante para a comunicação multimídia organizada, com histórico esperto e controle de versões. Como explica o Google, não há separação entre comunicação e colaboração. E esse talvez seja o maior trunfo do Wave.
No fim de semana alcancei a marca de mil seguidores no Twitter e, com a marca, resolvi escrever sobre o assunto no Futuro.vc. Comecei a acompanhar o serviço em março de 2007, quando se apresentava como um híbrido entre um mensageiro instantâneo e publicador de blogs.
O Twitter cresceu. Hoje é o novo queridinho da internet, ocupando o posto cedido pelo Facebook há alguns meses. Tornou-se uma base importante - embora ainda pequena - de opiniões. Com um bom mecanismo de busca por trás, muitos acreditam que o Twitter possa se transformar num “Google humano”, com a temperatura dos fatos, a tradução do universo coletivo em 140 caracteres.
Hoje é mais fácil entender o potencial, e os problemas do Twitter. Desses mil seguidores, pelo menos 40% são bots, usuários fantasmas que nunca publicam nada e buscam inscrições de acordo com o conteúdo que publico. Outra quantidade importante é de usuários que postam com pouca frequência ou nunca. Sobra um grupo pequeno, e ativo, que faz valer o acesso.
Muitos se cansam do Twitter pela quantidade de conteúdo em drops. O Twitter encaixa-se perfeitamente no mundo em que vivemos, no qual a informação é cada vez mais fragmentada nos vídeos rápidos do YouTube, chamadas e coleções do Google News, histórico da vida pessoal no Facebook. Os sistemas são criados para facilitar a troca de dados e sua organização, mas ainda irritam muitos que não estão acostumados com o volume ofertado.
E a qualidade do conteúdo é discutível, mas culpar o serviço por isso é errado. Orkut, Twitter e a própria web são ferramentas para um fim, ou vários. Seus recheios são de responsabilidade dos seus produtores, nós. Por isso, mantenha sua lista do Twitter atualizada e descarte o que não quiser.
O Twitter continua a brilhar durante eventos ao vivo. Seja o capítulo especial de uma novela ou um terremoto, é no serviço que você encontrará as informações mais atualizadas, quentes com a emoção dos “participantes” e dos “espectadores”, que comentam e remixam a informação no Twitter e em outras redes sociais, blogs e sites de notícias.
É bom ser o líder de mercado e um dos sites mais acessados do planeta? Com certeza, mas o YouTube está numa enrascada.
Dois fatos:
O YouTube perderá US$ 470 milhões este ano. Mesmo faturando US$ 240 milhões em publicidade, seus custos operacionais chegarão a US$ 711 milhões. A conta não fecha e mesmo o Google, cheio de dinheiro em caixa, coça a cabeça para descobrir como lidar com meio bilhão de dólares em perdas todos os anos.
Além disso, o YouTube não garante rendimentos para os sucessos que gera e explora. Rick Astley, cantor que fez sucesso nas décadas de 80 e 90, voltou à fama depois do Rickrolling - uma pegadinha com um vídeo de sua música mais famosa, Never Gonna Give You Up. Mas declarou que ganhou apenas 11 libras com o fenômeno da web, que segundo ele foi assistido mais de 154 milhões de vezes.
No caso do YouTube, não basta ter sucesso sem ser rentável, para si e para os que explora. O maior agregador de vídeos da web e símbolo da web 2.0 corre o risco de acabar, morto pelo próprio veneno.
Você tem uma tomada perto do seu roteador? Que tal usá-la para compartilhar seu pen drive ou HD externo pela internet para acesso de qualquer computador? Essa é a proposta do PogoPlug, dispositivo que ligado à eletricidade e à rede interna da sua casa garante o consumo dos seus arquivos de qualquer lugar.
O aparelho é feito para ser fácil de usar. Os arquivos são acessados pela web, no site da empresa, ou pelo Windows ou Mac OS X com o uso do driver disponível para a conexão.
O usuário define o que quer do PogoPlug. Se usá-lo com um drive externo, o mesmo do backup dos seus arquivos do micro, terá todo o seu conteúdo disponível de qualquer computador conectado à internet. Pode apenas compartilhar músicas e filmes para o servidor multimídia ou adotar a memória disponível para upload remoto de arquivos.
O PogoPlug custa US$ 99 e também aceita um USB hub, para a ligação de vários HDs ou pen drives.
Jimmy Wales, co-fundador da Wikipedia, anunciou hoje o fim da Wikia Search, produto criado para fundir os paradigmas da enciclopédia colaborativa e do mecanismo de busca. No post oficial ele atribui a medida à crise econômica, dizendo que em outro momento o serviço seria custeado indefinidamente.
Lançado em janeiro de 2008, chegou sem identidade, num mercado em que isso é fatal. Na metade do ano tornou-se bem mais interessante, mas ainda sob a concorrência do titânica do Google. Desde lá, o buscador mais importante da internet integrou algumas funções sociais, como o Knol e a SearchWiki. Mas a Wikia continuava a se mostrar válida.
Agora não mais. O projeto será congelado até ventos econômicos favoráveis - que demorarão a aparecer.
A comScore, consultoria norte-americana de internet, lançou hoje um estudo com números que mostram a popularização do acesso móvel à web nos EUA. De todos, o que mais impressiona é o uso de redes sociais, blogs e informações financeiras no celular. Entre janeiro de 2008 e 2009 o número de acessos diários cresceu 427%.
Quase em simultâneo, o Facebook anunciou no fim de semana no badalado SXSW a chegada do Connect para o iPhone/iPod Touch. Com ele, desenvolvedores podem integrar seus aplicativos para a App Store com a rede social, levando o social graph do usuário para o bolso.
É difícil não pensar nas interações entre os usuários de um celular ao desenvolver um aplicativo. Com GPS e acesso rápido à web, os aparelhos estão prontos para isso. Mas é inviável criar uma rede social do zero, formada apenas por quem usa o software. Bem melhor é contar com os 170 milhões de usuários ativos do Facebook.
Imagine baixar um aplicativo de sugestão de restaurantes e com seu login do Facebook descobrir imediatamente o que seus contatos escolheram. Instalar um game e criar rankings instantâneos, ou compartilhar resenhas de filmes que viu com seus amigos e família. Tudo isso já é possível nos primeiros aplicativos com suporte ao Facebook Connect, que de quebra espelha a produção de conteúdo no celular na rede social, garantindo que seus contatos tenham acesso à informação a partir do computador.
Com o Connect fica claro que o celular não é apenas um veículo poderoso para consumir os updates dos seus contatos, mas se tornará o principal meio de entrada de dados na rede social, em texto, vídeo, foto ou áudio, com geotagueamento e atualizado em tempo real. É hora de publicar as fotografias do show enquanto ele acontece, sabendo quais contatos também estão ali e conhecendo sua experiência.
Em mais um passo para aproximar os serviços do Google ao iPhone, a empresa lançou o Sync para o celular da Apple. Com ele, o usuário tem seus contatos e calendários sincronizados automaticamente entre as duas bases de dados.
Tome cuidado com o processo, já que ele substituirá as entradas presentes no iPhone. Se você mantém a lista de contatos do Gmail atualizada e organizada está com sorte.
A configuração do Sync é bem parecida com a de uma conta Exchange e está descrita no manual publicado pelo Google. Há algumas limitações nativas do iPhone, como o suporte a cinco calendários, no máximo, e os campos presentes para cada contato.
Qualquer alteração feita no celular é refletida no computador e vice-versa. Como o processo é automático há consumo mínimo de dados da rede da operadora e de bateria do iPhone.
Curiosamente, o produto é uma parceria do Google com a Microsoft, já que usa a tecnologia ActiveSync - a mesma do Windows Mobile - para o processo. Por isso, não é possível usar o Google Sync no iPhone em conjunto com uma associação com informações do Outlook/Exchange. O usuário terá que optar entre um dos dois, o que normalmente significa escolher entre dados do trabalho e da vida pessoal.
O Sync também existe para aparelhos Symbian S60 e Windows Mobile.