27.03.08 7:02 | WEB | 1 Comentário »
A história de Joichi Ito se confunde com a da internet comercial. O investidor japonês é o homem dos vários empregos – diretor do conselho do Creative Commons e da Six Apart Japan, participa do conselho do Technorati, Digital Garage, iCommons, Mozilla Foundation e Socialtext e é fundador da empresa de investimento de risco Neoteny. Nessa entrevista, Ito conversa sobre inovação, o momento atual da internet, perspectivas para o futuro e comenta a possível bolha que mais uma vez se forma no mercado online.
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19.03.08 7:07 | SITES, WEB | 2 Comentários »
Há duas semanas não se fala em outro serviço senão o Friendfeed. O site foi inaugurado oficialmente em fevereiro e já é considerado por muitos o novo Twitter, fazendo alusão ao fenômeno de microblogging que se destacou em 2007 e continua nos bookmarks e corações dos internautas.
O Friendfeed junta num único lugar os updates de vários serviços da web. Hoje são 28, incluindo o Flickr, Delicious, Digg, YouTube, Last.fm, RSS de sites em geral e o próprio Twitter. Em um feed de informação, seus amigos descobrem o que você está publicando internet afora.
Até aí, o sistema replica o que já é possível via agregadores de RSS, mas o Friendfeed tem uma opção que faz toda a diferença: permite que você comente cada item apresentado no histórico de publicação. Além disso, inaugurou a busca geral no site, facilitando encontrar conteúdo.
O Friendfeed é mais um passo na direção do Graal da web semântica, que alguns chamam de web 3.0. Nela, a informação é contextualizada e o usuário recebe apenas o que é relevante para si, filtrado e trabalhado em etapas anteriores e invisíveis ao internauta. O assunto é para um post futuro, mas envolve qualidade acima da quantidade oferecida hoje pelos mecanismos de busca. Entenda o Friendfeed como um lugar onde a busca por música ou futebol, por exemplo, oferecerá respostas “quentes”, de pessoas próximas e provavelmente sintonizadas com a sua realidade e rotina.
O potencial para o serviço é enorme. Imagine se um cliente de mensageiro eletrônico fosse agregado ao Friendfeed, para que os usuários integrassem os feeds dos cadastrados como tópicos de conversas, em tempo real. Ou se fosse possível encontrar respostas do Google sintonizadas com elementos do feed, numa mixagem encontrada em parte no Mahalo, o mecanismo de busca social.
Por enquanto, o Friendfeed apenas economiza tempo ao agregar a informação produzida por um internauta em várias fontes. Mas encanta o potencial do serviço, que já promete uma API para integração com outros sites e criação de softwares para acesso externo.
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29.02.08 9:03 | SITES, WEB | 1 Comentário »
É provável que o leitor desse post esteja inscrito em mais de uma rede social. Orkut, MySpace, LinkedIn, Facebook, Plaxo, Last.fm… Para cada uma delas, um grupo diferente de contatos, mais próximos se for escolhido a partir da mesma fonte - a agenda de endereços do seu web mail, por exemplo.
Os contatos de uma rede social são o maior patrimônio de quem a administra, que com os perfis detalhados pode oferecer anúncios customizados e parcerias com provedores de conteúdo. Mas algumas tendências mostram que os feudos podem acabar.
Empresas como Facebook, Google, Microsoft, Yahoo e IBM se juntaram no DataPortability, iniciativa para padronizar a comunicação entre serviços na web, com troca fácil de dados e conexão segura e anônima. Por outro lado, a plataforma de aplicativos do Facebook e a OpenSocial, do Google só serão realmente interessantes quando serviços e grupos de contatos puderem falar entre si.
E há a web semântica. Nela, as informações publicadas na internet são contextualizadas por agentes - softwares que operam de forma autônoma, com interação mínima do usuário. Imagine o sistema de recomendação de produtos da Amazon levado ao extremo. Ao entrar no editor de imagens Picnik, por exemplo, o serviço saberia automaticamente que você é um usuário do Flickr e daria a opção de carregamento das imagens. Ao editar uma delas, poderia salvar nos perfis das suas redes sociais, que também apareceriam.
Mas a portabilidade tem seus problemas. Enquanto as empresas assinam acordos de partilha de conteúdo, os usuários assistem sem participação. Quais contatos você gostaria de compartilhar entre redes sociais? Como quer que seus “amigos” mostrem o seu perfil em outra rede social? No LinkedIn você é o profissional, mas no Orkut é o defensor da liberação da maconha, do sexo livre e da Ivete Sangalo. Como quer que essas informações sejam cruzadas?
Nos últimos tempos, pelo menos dois exemplos mostraram que boas idéias caminham com seus problemas. O Google lançou seu Street View, que fotografou cidadãos nas ruas dos Estados Unidos para mostrar caminhos no Maps, sem o consenso de quem foi clicado. O Facebook inaugurou a plataforma publicitária Beacon que, por exemplo, mostrava aos seus contatos o anel de noivado que seria surpresa. A privacidade é essencial a qualquer relação.
Para conhecer mais da web semântica, leia ou ouça a entrevista de Sir Tim Berners-Lee, conhecido como o criador da web e diretor do World Wide Web Consortium feita este mês com Paul Miller, que tem um blog sobre o assunto na ZDNet.
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