A espera está acabando. A equipe que desenvolve o Fennec, o Firefox para celulares, tablets e smartphones, quer lançar uma versão pública para o Windows Mobile na semana que vem.
Até agora disponível para os Nokia N800 e N810, o Fennec carrega com orgulho o DNA do Firefox. Tem a barra de endereços que integra histórico, favoritos e sugestões de busca, o uso de abas e as extensões que são o grande diferencial do navegador no computador.
Os primeiros alvos do Fennec serão aparelhos da HTC, inicialmente o Touch Pro. O novo browser tem potencial de balançar o mercado no sistema operacional da Microsoft, embora seja o que tem mais ofertas de navegadores web entre as plataformas móveis.
Para quem não usa um HTC, torça para que o Fennec tenha gerenciamento de memória melhor que o do Firefox, e possa ensinar boas maneiras ao irmão guloso do desktop e laptop.
Os resultados de 2008 marcam uma virada para a Microsoft, e não a seu favor. O iPhone se confirmou entre os smartphones e vendeu mais que todas as dezenas de aparelhos com o Windows Mobile. O sistema que já foi o segundo mais popular nos celulares, hoje está na quarta posição, atrás do Symbian, OS X e BlackBerry.
Paul Thurrott, blogueiro e uma espécie de evangelista da Microsoft, escreveu sobre os desafios da empresa e citou algumas informações novas que ouviu nos corredores de Redmond. O Projeto Pink citado anteriormente terá, como resultado, o Zune Mobile, uma plataforma de software para celulares com funcionalidade multimídia.
É suficiente para ameaçar a estrutura montada pela Apple, com seu iPhone, iPod Touch e iTunes/App Store? Sim, se a Microsoft emplacar a ótima assinatura de músicas que com uma mensalidade permite baixar e ouvir o que quiser. É o diferencial imediato que a empresa pode oferecer. E, obviamente, o Zune Mobile precisa ter uma interface sensacional - o que não é difícil já que o tocador multimídia oferece ótima experiência de uso.
Por fora corre a Apple. De acordo com o iDealsChina, Steve Jobs planeja anunciar na Macworld, em janeiro, o iPhone Nano. O celular seria uma versão menor do atual, também com interface sensível ao toque e tela cobrindo toda a superfície do aparelho. A fonte, no entanto, é pouco confiável.
Há mercado para o iPhone Nano e até necessidade, se a Apple pretende dominar o mercado de celulares. Nunca o conseguirá com apenas um modelo, grande e caro para os bolsos de grande parte dos consumidores. Imagine o impacto de um Nano a R$ 300, com iPod, Wi-Fi, Safari e aplicativos. Seria devastador.
De acordo com o blog TechCheck, a Microsoft está planejando uma mudança geral no seu tocador multimídia Zune, e que pode ser na direção de um smartphone da empresa.
De codinome Pink, o aparelho juntaria o tocador com o insumo adquirido com a compra da Danger, criadora do popular Sidekick. Vale explicar que Andy Rubin, co-fundador da empresa, trabalha no Google e é o pai do Android, sistema operacional de código aberto que equipa o T-Mobile G1.
Jim Goldman, do blog, acredita que o 3GSM, maior evento da plataforma de telefonia celular que acontece em fevereiro, em Barcelona, será o palco da apresentação do Pink.
O celular resolveria dois problemas importantes para a Microsoft. Vitaminaria a plataforma Zune, que não decolou como concorrente do iPod, e apresentaria um concorrente direto ao iPhone com a marca da maior empresa de software do mundo. Provavelmente teria Windows Mobile, com uma interface customizada para a facilidade do uso com os toques dos dedos.
Mas tudo pode passar de um boato fraco. O negócio atual da Microsoft com celulares é o licenciamento do seu sistema operacional para dezenas de parceiros - o que já rendeu mais de 20 milhões de licenças. Competir com eles diretamente com um smartphone é uma idéia arriscada, principalmente se ele contar com tecnologia diferenciada, exclusiva por ser da criadora do software.
Por isso, a Microsoft continuaria apenas a evoluir o Windows Mobile, próxima dos fabricantes para alinhar o hardware e cercar o iPhone.
A Microsoft está preparando uma loja para centralizar a oferta de aplicativos para os celulares e smartphones com Windows Mobile. Com o possível nome de Skymarket, a iniciativa foi descoberta a partir da busca de profissionais para trabalhar no projeto.
Os números do Windows Mobile são ótimos. Só no ano fiscal de 2008, a Microsoft vendeu 91 milhões de licenças do sistema operacional para os aparelhos dos fabricantes parceiros. A empresa também acredita que existem 91 mil aplicativos disponíveis para a plataforma.
Mas como acontece com o ecossistema do Symbian, que habita os aparelhos da Nokia, a oferta de programas para Windows Mobile é dispersa em várias lojas - o que dificulta a comparação entre softwares e a noção da oferta gigante.
Por isso a Skymarket é valiosa. Pega carona na tendência de centralização iniciada com a App Store, da Apple, e continuada com a Android Market, anunciada na semana passada para os aparelhos com Android, o sistema operacional idealizado pelo Google.
De acordo com o Istartedsomething, a Skymarket pode ser lançada no começo de 2009, junto com o Windows Mobile 7. Provavelmente terá um aplicativo embutido no novo sistema operacional com a interface da loja e os aparelhos antigos terão seus softwares dedicados.
Os desenvolvedores independentes continuam a surpreender o usuário de iPhone desbloqueado. O Intelliscreen é o novo destaque ao apresentar uma espécie de tela Today do Windows Mobile no celular da Apple.
A Today mostra resumos da atividade do usuário ou de seus contatos - entradas de calendário, novos e-mails, torpedos, previsão do tempo e outros dados personalizados previamente.
Com o Intelliscreen, o iPhone ganha funcionalidade parecida para a primeira tela do aparelho, antes mesmo do desbloqueio. Depois de instalado, ela passa a exibir os itens citados antes para o Windows Mobile e outros, como RSS de sites de notícias.
O software, da empresa IntelliBorn, é gratuito e pode ser baixado pelo Installer, adicionando a source “http://intelliborn.com/repo”, sem as aspas.
O usuário pode definir a ordem de apresentação dos itens e com o arrastar do dedo sobre um deles é levado para o programa de origem. No entanto, ainda não é possível incluir o seu feed RSS favorito. Há também uma opção para a checagem automática do correio eletrônico a cada exibição do aplicativo, ultrapassando as configurações definidas no iPhone.
O Intelliscreen também é o primeiro aplicativo que conheço que traz um controle de desempenho, avisando ao usuário se a instabilidade for iminente.
A Microsoft apresentou ontem na CTIA, feira da telefonia móvel que se realiza em Las Vegas, a versão 6.1 do sistema operacional Windows Mobile, para smartphones e celulares.
Suas principais novidades são a nova tela inicial - com abas deslizantes e acesso rápido às funções multimídia, de e-mail, e do celular - e o Internet Explorer Mobile com renderização fiel da web e zoom das páginas. O navegador traz plugins do Silverlight e Flash Lite.
Assista ao vídeo demonstrativo do IE mobile num HTC S620, sem tela sensível ao toque, feito pelo Phonedaily.
Para quem não lembra, o Google apresentou o Gears em maio de 2007 como uma plataforma para que serviços web funcionem offline. O usuário acessa e edita suas entradas no Calendar - um dos aplicativos com suporte ao Gears - e quando se conectar as informações são sincronizadas.
Para quem tem boa conexão com a internet, o Gears não faz muito sentido. Mas com a versão para celulares e smartphones com Windows Mobile 5 ou 6 e Internet Explorer, o Gears torna-se imprescindível.
Os primeiros sites compatíveis são a suite de aplicativos de produtividade Zoho e o serviço financeiro Buxfer. Ao acessá-los nos aparelhos, o usuário será convidado a instalar o Gears. Com isso, suas informações ficam hospedadas nos serviços e no celular. Zoho e Buxfer passam a se comportar como outros softwares instalados no celular, com acesso offline, fora da rede de dados da operadora ou da conexão Wi-Fi.
Qualquer dado modificado é sincronizado na próxima sessão online. O Gears é gratuito e está aberto ao uso por qualquer desenvolvedor. E o Google promete versões para outros sistemas operacionais.